JURA EM PROSA E VERSO

TUDO SOBRE... CRONOLOGIA DA CORRUPÇÃO

CRONOLOGIA DA CORRUPÇÃO"

COMO É QUE ACABA COM ISSO???? "


1987:

O jornalista Jânio de Freitas, da “Folha de S. Paulo”, antecipou os resultados da concorrência fraudada para a construção da ferrovia Norte-Sul. O jornal publicou disfarçadamente o nome dos 18 vencedores cinco dias antes de os envelopes com as propostas concorrentes serem abertos pela Valec e pelo Ministério dos Transportes. Apesar de a concorrência ter sido anulada, a comissão de inquérito que investigou o caso concluiu que não houve irregularidades

1992: ROSEANE E A LBA


Quando Rosane Collor era presidente da Legião Brasiliense de Assistência, foi descoberto desvio de dinheiro da entidade em favor de pessoas de sua família. Rosane teve que se afastar da instituição (extinta)

1992: CASO PC FARIAS:

Depois de denúncias, o Congresso criou uma CPI para apurar os negócios do empresário alagoano Paulo César Cavalcante Farias, o PC, no governo Fernando Collor, de cuja campanha à Presidência foi tesoureiro. Ele foi apontado por Pedro Collor, irmão do presidente, como testa-de-ferro em diversos casos de desvio de recursos públicos. Calcula-se que o esquema PC movimentou mais de US$ 1 bilhão dos cofres público. O escândalo levou ao impeachment de Collor, primeiro processo desse gênero na América Latina, em 1992. Em 1996, PC e a namorada, Suzana Marcolino, foram encontrados mortos

1993 : CASO PAU BRASIL

A apreensão de livros contábeis na firma do pianista João Carlos Martins desvendou a contabilidade do caixa 2 das campanhas eleitorais de Paulo Maluf. A Paubrasil era usada para repassar dinheiro obtido de empresários aos comitês de Maluf

1993: COMPRA DE MANDATOS
Os deputados Onaireves Moura e Nobel Moura foram flagrados ao oferecer dinheiro aos seus pares de outros partidos para que se filiassem ao PSD. A Câmara cassou o mandato .


1993: ANÕES DO ORÇAMENTO

João Carlos Alves dos Santos, funcionário do Congresso, denunciou um esquema de malversação de recursos do orçamento da União, com interdição de deputados e senadores, e favorecimento de empreiteiras. Seis parlamentares perderam o mandato e quatro renunciaram. Além de envolvimento no esquema, Alves acabou condenado a dez anos de prisão sob a acusação de ter matado sua mulher, que teria ameaçado denunciar o esquema

1995: CASO SIVAM


O chefe do Cerimonial de Presidência, Júlio César Gomes dos Santos, e o presidente da Líder Táxi Aéreo, José Afonso Assumpção, foram acusados de tráfico de influência em favor da Raytheon, empresa americana que implementava bilionário projeto de vigilância da Amazônia por satélites

1997: PRIVATIZAÇÃO DA VALE


A privatização da Companhia Vale do Rio Doce, por R$3,3 bilhões, foi contestada em várias ações populares, sob a argumentação de que a oferta vencedora ficava bastante abaixo do valor real dos 41% das ações levadas a leilão, que seria de R$10 bilhões. Alegava-se, também, que a corretora americana Merril Lynch, responsável pela subavaliação e formatação da venda, era acionista, na época, do grupo Anglo American, concorrente direto da própria CVRD


1997: CPI DOS PRECATÓRIOS

Os governos de Alagoas, Pernambuco, Santa Catarina e as prefeituras de São Paulo, Santa Catarina, Campinas e Osasco foram denunciadas por irregularidades na emissão de títulos públicos supostamente destinados a saldar precatórios judiciais, mas desviados para a lavagem de dinheiro e outros crimes. A CPI resultou em vários processos e na criação da Lei sobre Crimes de Ocultação de Bens e Valores


1998: DOSSIÊ CAYMAN
Opositores do presidente Fernando Henrique Cardoso e outros candidatos do PSDB à reeleição diziam ter em mãos um dossiê com informações de que eles depositaram milhões de dólares em paraísos fiscais. Investigações concluíram que tal dossiê só continha dados falsos e foi forjado por pessoas ligadas a adversários políticos dos tucanos

1998: PRIVATIZAÇÃO DA TELEBRÁS

Durante a privatização do sistema Telebrás, escutas telefônicas flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity. O presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu ter autorizado o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil


1998: COMPRA DE VOTOS

Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia (PFL-AC), receberam R$200 mil cada um para votar a favor do projeto de reeleição do presidente da República (na época, Fernando Henrique Cardoso). Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brigídio, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara


1999: Cacciola e Chico Lopes

Às vésperas da desvalorização do real, os bancos Marka, de Salvatore Cacciola, e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central, então presidido por Francisco Lopes, numa operação irregular de venda de dólares. Lopes acabaria condenado por peculato, assim como Tereza Grossi, diretora do BC. Cacciola, Luiz Antonio Gonçalves e Roberto José Steinfeld (estes, presidente e controlador do FonteCidam) foram condenados por crimes contra o sistema financeiro. Refugiado na Itália, Cacciola foi recentemente preso em Mônaco e extraditado para o Brasil

1999: CASO LALAU


Veio à tona o desvio de verbas públicas durante a construção da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, com envolvimento do juiz Nicolau dos Santos Neto, dos empresários Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Teixeira Ferraz e do senador cassado Luiz Estevão. O esquema foi desvendado por CPI do Senado. Todos foram condenados a multas e à prisão, mas, à custa de recursos, estão em liberdade ou prisão domiciliar


2004: CPI DO BANESTADO
Comissão Parlamentar de Inquérito pediu 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. A comissão investigou o envio de cerca de R$30 bilhões, por meio das chamadas contas CC-5


2005: MENSALÃO
A prática já existia e consistia no pagamento de uma “mesada” para deputados votarem a favor de projetos de interesse do governo Lula, mas a palavra apareceu pela primeira vez na “Folha de S. Paulo”, em entrevista do deputado Roberto Jefferson. Cerca de 40 pessoas foram investigadas e respondem a processos criminais, que incluem crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O esquema ainda não foi totalmente esclarecido, como mostra a Operação Satiagraha, deflagrada neste ano

2005: DINHEIRO NA CUECA


José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do então deputado José Genoino, foi detido com US$100 mil escondidos sob a cueca e outros R$200 mil numa maleta. Como resultado, Genoino, já desgastado com as denúncias de seu suposto envolvimento no escândalo do “mensalão”, renunciou à presidência do PT, antes mesmo de a cúpula do partido definir a recomposição da executiva nacional


2006: PALOCCI

O então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi afastado do cargo depois da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da “República de Ribeirão Preto”. Francenildo afirmou ter visto o ministro na mansão para reuniões de lobistas acusados de interferir em negócios de seu interesse no governo Lula

2007: RENAN CALHEIROS

Em maio, a revista “Veja” revelou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia recursos da empreiteira Mendes Júnior, por meio do lobista Cláudio Gontijo, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. Calheiros viu-se envolvido ainda em outras denúncias de corrupção, mas acabou absolvido em processo de cassação e renunciou à presidência do Congresso

2007: GAUTAMA

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido num esquema que fraudava licitações para a realização de obras públicas pela construtora Gautama. Acusações começaram a pesar sobre Rondeau quando a PF prendeu um funcionário do gabinete


2008: Operação Satiagraha


Policiais federais cumpriram 24 mandatos de prisão em São Paulo, Rio, Brasília e Salvador, como resultado de investigações da Polícia Federal sobre crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Entre os detidos, Daniel Dantas, principal nome do grupo Opportunity, e Naji Nahas, conhecido nome do mercado de capitais, Celso Pitta, ex-prefeito de São Paulo, também passou alguns dias preso, antes de ser solto, mediante habeas corpus, como Dantas e Nahas. Os processos judiciais continuam do ministro