JURA EM PROSA E VERSO

TUDO SOBRE...

O CONCÍLIO VATICANO II

(Todos os documentos completos gerados neste Concílio podem ser encontrados na Wikipédia)

Introdução

Basílica de São Pedro, Vaticano

O Concílio Ecumênico Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo. (JOÃO PAULO II, 1995) [1]

O 21º. Concílio Ecumênico Vaticano Segundo (de ora em diante CVII) foi aberto sob o papado do Papa João XXIII no dia 11 de outubro de 1962 e terminado sob o papado do Papa Paulo VI em 8 de dezembro de 1965. Nestes três anos, com grande abertura intelectual se discutiu e regulamentou temas pertinentes à Igreja sempre visando um melhor entendimento de Cristo junto à realidade vigente do homem moderno. Este melhor entendimento de Cristo, foi e é a verdadeira hermenêutica do CVII, hermenêutica que nos dá o verdadeiro espírito de todos os Concílios ecumênicos da Igreja católica. Na homilia de abertura do CVII aos padres conciliares, o Papa reinante expõe sua intenção:

Procuremos apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir. Pois somos Pastores..." (João XXIII, 1962)

II Concílio do Vaticano Data 11 de Outubro de 1962 — 8 de Dezembro de 1965 Aceite por Católicos Concílio anterior Vaticano I Concílio seguinte nenhum Convocado por Papa João XXIII Presidido por Papa João XXIII, Papa Paulo VI Afluência 2.540 Tópicos de discussão A missão da Igreja Documentos e deliberações Constituições: Dei Verbum, Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium, Gaudium et Spes. Declarações: Gravissimum Educationis, Nostra Aetate, Dignitatis Humanae. Decretos: Ad Gentes, Presbyterorum Ordinis, Apostolicam Actuositatem, Optatam Totius, Perfectae Caritatis, Christus Dominus, Unitatis Redintegratio, Orientalium Ecclesiarum, Inter Mirifica. Lista cronológica dos concílios ecuménicos O resultado desta procura pela verdade de Deus é sempre um melhor entendimento não só de Deus, mas também de todas as coisas do mundo. Um melhor entendimento, porem, não necessariamente implica em uma negação do que já se sabia. Assim, o CVII com seus resultados não marcou uma ruptura com o passado negando o que já se sabia, muito menos um afastamento das coisas presentes. Mas antes, João Paulo II, o grande, claramente ensina que “... graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. (JOÃO PAULO II, 1995) [1]

Amar a Igreja significa amar a Jesus Cristo, uma vez que a Igreja é Seu próprio Corpo místico(cf. PAULO VI, 196? apud FELIPE AQUINO)[3]. Consideremos ainda que um melhor conhecimento de alguma coisa, nos possibilita um amor mais perfeito desta tal coisa. Assim também, um melhor conhecimento da Igreja, nos conduzirá a um mais perfeito amor para com a Igreja.

Ora, os concílios ecumênicos católicos são a forma mais clara de se conhecer a Igreja uma vez que eles são a proclamação, disciplinar e dogmática, infalível da Igreja para determinada época. Assim, amando os concílios ecumênicos e seus ensinamentos, ama-se de modo mais perfeito Aquela que os proclamou, a Igreja.

Agora, entre todos os concílios ecumênicos, o CVII foi o único que refletiu globalmente sobre a própria Igreja, nos dando a conhecer melhor aquilo o que Ela mesmo é. Neste contexto, o CVII é realmente um super concílio. De forma que nosso amor para com Cristo em Seu Corpo místico se reflete de maneira mais perfeita em nosso amor para com o CVII e seus ensinamentos, uma vez que este concílio é a proclamação infalível dAquilo que a própria Igreja é. Assim, para o nosso tempo e de forma superabundante, conhecer o CVII é conhecer a Igreja católica, e ama-lo é ama-lA.

O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui uma verdadeira profecia para a vida da Igreja; e continuará a sê-lo por muitos anos do terceiro milénio há pouco iniciado. A Igreja, enriquecida com as verdades eternas que lhe foram confiadas, ainda falará ao mundo, anunciando que Jesus Cristo é o único verdadeiro Salvador do mundo: ontem, hoje e sempre!

 

Dei Verbum

(Este é um dos documentos gerados no Concílio Vaticano II)

 A Revelação Divina, é um dos principais documentos do Concílio Vaticano II. É designada ‘constituição dogmática’ por conter e tratar ‘matéria de fé’. De facto, o seu conteúdo aborda o delicado e complexo problema da relação entre Escritura e Tradição. A nível da Igreja católica pode dizer-se que, a partir deste documento conciliar, como que se abriu para a multidão dos fiéis o oceano da bíblia, se colocou nas mãos dos crentes a inesgotável fonte que é a Bíblia, a Palavra de Deus. Os padres conciliares pretenderam, com este documento, que "a leitura e estudo dos livros sagrados, «a palavra de Deus» se difunda e resplandeça (2Tess 3,1), e o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens." (DV 26). A 18 de Novembro de 1965, na 8ª sessão pública do Concílio, o texto final foi votado com o seguinte resultado: 2350 votantes; 2344 placet; 6 non placet. Foi promulgada solenemente pelo papa Paulo VI nesse mesmo dia.

Conteúdo

Proémio

A revelação em si mesma

A transmissão da revelação divina

A inspiração divina da sagrada revelação e a sua interpretação

O Antigo Testamento

O Novo Testamento

A Sagrada Escritura na vida da Igreja

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