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HISTÓRIA DA OLIMPÍADA (Na antiguidade e Olimpíadas Modernas)- HISTÓRIA DA MARATONA - Tudo sobre os 13 principais atletas de todos os tempos, nas Olimpíadas

HISTÓRIA DA OLIMPÍADA - NA ANTIGUIDADE

Jogos Olímpicos da Antiguidade

Mais de mil anos de glórias da Olimpíada antiga

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo podendo datar do século 13 a.C.

Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esportes eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.

Olímpia atraía homens (as mulheres não eram permitidas) de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores.

Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial do Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão dos juízes.

As mulheres não eram permitidas nos Jogos Olímpicos, não porque os atletas competiam nus, mas por ser Olímpia dedicada ao deus Zeus, sendo uma área sagrada para homens. Nas competições de bigas, realizadas fora da área sagrada, as mulheres era permitidas. Havia festivais femininos nos quais os homens eram banidos, sendo o mais famoso o Heraean, em Argos, o qual incluía competição de lançamento de dardo.

A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas.

O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.

Com o domínio romano sobre os gregos os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos foram abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.

 

No Egito Antigo e Mesopotâmia

T
emos muitos registros dos Jogos Olímpicos da antiguidade, mas e antes deles? Havia competições atléticas ainda mais antigas?

Sim, as primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já tinham a tradição de atividades atléticas . Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.

No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. O esporte no Egito antigo incluía: luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, jogos de bola e eventos eqüestres. Tudo indica que os eventos atléticos eram restritos aos membros das classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó e membros da corte.

Os gregos pré-clássicos - micênicos e minuanos

Além do Egito e Mesopotâmia, outras civilizações, inclusive na própria Grécia pré-clássica, já praticavam o atletismo antes dos Jogos Olímpicos.

Os minuanos, civilização que habitava a ilha de Creta no período de 2.100 a 1.100 a.C., tinham interesse especial pela ginástica. Os afrescos indicam que as atividades atléticas eram praticadas por membros da nobreza em áreas perto do palácio.

Na cultura minóica os touros eram muito importantes (lembrem-se da lenda do minotauro de Creta) e também faziam parte dos eventos atléticos através do salto sobre o touro. Sim, os atletas realizavam saltos sobre touros vivos e provavelmente não muito amistosos!

Outros esportes praticados pelos minóicos eram o boxe, luta e acrobacias. Os estudos indicam que havia um componente religioso forte nos eventos atléticos. 

Já os miocenos (1600-1100 a.C.), adotaram os esportes minóicos e acrescentaram a corrida de bigas e competições de pista. Tal qual na Creta minuana, os esportes tinham caráter religioso, porém os micênicos preferiam a luta e o boxe.

No Egito Antigo e Mesopotâmia

Temos muitos registros dos Jogos Olímpicos da antiguidade, mas e antes deles? Havia competições atléticas ainda mais antigas?

Sim, as primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já tinham a tradição de atividades atléticas . Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.

No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. O esporte no Egito antigo incluía: luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, jogos de bola e eventos eqüestres. Tudo indica que os eventos atléticos eram restritos aos membros das classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó e membros da corte.

Os gregos pré-clássicos - micênicos e minuanos

Além do Egito e Mesopotâmia, outras civilizações, inclusive na própria Grécia pré-clássica, já praticavam o atletismo antes dos Jogos Olímpicos.

Os minuanos, civilização que habitava a ilha de Creta no período de 2.100 a 1.100 a.C., tinham interesse especial pela ginástica. Os afrescos indicam que as atividades atléticas eram praticadas por membros da nobreza em áreas perto do palácio.

Na cultura minóica os touros eram muito importantes (lembrem-se da lenda do minotauro de Creta) e também faziam parte dos eventos atléticos através do salto sobre o touro. Sim, os atletas realizavam saltos sobre touros vivos e provavelmente não muito amistosos!

Outros esportes praticados pelos minóicos eram o boxe, luta e acrobacias. Os estudos indicam que havia um componente religioso forte nos eventos atléticos.

Já os miocenos (1600-1100 a.C.), adotaram os esportes minóicos e acrescentaram a corrida de bigas e competições de pista. Tal qual na Creta minuana, os esportes tinham caráter religioso, porém os micênicos preferiam a luta e o boxe.

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo podendo datar do século 13 a.C.

Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esportes eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.

Olímpia atraía homens (as mulheres não eram permitidas) de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores.

Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial do Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão dos juízes.

As mulheres não eram permitidas nos Jogos Olímpicos, não porque os atletas competiam nus, mas por ser Olímpia dedicada ao deus Zeus, sendo uma área sagrada para homens. Nas competições de bigas, realizadas fora da área sagrada, as mulheres era permitidas. Havia festivais femininos nos quais os homens eram banidos, sendo o mais famoso o Heraean, em Argos, o qual incluía competição de lançamento de dardo.

A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas.

O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.

Com o domínio romano sobre os gregos os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos foram abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.

Corrida entres os nativos americanos

Meu interesse sobre a tradição da corrida nas sociedades nativas das Américas foi despertado pelo domínio dos indígenas nas provas de ultramaratona em trilhas. Nos EUA são disputadas quatro importantes ultramaratonas de 100 milhas em trilhas (Old Dominion, Western States, Leadville e Wasatch) que geralmente são vencidas por nativos muitas vezes calçando típicas sandálias feitas manualmente. Estes indígenas são descendentes da tradição de corredores mensageiros, que vem de tempos remotos, antes da colonização branca das Américas.

Como as sociedades nativas das Américas não possuíam cavalos, o sistema de corredores mensageiros era fundamental e foi usado por várias nações pré-colombianas como os Incas, Maias, Astecas e diversos povos da América no Norte e Central. O treinamento destes mensageiros, que vinha desde a infância, comparava-se aos dos atletas profissionais de hoje. Eles eram capazes de cobrir distâncias de 160 a 320 quilômetros em um dia!

A corrida de revezamento era usada pelos mensageiros indígenas, tanto no vasto Império Inca com sua rede de estradas das Américas que totalizava a distância de 4.000 km desde o sul do Chile até o Equador, quanto pelos Iroquois, no leste dos Estados Unidos, para ligar as nações da sua confederação.

Mas as corridas não eram usadas como esporte? A resposta é sim! Nas sociedades nativas das Américas também havia competições com corridas. Além de ser usada por mensageiros, as corridas também faziam parte de competições entre os nativos de várias regiões das Américas, desde o gélido Alasca até os desertos escaldantes. Até nas regiões mais gélidas do Alasca os Esquimós realizavam corridas curtas durante o ritual de 14 dias realizado durante o mês de janeiro.

História das Olimpíadas - A Volta  - AS OLIMPÍADAS MODERNAS

O barão de Coubertin revive as Olimpíadas

Os gloriosos Jogos Olímpicos, interrompidos no anos 393 d.C. por decreto do Imperador Romano Teodósio, tiveram o seu renascimento no final do século XIX. O principal fator deste renascimento foram as escavações, em 1852, das ruínas do templo de Olímpia onde aconteciam os Jogos nos tempos ancestrais. A redescoberta da história das olimpíadas provocou um renascimento dos valores esportivos do gregos antigos que acabaram influenciando o francês Charles Louis de Feddy, mais conhecido como barão de Coubertin.

Segundo o próprio barão, o final do século XIX apresentava todo um conjunto de circunstâncias que culminariam no renascimento dos Jogos Olímpicos:

"A idéia do renascimento dos Jogos Olímpicos não foi uma fantasia passageira: foi a culminação lógica de um grande momento. O século XIX presenciou o prazer pelos exercícios físicos renascer em todos os lugares... Ao mesmo tempo as grandes invenções, as ferrovias e o telégrafo conectaram distâncias e a humanidade passou a viver uma nova existência. As pessoas se misturaram, conheceram-se melhor e imediatamente passaram a se comparar. O que um conseguia o outro desejava conseguir também. Exibições universais trouxeram para uma localidade produtos de todo o mundo, congressos científicos ou literários reuniram as variadas forças intelectuais. Então como poderiam os atletas não buscar se reunirem, já que a rivalidade é a base do atletismo e na realidade a ração de sua existência?"

(Barão Pierre de Coubertin, 1896)

Assim, no dia 23 de junho de 1894, o barão convocou um congresso esportivo-cultural e apresentou a proposta para o retorno dos Jogos Olímpicos. Os delegados de 12 países reunidos na Sourbone ficaram tão entusiasmados com o projeto que marcaram a primeira Olimpíada da era moderna para dali a dois anos em Atenas.

Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram antes outras tentativas de reviver os jogos.

As primeiras tentativas de reviver as Olimpíadas

Na Grécia do século XIX o ideal dos antigos Jogos Olímpicos não havia sido completamente esquecido. Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram, muito antes de seu nascimento, outras tentativas de reviver os jogos por parte dos gregos.

Sabe-se que em 1838 a municipalidade de Letrini, perto da antiga Olímpia, decidiu reviver os Jogos Olímpicos. Eles planejavam realizar os Jogos a cada 4 anos na cidade de Pyrgos, mas não há mais informações e historiadores acreditam que o evento nunca aconteceu.

Outra tentativa de maior sucesso foi empreendida pelo rico grego Evangelos Zappas através dos Jogos Olímpicos Zappianos. Aconteceram quatro edições destes jogos nos anos de 1859, 1870, 1875 e 1889 com premiações simbólicas e em dinheiro para os vencedores.

 

HISTÓRIA DA MARATONA

Diz a lenda...

O ano era 490 a.C., os gregos haviam vencido os persas na batalha de Maratona e coube a Pheidippides a tarefa de levar a boa notícia até a cidade de Atenas.

Ele correu aproximadamente 35 km da planície da Maratona até Atenas e ao chegar só teve fôlego de anunciar "vencemos" e caiu morto!

Na verdade não existe prova desta lenda, mas a história era boa e inspirou a competição que foi realizada pela primeira vez na Olimpíada de 1896 em Atenas.

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Mas a história real é ainda mais incrível...

Se você achou notável um mensageiro correr 35 km subindo desde a planície de Maratona até Atenas, espere pela verdadeira história.

Na verdade Pheidippides foi encarregado de uma tarefa mais árdua e importante. Quando o Persas estavam chegando na Grécia para destruir Atenas, coube a Pheidippides ir até Esparta, a 240 km de distância, pedir reforços. Correndo!

Isso mesmo, correndo. Como caminho era irregular para os cavalos, somente um mensageiro corredor poderia cobrir a distância em tempo.

E então Pheidippides correu em dois dias os 240 km por terreno irregular, só para chegar em Esparta e receber um não como resposta. Os espartanos estavam comemorando o festival de Artemis e se recusaram a ajudar. E lá veio Pheidippides de volta a Atenas com a má notícia, correndo.

Se você acha que Pheidippides era um caso a parte, saiba que foi através da corrida que os atenienses venceram os Persas.

Não era só Pheidippides que corria

Na verdade não era só Pheiddipedes que corria, já que a preparação física era fundamental no exército ateniense. E foi graças à corrida que eles derrotaram os Persas em Maratona. Como?

O plano persa era simples: desembarcar na planície de maratona, derrotar o pequeno exército ateniense e então dar a volta pela costa para invadir Atenas pelo sul desprotegido.

Eram menos de 10 mil atenienses que, sabendo da má notícia trazida por Pheidippides, resolveram fazer um ataque rápido ao exército de mais 25 mil persas que havia desembarcado na planície de Maratona.

O ataque surpresa foi um sucesso e os persas formam expulsos de volta aos seus barcos. Aí começou a segunda fase do plano persa: navegar por 8-10 horas até a praia de Phaleron que acreditavam estaria desprotegida.

Foi aí que os atenienses precisaram usar todo o seu preparo físico. Depois de uma batalha que havia durado um dia inteiro, eles teriam que correr aproximadamente 40 km até Phaleron para impedir o desembarque persa.

Nesta maratona os primeiros atenienses conseguiram alcançar Phaleron entre 5-6 horas e, uma hora antes dos barcos persas chegarem, os gregos já estavam na praia prontos para a batalha. Esta corrida foi decisiva para a vitória.

Os persas não acreditaram em seus olhos quando, ao chegar em Phaleron, viram o exército ateniense. Apesar de serem mais numerosos ficaram atemorizados pelos atenienses que pareciam super-homens. A frota persa navegou mais alguns dias procurando em vão um porto seguro para desembarque e então se retiraram.

OS MELHORES ATLETAS DE TODOS OS TEMPOS NAS OLIMPÍADAS

Paavo Nurmi - História do Atletismo

O maior corredor de todos os tempos

Nascimento: 13/06/1897 Nacionalidade: Finlandesa

Considerado o maior corredor de todos os tempos, Paavo Nurmi, também conhecido como o "finlandês voador", colocou o seu recém independente país conhecido mundialmente ao vencer um total de nove medalhas olímpicas de ouro e três de prata na década de 20.

Paavo era um atleta à frente do seu tempo e treinava com uma dedicação nunca antes vista. "O sucesso no esporte vem quase todo da devoção, o atleta deve fazer da devoção sua especialidade", afirmou o campeão. Ele foi um dos primeiros atletas a ter um método sistemático de treinamento e nunca corria sem segurar o relógio em sua mão (ainda não existiam relógios de pulso).

Na Olimpíada de Antuérpia-1920, ele estreou sendo superado pelo francês Joseph Guillemot nos 5.000m. Esta foi a única vez que seria derrotado por um estrangeiro numa final olímpica. Somando-se a esta medalha de prata, Paavo levou ouro nos 10.000m e cross-country individual e em equipe.

Os Jogos Olímpicos de Paris-1924 foram a auge dos corredores finlandeses e Paavo Nurmi conquistou nada menos que 5 medalhas de ouro em 6 dias. Além disso ele venceu os 1.500m e 5.000m em um espaço de apenas duas horas! As outras medalhas de ouro foram nos 3.000m por equipe e cross-country individual e em equipe.

Na sua última Olimpíada em Amsterdã-1928, Paavo venceu os 10.000m e ficou com a prata nos 5.000m e 3.000m com obstáculos. Ele ainda tentaria participar da Olimpíada de Los Angeles-1932, na qual pretendia enfrentar o desafio da maratona. Entretanto, o sonho de participar de sua quarta olimpíada não se realizou, pois foi suspenso acusado de profissionalismo. Em sua carreira Paavo Nurmi estabeleceu 29 recordes mundiais em distâncias variando do 1.500m aos 20.000m.

Jesse Owens - História do Atletismo

Quatro medalhas de ouro em Berlim

Nascimento: 12/09/1913 Nacionalidade: Americana

James Cleveland "Jesse" Owens chegou confiante na Olimpíada de Berlim-1936. "Sem querer ser presunçoso, acho que vou ganhar 3 medalhas de ouro na Olimpíada", afirmou o americano de Alabama.

Motivos para tal confiança não faltavam. Um ano antes ele havia estabelecido 4 melhores marcas mundiais (100m, 220 jardas, 220 jardas com barreira e salto em distância) no meeting Big Ten em um espaço de apenas 45 minutos! E Jesse Owens não só cumpriu a promessa, mas a superou ao conquistar 4 medalhas de ouro nos 100m, 200m, salto em distância e revezamento 4x100m. E também bateu o recorde olímpico em todos estes eventos exceto nos 100m.

Apesar do feito extraordinário, Jesse não teve vida fácil ao voltar aos Estados Unidos. Para conseguir dinheiro ele aceitou desafios como correr contra cavalos, cachorros e motocicletas. "Não pude fazer publicidade de alcance nacional porque não seria aceito no Sul. Hitler não me cumprimentou, mas também não fui convidado para ir à Casa Branca receber os cumprimentos do presidente do meu país", desabafou Jesse.

Ele só conseguiu estabilidade financeira na década de 50 quando abriu uma firma de relações públicas e dava conferências pelos EUA. Jesse também patrocinou e participou de vários programas esportivos para jovens.

Em 1976 Jesse Owens recebeu do presidente Gerald R. Ford a maior condecoração que um civil pode receber nos Estados Unidos: a Medalha da Liberdade. No anos de 1980 Jesse Ownens morreu aos 66 anos de câncer.

Fanny Blankers-Koen - História do Atletismo

A primeira rainha do atletismo

Nascimento: 20/04/1918 Nacionalidade: Holandesa

A holandesa "Fanny" (Francisca) Blankers-Koen é considerada a primeira rainha do atletismo. Sua primeira participação em Olimpíadas foi em Berlim-1936, com 18 anos de idade, onde ficou em sexto lugar no salto em altura e quinto no revezamento 4x100m.

A II Guerra Mundial provocou o cancelamento das Olimpíadas de 1940 e 1944, quando Fanny estaria no auge da forma, mas em Londres-1948 ela finalmente teria a chance de tornar-se campeã olímpica. E não fez por menos! Venceu os 100m, 200m, 80m com barreiras e revezamento 4x100m. Vale lembrar que a façanha poderia ter sido ainda maior, pois ela não pôde competir nos saltos em altura e distância, os quais era recordista mundial, uma vez que só era permitida a inscrição em 3 provas individuais e um revezamento.

É preciso lembrar que na época em que o esporte era visto como coisa de homem ou de "mulheres masculinas", a feminina Fanny, casada e mãe de 2 filhos, teve uma contribuição fundamental para a imagem da mulher atleta. Por isso podemos considerá-la uma destruidora de tabus.

Durante sua carreira esportiva, Fanny estabeleceu vinte recordes mundiais em várias modalidades do atletismo como as provas de velocidade, com barreiras, saltos em distância e altura e até no pentatlo. Graças a todos estes feitos ela foi eleita em 2000 a atleta do século pela Federação Internacional de Atletismo.

Emil Zatopek - História do Atletismo

A locomotiva humana

Nascimento: 19/09/1922 Nacionalidade: Tcheca

O tcheco Emil Zatopeck é o único ser humano a conseguir o feito de vencer os 5.000m, 10.000m e maratona numa mesma Olimpíada. Foi em 1952, em Helsinque na Finlândia, terra de grandes corredores fundistas como Paavo Nurmi.

Zatopeck já havia participado da Olimpíada de Londres-1948, quando foi ouro nos 10.000m e prata nos 5.000m. Mas foi em Helsinque-1952, aos 30 anos de idade, que ele conseguiu um dos maiores feitos do atletismo. Sua façanha gloriosa começou no domingo com uma confortável vitória nos 10.000m com o novo recorde olímpico de 29:17.0. Dois dias depois participava da eliminatória do 5.000m e na quinta-feira conquistou a medalha de ouro nesta prova com o tempo de 14:06.6. Três dias depois ele enfrentava a maratona em sua a estréia na distância. Como era "calouro", Zatopek resolveu acompanhar os "especialistas" e acabou vencendo com o novo recorde olímpico de 2:23:04.

Apesar do seu estilo desajeitado, Zatopek bateu 20 recordes mundiais em distâncias variando de 5.000m a 30.000m. Em 1951 ele tornou-se o primeiro homem a cobrir 20 km em uma hora (20.052m).

Zatopek ainda participou da maratona da olímpica de Melbourne-1956, apenas 45 dias depois de submeter-se a uma cirurgia de hérnia. Apesar do médico lhe recomendar ficar 2 meses sem correr, Zatopek completou a maratona em sexto lugar.

Adhemar Ferreira da Silva - História do Atletismo

Único brasileiro bicampeão olímpico

Nascimento: 29/07/1927 Nacionalidade: Brasileira

Adhemar Ferreira da Silva iniciou-se no salto triplo aos 20 anos de idade quando conseguiu a marca de 12,90 metros em seu primeiro salto. Isto era era um salto excepcional para um iniciante.

De família pobre, ele trabalhava de dia estudava à noite. Tempo disponível para treinar só no horário de almoço. Apesar do sacrifício, Adhemar logo conseguiu superar a marca de 15 metros o que lhe deu a classificação para a Olimpíada de Londres-1948. Não foi bem e ficou na 14a colocação com a marca de 14,46m.

Quatro anos depois, na Olimpíada de Helsinque-1952, Adhemar era o detentor do recorde mundial (16,01 metros) e favorito para a medalha de ouro. Não decepcionou desta vez e venceu batendo quatro vezes o recorde mundial que elevou para a marca de 16,22 metros.

Como presente pela conquista, o jornal A Gazeta Esportiva quis lhe presentear com um casa. Adhemar recusou. Não poderia aceitar o presente pois perderia a condição de amador e não poderia mais disputar Olimpíadas. Um ano depois Adhemar bateria novamente o recorde mundial com a marca de 16,56m.

Em Merlbourne-1956 Adhemar conseguiu a façanha de tornar-se o único brasileiro bicampeão olímpico. Depois de um duelo com o islandês Vilhajálmur Einarsson, ele acabou prevalecendo com a marca de 16,36m.

Na Olimpíada de Roma-1960 tentaria façanha ainda maior: o tricampeonato. Entretanto não conseguiu saltar nada. Estava com tuberculose e não sabia. Adhemar faleceu em 2001 aos 73 anos vítima de parada cardíaca.

Abebe Bikila - História do Atletismo

A maravilha descalça

Nascimento: 07/08/1932 Nacionalidade: Etíope

Abebe Bikila assombrou o mundo na Olímpica de 1960, em Roma, quando, apenas em sua segunda maratona, não só venceu mas também bateu o recorde mundial com 2:15:16. Tudo isso correndo descalço!

A vitória do etíope foi uma marco nas corridas de longa distância ao tornar-se o primeiro de uma série de africanos negros campeões. Além disso, ele levou a performance em maratonas a um novo patamar, já que a maratona olímpica anterior havia sido vencida em um tempo 10 minutos mais lento.

Vindo de uma família de modestos agricultores no sul da Etiópia, Bikila foi membro da Guarda Imperial antes de se destacar nos campeonatos militares. Ao voltar para casa, depois da conquista em Roma, o Imperador lhe ofereceu um carro, um apartamento e pensão por toda a vida. Entretanto, logo depois, aconteceu uma revolta no Palácio Imperial e toda a Guarda foi executada. Bikila escapou da morte graças à intervenção do Imperador.

Na Olimpíada de Tóquio-1964, desta vez calçado, Bikila novamente dominou a maratona e venceu com o recorde mundial de 2:12:11. Ele ainda tentou sua terceira vitória na maratona olímpica em 1968 no México, entretanto teve que abandonar a prova devido a uma contusão no pé.

Tragicamente Abebe Bikila ficou paralítico devido a um acidente de carro em 1969. No mesmo ano ele participou dos Jogos Stoke Mandeville, precursores dos Jogos Para-olímpicos. Bikila faleceu em 26 de Outubro de 1973.

João Carlos de Oliveira - João do Pulo

Alegrias e tragédias

Nascimento: 1954 Nacionalidade: Brasileira

João Carlos de Oliveira, o "João do Pulo", mostrou logo como juvenil o seu excelente talento ao quebrar o recorde mundial da categoria no salto triplo com 14,75 metros no Sul-americano de 1973.

Dois anos depois, nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, aconteceria o momento de maior glória em sua carreira. João do Pulo já havia conquistado a medalha de ouro no salto em distância (8,19m) e tentaria levar também medalha de ouro na sua última tentativa no salto triplo. Com um salto magnífico, de 17,89 metros, entrou para a história do esporte com um recorde mundial que levaria 10 anos para ser superado.

Na Olimpíada de Montreal-1976, João do Pulo conseguiu sua primeira medalha olímpica com um bronze. A marca de 16,90 metros não foi das suas melhores, talvez em face dos compromissos com os militares - era cabo do Exército - o tirarem de competições e de sua melhor forma física.

Quatro anos depois, na Olimpíada de Moscou, João do Pulo era um dos favoritos para a medalha de ouro. Um ano antes, no Pan-americano de Porto Rico, ela tornara-se bicampeão no salto triplo (17,27m) e em distância (8,18m) provando que era o favorito para a medalha de ouro olímpica. Numa prova polêmica, João ficou com a medalha de bronze olímpica no salto triplo sendo superado pelos soviéticos Jaak Udmae e Viktor Sansev. Suspeita-se que os ficais de linha o prejudicaram anulando seus melhores saltos para beneficiar os soviéticos.

Ainda em 1980 um trágico acidente de carro interromperia a carreira de João do Pulo no auge da sua forma. Ele sofreu durante um ano no hospital e acabou perdendo sua perna direita que foi amputada. João Carlos de Oliveira faleceu em 1999, aos 45 anos de idade, em conseqüência de uma cirrose hepática e infecção generalizada.

Carlos Lopes - História do Atletismo

O campeão longevo da maratona

Nascimento: 1947 Nacionalidade: Portuguesa

O português Carlos Alberto de Sousa Lopes tornou-se um legenda das corridas de longa distância, não só pelos seus resultados extraordinários, mas também pela idade com a qual conseguiu seus maiores feitos, superando tabus e adversidades.

Quando chegou para a disputar a maratona da Olimpíada de Los Angeles 1984, Carlos Lopes já era um nome consagrado do atletismo com títulos como os mundiais de cross-country de 1976 e 1984, medalha de prata nos 10.000m da Olimpíada de 1976, além de ser o recordista europeu da maratona.

Porém, muitos não o consideravam capaz de obter a medalha de ouro, afinal de contas Carlos Lopes já tinha 37 anos de idade e iria competir contra grandes nomes como Alberto Salazar e Robert de Castella. Para aumentar o pessimismo em relação a Carlos Lopes ainda pesava o fato dele ter enfrentado um período de 5 anos de lesões, entre 1977 no 1982, no qual muitos já davam a sua carreira como acabada.

Pois Carlos Lopes não só venceu a maratona olímpica de 1984, como também o fez com o recorde olímpico de 2:09:21! E para acabar de vez com o tabu da idade, no ano seguinte à Olimpíada, Carlos Lopes, com 38 anos de idade, bateu o recorde do mundo da Maratona em Roterdã com o tempo de 2:07:11.

Joaquim Cruz - História do Atletismo

Único medalha de ouro brasileiro nas pistas

Nascimento: 12/03/1963 Nacionalidade: Brasileira

Joaquim Cruz, o único brasileiro campeão olímpico nas pistas, desde cedo deu mostras de seu talento, sendo que aos 18 anos de idade quebrou o recorde mundial juvenil dos 800m com 1:44.3.

Seu treinador, Luís Aberto Oliveira, percebeu então que na cidade de Taguatinga não teria os recursos para desenvolver todo o potencial do seu grande atleta e Joaquim mudou-se para os Estados Unidos onde tornou-se, em 1984, campeão universitário nos 800m e nos 1.500m.

Assim, Joaquim Cruz chegou na Olimpíada de Los Angeles-1984 entre os favoritos e confiante na conquista da medalha de ouro. Ele estava sem dúvida nenhuma preparado para a conquista e foi melhorando os seus tempos nas eliminatórias (1:45.66, 1:44.84 e 1:43.82). Na final conquistou o ouro com o recorde olímpico de 1:43.0 e livrou cinco metros de vantagem sobre Sebastian Coe, o segundo colocado.

Quatro anos depois, na Olimpíada de Seul, Joaquim Cruz chegou facilmente à final dos 800m. O período entre as olimpíadas havia sido de glórias, como a segunda melhor marca dos 800m (1:41.77), mas também de problemas físicos. Entretanto Joaquim estava em forma e tinha tudo para conseguir a sua segunda medalha de ouro, não fosse o queniano que o surpreendeu nos últimos 50 metros da final olímpica. Joaquim Cruz ficou com a prata em 1:43.90.

Carl Lewis - História do Atletismo

O atleta do século XX

Nascimento: 1961 Nacionalidade: Americana

O jovem Carl Lewis, então com 23 anos, chegou na Olimpíada de Los Angeles-1984 com um objetivo ambicioso: repetir o feito de Jesse Owens na Olimpíada de Berlim-1936. Tal qual o legendário Jesse, Lewis vinha de Alabama e tentava conquistar quatro medalhas de ouro: 100 metros, 200 metros, revezamento 4x100m e salto em distância. Ganhou todas!

Lewis não era novidade no mundo do atletismo. No ano anterior à Olimpíada de Los Angeles ela já havia mostrado seu talento ao conquistar 3 medalhas de ouro no primeiro Campeonato Mundial de Atletismo.

Em Seul-1998, Lewis parecia não ter chances de derrotar seu rival Ben Johnson nos 100m. Como de esperado Ben Johnson cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, ficando Carl Lewis em segundo. Entretanto, para assombro do mundo, Ben Johnson foi desclassificado por doping e a medalha de ouro foi para Carl Lewis. Ainda em Seul ele conquistou medalha de ouro no salto em distância e prata nos 200m.

No Campeonato Mundial de 1991 Lewis estabeleceu o novo recorde dos 100m com a marca de 9.86 segundos. No ano seguinte, em Barcelona, ele conquistaria mais duas medalhas de ouro no salto em distância e revezamento 4x100m.

Lewis chegou a Atlanta-1996 disputando o salto em distância não mais como favorito. Entretanto, a experiência do atleta de 35 anos falou mais alto, e ele conquistou sua nona medalha de ouro igualando-se ao grande Paavo Nurmi.

Por todos os seus feitos a Federação Internacional de Atletismo elegeu, em 1999, Carl Lewis como o atleta do século XX.

Haile Gebrselassie - História do Atletismo

O Rei das pistas

Nascimento: 18/04/1973 Nacionalidade: Etíope

Não seria exagero considerar Haile Gebrselassie como o rei da pistas de atletismo nas provas de fundo. O etíope começou a assombrar o mundo em 1992, quando venceu os 5.000 e 10.000m no Campeonato Mundial de Juniores. No ano seguinte sagrou-se campeão mundial nos 10.000m e manteve o título em 1995 e 1997.

Para coroar os domínio do etíope, ele conquistou duas medalhas de ouro em Olimpíadas: Atlanta-1996 e Sidney-2000. Nas duas ocasiões "Geb" derrotou o seu rival Paul Tergat nos 10.000m, sendo que em Sidney venceu com menos de um minuto de vantagem numa corrida memorável.

Depois de dominar as pistas nos últimos 10 anos - sendo o atual recordista mundial dos 5.000m (12:39.36) e 10.000m (26:22.75) - Haile Gebrselassie agora está se dedicando às competições de rua. Em 2001 ele já deu mostras do que está por vir ao vencer o mundial de meia-maratona com o tempo de 1:00:03. No ano de 2002, em Londres, Gebrselassie fez sua estréia em maratonas oficiais e ficou em terceiro lugar com o tempo de 2:06:35, a melhor marca em estréias.

Khalid Khannouchi - História do Atletismo

Recordista mundial da maratona

Nascimento: 22/12/1971, Meknes no Marrocos Nacionalidade: Americana

Marroquino de nascimento, Khalid Khannouchi emigrou para os Estados Unidos em 1993 quando trabalhou como lavador de pratos no Brooklyn e dividiu um apartamento com três amigos.

Khannouchi chamou a atenção do mundo do atletismo quando fez a mais rápida estréia em maratonas e venceu Chicago em 1997 com o tempo de 2:07:10. Dois anos depois, na mesma Chicago, ele bateu o recorde mundial da maratona com 2:05:42.

Após a quebra do recorde mundial, Khannouchi enfrentou outra corrida, desta vez contra a burocracia, para conseguir a cidadania americana a tempo de poder disputar a Olimpíada de Sidney. Em Abril de 2000 ele finalmente naturalizou-se americano, entretanto não pôde participar da seletiva para a maratona olímpica por se recuperando de uma contusão. Ainda em 2000, Khalid Khannouchi venceu a Maratona de Chicago pela terceira vez em quatro anos e bateu o recorde de seu novo país com o tempo de 2:07:01.

Em 2002, depois de enfrentar alguns problemas de contusão, Khannouchi se superou e bateu o próprio recorde mundial na Maratona de Londres com a marca de 2:05:38.

Paul Tergat - História do Atletismo

O Rei do Cross Country

Nascimento: 17/06/1969 Nacionalidade: Queniana

Um dos maiores fundistas de todos os tempos, Paul Tergat brilhou tanto nas pistas de atletismo, como nas corridas de rua e nos solos de terra e grama das competições cross country.

Tergat é considerado do rei do cross country, sagrando-se pentacampeão mundial entre 1995 a 1999. Ele também brilhou nas ruas tendo a melhor marca na meia-maratona com 59:06, num percurso ligeiramente em descida, e também a marca de 59:17 que é mais reconhecida como "recorde mundial". Além disso, venceu algumas das mais importantes corridas de rua do planeta.

O queniano também poderia reinar supremo nas pistas de atletismo não fosse a concorrência de seu grande rival: o etíope Haile Gebreselassie. Paul Tergat também viveu momentos de glória nas pistas, como quando bateu o recorde mundial do 10.000m em 1997 com 26:27.86. Entretanto seu rival o superou alguns meses depois marcando 26:22.75.

Sem dúvida um dos momentos épicos do atletismo foi a final do 10.000m na Olimpíada de Sidney 2000. Mais uma vez Tergat enfrentaria corajosamente seu rival Gebreselassie, que já o havia superado na Olimpíada anterior. Numa corrida sensacional, Tergat ultrapassou o Gebreselassie na última curva. Parecia que desta vez ele finalmente venceria o etíope. Entretanto Gebreselassie conseguiu se recuperar e venceu, deixando Tergat com a sua segunda prata olímpica.

Em 2001 Tergat partiu para um novo desafio: a maratona. Ele fez a sua estréia em Londres onde foi segundo colocado em 2:08:14. No mesmo ano, em Chicago, ele também ficou com o segundo lugar em 2:08:56. No ano de 2002, em Londres, Tergat ficou atrás de Khannouchi, que bateu o recorde mundial, mas conseguiu o terceiro melhor tempo de todos os tempos na maratona com 2:05:48.