JURA EM PROSA E VERSO

TEXTOS DE CONTEÚDO MORAL OU EDUCATIVO II

A Árvore e a Árvore

1. Quando observamos a natureza em sua infinita sabedoria, nos deparamos com muitos fatos que sem dúvida explicam e exemplificam o processo da vida humana e a Obra que cada um de nós está por empreender.

2. Quando vemos criaturas tão nobres quanto as árvores, vemos que elas por mais belas que sejam, por maiores ou mais fortes que possam parecer, tem um inicio e um fim. Compreender este processo é compreender a nossa própria Obra, dentro do reino humano.

3. Vejamos a Árvore como um conjunto de princípios os quais em seu formato natural não é nada mais, nada menos que um conjunto de indivíduos que tem na árvore o seu instrumento de expressão, como conjunto.

4. Se observarmos a árvore desde seu princípio existencial, ela precisou de um fato que criasse a vida dentro dela. De um evento sem o qual nada daquilo que ela é, poderia ter sido criado, um evento o qual no esoterismo denominamos noite esotérica, e que ao fim deste pequeno texto, iremos explicar.

5. Estes princípios participantes desta alegórica Árvore, precisam dela, pois ela serve de veículo para eles, serve de utensílio para que possam ter uma expressão. Não é ao acaso que um conjunto é mais forte que a unidade, embora o conjunto esteja reunido em força na própria unidade, porém em estado latente.

6. Muitas árvores chegam até um ponto de maturidade, onde por seus constantes esforços chegam a criar algo que muito nos chama a atenção, a flor.

7. A Flor sempre foi um sinônimo de virtude, um sinônimo dos princípios dos quais se constitui a Alma. Dizem antigos textos sagrados, que o Cristo nasce, brilha por um instante e logo desaparece em meio a multidão, assim como a flor.

8. Muitos lamentam que a flor se vá, mas sempre haverão novas flores, e estas flores não são nada menos que um ciclo para que esta virtude que hoje embeleza e perfuma, se torne o futuro alimento daqueles que tem fome, também para o ciclo de uma nova planta que há de nascer.

9. Quando a flor, logra tornar-se fruto, mediante SUPER esforços, então a árvore lhe sustenta apenas o tempo suficiente para que ela possa, por si mesma, alimentar quem até ali chegar, ou então ser jogada miseravelmente ao solo.

10. Há aqueles que lamentem, ou enojem o fruto podre se decompondo em meio aos pés de tão formosa árvore, porém mal sabem eles que em meio aquela podridão se escondem virtudes assombrosas e poderes indizíveis que estavam contidos na árvore.

11. Aqui dizemos que o podre fruto, largado, caído em meio a terra, passa por seu deserto esotérico, aonde prova as amarguras da vida longe da árvore, aonde animais destroçam sua casca, onde outras criaturas depositam seus restos sobre ele, aonde algum infeliz o enterra, esperando que não venha a importunar com seu cheiro a outras pessoas.

12. Felizmente se não fosse por tamanho infortúnio, o fruto não se romperia e suas sementes não se alimentariam da vida que embaixo da terra habita, força esta que se alimenta da escória, da lama, do lodo, da relva, dos restos do mundo.

13. Se tal semente for verdadeiramente forte a ponto de suportar todas as adversidades, se não sucumbir em meio a sua própria casca que um dia lhe deu a vida, esta logra a morte, porém ressuscita como um broto, um broto de algo tão grande e tão assombroso quanto a árvore que um dia lhe deu vida.

14. Lamentavelmente, a Árvore, que primeiramente existiu, morre por uma ação natural da vida, do tempo e das leis as quais estamos condicionados. Então esta árvore que um dia lhe criou, apodrece e serve de alimento para esta nova potestade que se levanta, sendo que as virtudes ou princípios dá extinta árvore, servirão mais uma vez reincorporados nesta nova forma que se criou a partir do fruto que da árvore foi lançado.

15. Entendamos que há árvores sem flores, flores sem frutos, frutos sem sementes, sementes que não germinam, mas também há o que não pode ser morto. Aqui profetizamos que quando o fruto esta pronto, o principio que deu origem a primeira árvore se retira, então a árvore larga o fruto e se inicie esta jornada da qual até aqui nos limitamos a explicar. Ao que entenda, que se cale e veja.