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VIAGRA PODE CAUSAR CEGUEIRA

ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO,  diz o ditado popular. Jura em Prosa e Verso reuniu hoje (04 Jun 05) 05 notícias atuais sobre o assunto. É muito bom que os usuários do medicamento VIAGRA leiam essas notícias e só depois confirmem suas decisões suas decisões de continuarem a usar o medicamento.

Americano suspeita que Viagra causa cegueira

Nova York - Funcionários de saúde americanos estão investigando raros casos de cegueira entre homens que usam Viagra e outras drogas contra a impotência - mas alertam que este tipo de perda de visão também está relacionada à mesma doença que leva à impotência.

As dúvidas sobre drogas contra a impotência surgem em um momento em que reguladores americanos e a indústria de remédios enfrentam críticas sobre como eles garantem a segurança dos produtos que já estão no mercado.

A Administração de Drogas e Alimentos (FDA, por sua sigla em inglês) tem 43 relatos de perda de visão de vários graus, incluindo cegueira, entre usuários das drogas: 38 casos com o Viagra, quatro com Cialis e um com Levitra, de acordo com a porta-voz Susan Cruzan. A FDA discute agora com fabricantes se os rótulos devem incluir um alerta de que em casos raros os usuários desenvolvem cegueira.

O centro da questão é NAION, ou neuropatia ótica isquêmica anterior não-arteriolar, que causa súbita perda de visão quando o fluxo de sangue para o nervo ótico é bloqueado. NAION é considerada uma das causas mais comuns de perda de visão súbita entre os idosos americanos, e estimativas sugerem que a cada ano ocorrem entre mil e seis mil casos. Fatores de risco incluem diabetes e doenças cardíacas - duas das maiores causas de impotência.

O fabricante do Viagra, a Pfizer Inc., afirma que 23 milhões de homens em todo o mundo tomaram a droga desde sua aprovação em 1998. O porta-voz da empresa Daniel Watts fez questão de ressaltar de que não há provas de que o Viagra causou cegueira.

O Fluminense

EUA investigam ligação entre Viagra e cegueira

São Paulo - Autoridades do setor de saúde nos Estados Unidos estão investigando uma série de documentos que relacionam um grupo de usuários do medicamento contra a impotência Viagra a casos de cegueira.

A agência americana de drogas e alimentos (FDA, na sigla em inglês) identificou 50 casos de usuários de Viagra que apresentam graus variados de perda de visão. A investigação pretende determinar se existe alguma ligação entre o uso da droga para a impotência e a perda de visão.

Um porta-voz do laboratório Pfizer, fabricante do Viagra, disse que a empresa está cogitando mudar as advertências no rótulo do produto. "Estamos em conversações com a FDA para atualizar nossa linguagem e refletir sobre esses casos raros que aconteceram", disse Daniel Watts, da Pfizer. Ele disse que vários usuários de Viagra já apresentavam condições como diabetes ou doenças cardíacas, que podem levar à cegueira.

Quando o medicamento foi testado em cerca de 13 mil pessoas, não foram registrados casos de perda ou diminuição de visão. Sabia-se que o Viagra poderia causar uma modificação temporária na percepção de certas cores, mas não a condição conhecida como neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica (NAION, na sigla em inglês), que causa a rápida redução da visão e, em certos casos, a cegueira.

O autor de um estudo sobre a NAION, publicado no Journal of Neuro-Ophthamology em abril, Howard Pomeranz, disse em entrevista à TV americana ABC, nesta sexta-feira, que um dos motivos da ligação entre a doença e o Viagra não ter sido percebida antes pode ser a resistência que os usuários da droga teriam de mencionar seu uso quando consultam um oftalmologista. Pomeranz diz que estes homens poderiam evitar a doença se submetendo a um simples exame.

BBC Brasil

FDA nega relação entre o Viagra de cegueira

Da France Presse

Toby Talbot/AP

"38 enfermos que consumiam Viagra sofreram cegueira", disse a FDA

27/05/2005

19h31 - WASHINGTON (EUA) – A Agência americana para os Alimentos e Medicamentos (FDA em inglês) anunciou nesta sexta-feira que não existe uma relação entre o Viagra e uma forma rara de cegueira, reafirmando a inocuidade deste medicamento, destinado à impotência sexual masculina.

"Não estabelecemos nenhuma relação de causa-efeito entre o Viagra e o Naion ('non-arteritic anterior ischemic optic neuropathy')", declarou Susan Cruzan, porta-voz da FDA. O Naion é uma perda de visão súbita que acontece ao ser bloqueada a irrigação do nervo ótico e que se dá comumente em pessoas mais velhas. "Nos inteiramos de que 38 enfermos que consumiam Viagra sofreram este tipo de cegueira", explicou, destacando que se trata de "um número reduzido".

O gigante farmacêutico Pfizer anunciou nesta sexta-feira que está em negociações com a FDA para revisar a bula do Viagra e mencionar nela que existem possibilidades de raros casos de cegueira. "A Pfizer está em discussões para refletir estes raros incidentes oculares", afirmou o laboratório num comunicado. "Trata-se de uma simples precaução", afirmou Cruzan.

Viagra: FDA estuda casos de cegueira

Agência já recebeu 38 relatos do Viagra, 4 do Cialis e 1 do Levitra, mas alerta que ainda não é possível relacioná-los aos remédios Simone Iwasso, com AP e AFP

O Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula a liberação de medicamentos, anunciou na sexta-feira que vai estudar uma possível relação entre casos raros de cegueira e o consumo de remédios para disfunção erétil, como o Viagra.

A própria agência alerta, no entanto, que esse tipo de perda de visão está também relacionada às próprias causas da impotência e o número de casos é ainda muito pequeno para chegar a uma conclusão.

As suspeitas estão baseadas em 43 casos de perda de visão de vários graus, incluindo cegueira, entre consumidores das drogas: 38 do Viagra, 4 do Cialis e 1 do Levitra, de acordo com a porta-voz do FDA, Susan Cruzan.

"Estamos cientes que pessoas que usavam os remédios sofreram esse tipo de cegueira. No entanto, essa doença acomete o mesmo grupo etário que consome Viagra.

Ainda não é possível fazer um relação de causa e efeito", afirmou, destacando que se trata ainda de "um número muito pequeno". Houve também seis casos no Reino Unido, informou sua agência reguladora.

A doença em questão é uma neuropatia ótica isquêmica anterior não-arterítica (naion), que causa súbita perda de visão ao bloquear o fluxo de sangue para o nervo ótico.

É uma das causas mais comuns de perda de visão súbita entre os idosos americanos e as estimativas sugerem que a cada ano ocorram de mil a 6 mil casos. Fatores de risco incluem diabete e doenças cardíacas – duas das maiores causas de impotência.

Os casos rotineiros da doença, somado aos fatores de risco que são bastante comuns entre a população, podem impossibilitar que o FDA descubra se os medicamentos realmente aumentam o risco.

Porém, por precaução, a agência discute agora com os fabricantes a possibilidade de incluir um alerta de que em casos raros os consumidores desenvolvem cegueira.

"Levamos isso a sério", afirmou Susan, Voluntariamente, os fabricantes do Cialis, Eli Lilly&CO e ICOS Corp., já inseriram uma linha de alerta no rótulo do produto.

O fabricante do Viagra, a Pfizer Inc., afirma que 23 milhões de homens em todo o mundo tomaram a droga desde sua aprovação em 1998.

O porta-voz da empresa, Daniel Watts, fez questão de ressaltar que não há provas de que o Viagra causou a cegueira.

Em nota divulgada na sexta-feira, a Pfizer afirma que está discutindo a possibilidade de atualizar o rótulo "com esses raros incidentes oculares".

A hipótese de relação das drogas com a doença foi levantada publicamente no começo do ano pelo médico Howard Pomeranz, da Universidade de Minnesota, que relatou ter atendido sete pacientes que reclamaram de perda de visão após 36 horas de uma dose de Viagra.

"Uma relação causal definitiva não pode ser estabelecida no momento", escreveu Pomeranz em uma publicação científica.

Viagra e seus competidores funcionam dilatando levemente as artérias para que o fluxo de sangue no pênis aumente.

Se isto afeta o fluxo sanguíneo no olho ainda não se sabe, mas Pomeranz argumentou que a possibilidade de efeitos no nervo ótico é plausível.

Por isso, pediu que oftalmologistas perguntassem a pacientes com naion se usavam drogas de impotência e que relatassem os casos.

Apesar da suspeita, urologistas pedem cuidado e esperam por mais estudos para chegar a uma posição.

"É ainda uma hipótese, com um número muito pequeno de casos. Fica muito difícil atribuir à droga esse efeito sem fazer um estudo maior, prolongado e sério", afirmou o urologista Douglas Otto Verndl, do Hospital Albert Eintein, em SP.

"Não há motivo para pânico. É um número muito insignificante perto da quantidade de pessoas que tomam os remédios."

Para o médico Arnaldo Cividane, chefe do Depto. de Urologia do Hospital Nove de Julho, a associação entre os remédios e a cegueira nunca foi levantada por nenhum estudo.

"É uma coisa nova, que nunca vimos acontecer, com todos esses milhares de pacientes que tomam o Viagra há anos. A gente precisa esperar e ficar alerto", disse.

Os medicamentos como Viagra revolucionaram o tratamento de disfunção erétil, transformando-a de um problema pouco discutido em um mercado de cerca de US$ 2 bilhões.

(O Estado de SP, 28/5)

Viagra é suspeito de causar cegueira

Nova York, EUA, (Folhapress) - O governo norte-americano já constatou mais de 40 casos de perda de visão em homens que tomaram medicamentos contra a impotência, como o Viagra, e vai fazer uma investigação mais profunda para descobrir se existe uma relação entre as duas coisas.

O anúncio foi feito ontem pela FDA (agência do governo dos EUA que fiscaliza remédios e alimentos), que no entanto disse que não é possível afirmar que há uma relação de causa e efeito entre a cegueira e o uso dos medicamentos. Houve 38 casos em pacientes que usavam o Viagra, mais quatro de homens que tomavam o Cialis, outra droga contra impotência, e um do Levitra.

Os casos já levaram a Pfizer, fabricante do Viagra, a discutir com a FDA mudanças nas embalagens e rótulos dos medicamentos para alertar sobre possíveis efeitos colaterais na visão. A Eli Lilly, do Cialis, fez a mudança há poucos dias. A GlaxoSmithKline, que produz o Levitra, não se manifestou até o início da noite de hoje edição, mas a empresa será contatada pela FDA.

As empresas disseram, no entanto, que não há nenhuma prova de relação entre seus remédios e os problemas de visão e que seus testes nunca apontaram isso.

O problema pode provocar perda temporária ou permanente da visão em alguns casos. Chamado Naion (neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica, na sigla em inglês), ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para a porção anterior do nervo óptico.

Em 2002, um estudo já havia relatado casos de cinco homens de 42 a 69 anos que tomavam Viagra e desenvolveram o problema, mas na época a Pfizer disse que seu medicamento era seguro. Segundo a companhia, a maior fabricante de remédios no mundo, o problema poderia ter surgido devido a outras circunstâncias que também causam Naion.

Essa é uma das dificuldades para comprovar que o problema foi de fato causado pelo medicamento, porque esse tipo de cegueira é comum em homens com mais de 50 anos e que têm diabetes, doenças do coração, pressão alta ou colesterol alto. E esses são justamente alguns dos problemas que também podem levar à disfunção erétil e, logo, ao uso de Viagra ou outro remédio do gênero.

Há muito tempo, a bula do Viagra já alerta para efeitos colaterais como “visão borrada ou muita sensibilidade à luz”, mas os casos de cegueira são novidade, 23 milhões já tomaram o Viagra.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo a pílula azul. Nos primeiros meses, houve vários casos de mortes relacionadas ao uso do remédio. Segundo a Pfizer, o Viagra pode ser fatal para pacientes que tomem medicamentos à base de nitratos ou nitroglicerina para tratar problemas cardíacos.

Os novos casos são apenas mais um baque numa série de revezes para a indústria farmacêutica norte-americana. Em setembro do ano passado, a Merck retirou do mercado o antiinflamatório Vioxx, suspeito de provocar a morte de dezenas de pacientes. Já há processos nos EUA, e analistas prevêem que possam custar US$ 18 bilhões à farmacêutica.

No mês passado, a Pfizer, a mesma do Viagra, foi obrigada a retirar o analgésico e antiinflamatório Bextra das prateleiras de todo o mundo em razão do risco de problemas cardiológicos e de graves reações alérgicas de pele, que podem chegar a matar.

Pedro Dias Leite