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TUDO SOBRE

TUDO SOBRE BACALHAU

BACALHAU 

 Origem, tipos e a preferência do brasileiro pelo mais famoso peixe da Noruega.

 Originário das águas frias dos mares do Norte, Glacial Ártico e do próprio Oceano Atlântico, o bacalhau é classificado em quatro tipos, com diferenças no sabor, consistência e aproveitamento na hora de cozinhar: 

Cod, considerado o legítimo, Saithe, Ling e Zarbo.

O Cod (Porto ou Codinho) é o mais alto, largo, suculento e saboroso. Ele apresenta uma cor clara e uniforme. 

O Saithe é mais escuro e tem um sabor mais forte. Por desfiar com mais facilidade, é comumente usado na preparação de bolinhos e ensopados. Para diferenciá-lo do Cod, basta prestar atenção na cauda dos dois: a do Cod é quase reta, enquanto a do Saithe tem a forma de V. 

O Ling é o tipo mais estreito e com a carne mais clara. 

O Zarbo é mais roliço que o Ling e possui barbatana dorsal contínua.

O hábito de saborear o bacalhau no Brasil é herança da colonização portuguesa. O pescado foi descoberto durante as Grandes Navegações (final do século XV), quando eles procuravam um tipo de carne que não se estragasse durante os longos meses de viagem. Para garantir a conservação, salgavam o pescado. 

Antes disso, apenas os habitantes de países como Noruega, Islândia e Canadá o conheciam.

Considerado um prato nobre, o peixe marca presença nas mesas do país, principalmente em datas comemorativas como Semana Santa, Natal e Réveillon.

A adoração da população brasileira pelo bacalhau fez com que muitos restaurantes se especializassem no preparo do pescado, também fazendo do Brasil um dos principais mercados do produto norueguês, hoje um dos maiores importadores mundiais de bacalhau sueco e salgado da Noruega. O recorde de importação foi alcançado em 98, com 35 mil toneladas.

Pobre em gordura e com alta concentração de sais minerais e proteínas, o Bacalhau pode ser consumido até por aqueles que não querem sair da dieta. A presença de Ômega 3 e 6 – gorduras extraídas de peixes de água fria e de vegetais – ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue e a controlar a pressão arterial. Quando feita de maneira correta, a dessalga elimina grande parte do sal. Isso possibilita que pessoas hipertensas (com orientação médica), ou que estão sob dietas que exigem pouco sal, consumam o prato, só tomando cuidado com a quantidade de azeite de oliva.

O Conselho Norueguês de Pesca

A marca Bacalhau da Noruega é bem conhecida no Brasil, mas o CNP – Conselho Norueguês da Pesca, responsável pelo marketing de produtos do mar da Noruega, não tem a mesma exposição junto ao público. Criado em 1° de julho de 1991, o CNP faz parte do Ministério Norueguês da Pesca, mas suas atividades são financiadas pela indústria pesqueira.

A entidade fornece informações e faz campanhas de propaganda comercial para a indústria pesqueira e a piscicultura marítima da Noruega, tanto no mercado externo quanto no interno, dando assim apoio ao trabalho de comercialização. Além disso, o CNP é responsável pelas estatísticas de exportação do pescado norueguês, monitora os mercados e executa análises globais sobre a situação de recursos e condições competitivas referentes às várias espécies de pescado norueguês. Com sede em Tromso, na costa norueguesa, tem escritórios de representação no Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Japão, China e Hong Kong. No Brasil, o Conselho é dirigido pelo vice-cônsul Per Christian Enge.

Uma das iniciativas que faz parte da estratégia do CNP para estimular o hábito do consumo do bacalhau fora das datas tradicionais (Semana Santa, Natal e Ano Novo) no País foi a criação do clube do Bacalhau da Noruega, em novembro de 98, no Rio de Janeiro. A parceria com os restaurantes se justifica porque é justamente nesses locais onde o pescado da Noruega é servido ao longo do ano.

Com a adesão inicial de 14 restaurantes, o Clube no Rio conta hoje com 48 sócios. Em maio de 99, o Clube partiu para a segunda capital brasileira: São Paulo, cidade atualmente com 37 associados. Depois foi a vez de Recife, com 23 restaurantes, Salvador, com 14, Brasília, com 22, Recife, com 23, e a última parada foi em Belo Horizonte, onde o Clube obteve a adesão inicial de 20 restaurantes.

Para fazer parte do clube, o único compromisso dos restaurantes é oferecer o mínimo de dois pratos com bacalhau da Noruega e, eventualmente, disponibilizar espaço para a realização de eventos ligados ao produto. Um selo do Clube é colocado na porta do restaurante, facilitando a rápida identificação por parte do cliente. A realização de promoções e eventos é uma constante nas atividades do Clube do Bacalhau da Noruega.

Esta parceria é vantajosa tanto para o Clube, que associa o Bacalhau da Noruega a restaurantes de prestígio, como para os associados, que recebem o aval oficial do Conselho Norueguês da Pesca para oferecer à clientela o legítimo produto das águas da Noruega. Além disso, os restaurantes recebem displays de mesa e participam das campanhas do Clube, veiculadas na mídia.

Facilidade no Preparo

Prático, ao contrário do que muitos pensam, o Bacalhau pode ficar pronto para ser preparado com meses de antecedência. O segredo é dessalgar logo após a compra e congelar. Assim, quando surgir a vontade de comer Bacalhau, basta tirá-lo do freezer e prepará-lo seguindo a receita preferida. De sabor inconfundível, o Bacalhau é bastante versátil: em forma de bolinho, de torta salgada, desfiado ou em postas, não há maneira em que o peixe não fique saboroso. O que vale é a criatividade de quem vai para a cozinha.