JURA EM PROSA E VERSO

RELIGIÕES, FRATERNIDADES E SISTEMAS FILOSÓFICOS OU POLÍTICOS

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Religião Cristã - Não Trinitária

Definição Básica | Doutrinas e Teologia

Estrutura Mundial | Congregações Locais

Sociedades Usadas pelas Testemunhas

Sociedade Torre de Vigia - Definição

Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados

Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião

Edições Notáveis

A Sentinela | Despertai! | Notícias do Reino

Tradução do Novo Mundo | Fotodrama da Criação

Proclamadores do Reino de Deus

A Verdade Que Conduz à Vida Eterna

Ensinos Distintivos em Destaque

Escatologia | Cronologia | Neutralidade

Escravo Fiel e Discreto | Corpo Governante

Programas Educacionais | Serviço Voluntário

Estudantes da Bíblia | Triângulos Roxos

Outros Artigos que Referem Crenças das Testemunhas de Jeová

Tetragrama Sagrado YHVH

Arcanjo | O Arcanjo Miguel

Seol | Hades | Inferno | Geena

Biografias

Charles Russell | Joseph Rutherford

Nathan Knorr | Frederick Franz

Milton Henschel | Don Adams

Max Larson | Alexander Macmillan

Leopold Engleitner

 

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O movimento religioso conhecido por Testemunhas de Jeová assume-se como uma religião cristã não trinitária. Adoram exclusivamente a Jeová e consideram-se seguidores de Jesus Cristo. Os seus adeptos estão espalhados pela maioria dos países da Terra e ascendem a mais de seis milhões e meio de praticantes, apesar de reunirem um número muito superior de simpatizantes. Crêem que a sua religião é a restauração do verdadeiro cristianismo, mas não são fundamentalistas no sentido em que o termo é comumente usado. Afirmam basear todas as suas práticas e doutrinas no conteúdo da Bíblia.

As Testemunhas de Jeová são bem conhecidas pela sua regularidade e grande persistência na obra de evangelização de casa em casa e nas ruas. Possuem o maior parque gráfico do mundo visando a impressão e distribuição de centenas de milhões de exemplares da Bíblia e de publicações baseadas nela. Como parte da sua adoração a Deus, assistem semanalmente a reuniões congregacionais e a grandes eventos anuais, onde o estudo da Bíblia constitui a principal temática.

Índice

1 História e actividades básicas

2 O seu nome distintivo

3 Fundamentação das suas doutrinas

4 Divulgação das suas doutrinas

5 Modo de vida

6 Serviço voluntário das Testemunhas de Jeová

7 Conceito sobre outras religiões

8 Oposição às Testemunhas de Jeová

9 Posições controversas das Testemunhas de Jeová

10 Estatísticas mundiais

11 Ver também

12 Ligações externas

12.1 Sítios oficiais das Testemunhas de Jeová

12.2 Outras ligações de interesse

História e actividades básicas

O movimento foi iniciado por Charles Taze Russell, a partir da década de 70 do Século XIX. Russell e alguns amigos formaram um pequeno grupo de estudo não sectário da Bíblia, em Allegheny (hoje integrada na cidade de Pittsburgo, Pensilvânia), nos Estados Unidos da América. Com o fim de publicar as suas ideias sobre o que considerava ser a verdade bíblica em contraste com erros doutrinais que atribuia a outras denominações religiosas, Russell começou a publicar A Sentinela, que veio a tornar-se a mais distribuída e traduzida revista religiosa do mundo. As pessoas que recebiam a revista começaram a reunir-se em grupos para estudo da Bíblia. Assim, acabaram por tornar-se conhecidos por Estudantes da Bíblia ou, quando a Sentinela começou a ser traduzida em outras línguas, Estudantes Internacionais da Bíblia.

Possuem um procedimento denominado de Desassociação que é a expulsão de um membro, por não concordar ou agir de acordo com os seus ensinamentos. Procedimento este que faz com que, Testemunhas de Jeová do mundo inteiro, não tenham mais contato com esta pessoa, excluindo-o totalmente do seu convívio social, tratando de modo indiferente, sem possibilidade alguma de diálogo, diante da presença do antigo membro. Isto acarreta em uma total falta de sinceridade, pois muitos de seus membros por não desejar serem taxados de "Desassociados" permanecem dentro desta organização por longos anos fazendo o que é errado "por debaixo dos panos".

Originalmente, a impressão de A Sentinela e tratados religiosos era feita quase que inteiramente por firmas comerciais. Mas, visando uma maior divulgação pela página impressa, Russell fundou a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, sendo que esta associação religiosa é hoje conhecida como Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia. Estava deste modo formado o principal instrumento legal do grupo religioso que posteriormente viria a ficar conhecido por Testemunhas de Jeová, visando a realização da sua obra mundial de evangelização. Usualmente, ao se empregar a expressão Sociedade Torre de Vigia, pretende-se mencionar esta primeira Sociedade, ainda em funcionamento, cuja Directoria veio a constituir o que se convencionou chamar Corpo Governante, ou seja, o grupo de homens responsáveis pelas actividades mundiais das Testemunhas de Jeová. Finalmente, a partir da década de 70 do Século XX, passou a existir uma clara distinção entre o Corpo Governante e as várias sociedades jurídicas que as Testemunhas usam simplesmente como instrumentos legais para as suas actividades.

Hoje, as Testemunhas de Jeová constituem um grupo mundial de milhões de membros reunidos em células locais conhecidas por Congregações unidas sob uma estrutura mundial que coordena todas as suas actividades. Apesar de possuírem o que chamam de organização e nela existirem homens que assumem responsabilidades locais ou mais abrangentes, as Testemunhas não têm a distinção entre clero e leigos, tal como acontece com muitas denominações religiosas. Os seus responsáveis não possuem títulos honoríficos, não usam vestimenta ou símbolos distintivos, não se lhes impõe o celibato, não são assalariados e espera-se que sejam os primeiros a dar o exemplo de boa conduta e moral aos restantes membros da congregação.

Apesar de duramente perseguidas e proscritas em muitos países, sendo alvo de críticas e várias controvérsias devido à sua singular interpretação da Bíblia e apego intransigente às suas doutrinas que, na sua maioria, diferem da teologia dita cristã, rejeitando assim qualquer envolvimento ecuménico, mantendo uma estrita neutralidade política e militar e defendendo uma conduta moral bastante rígida, as Testemunhas de Jeová continuam a experimentar um contínuo aumento entre as suas fileiras. Para isso contribui um zelo notável, que alguns consideram proselitismo agressivo, no que chamam "obra de pregação das Boas Novas do Reino". Este serviço realizado voluntariamente distingue-as e torna-as conhecidas mundialmente, sendo habitual observá-las nas suas regulares visitas às casas dos seus vizinhos e no contacto directo com o público onde quer que haja pessoas. Preocupam-se também em divulgar os seus ensinos por publicarem milhares de milhões de páginas de informação em várias centenas de línguas, sem esquecer os que têm necessidades especiais, tal como os surdos ou cegos. Aos interessados oferecem estudos domiciliares e gratuitos da Bíblia tentando depois trazê-los até aos seus centros de reunião, conhecidos por Salões do Reino. As suas reuniões e Congressos, bem como a realização de cerimónias como casamentos e funerais, são sempre realizadas gratuitamente e nunca fazem colectas. Aceitam contribuições voluntárias e anónimas para o financiamento da sua obra e dos seus locais de reunião. Mantêm ainda extensos programas de educação e de serviço voluntário em várias frentes.

O seu nome distintivo

Esta comunidade religiosa era conhecida inicialmente como Estudantes da Bíblia. Os seus membros foram também chamados, em sentido pejorativo, de "russellitas", "rutherfordistas", "auroristas do milénio" e "anti-infernistas". Em 1931, entenderam que deveriam fazer uma distinção entre a maioria dos membros que eram leais à Directoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e certos grupos dissidentes que também se intitulavam Estudantes da Bíblia. Além disso, consideraram que o termo Estudantes da Bíblia era demasiado vago para servir como designação distintiva. Assim, no domingo, 26 de julho de 1931, no culminar do Congresso realizado em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos da América, os presentes adotaram unânimemente uma resolução intitulada "Um Novo Nome", apresentada por Joseph Rutherford, o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Nela foi proposto o nome descritivo e distintivo de "Testemunhas de Jeová". Para legitimar a escolha do nome usaram o texto bíblico de Isaías 43:10 que, conforme a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (NM), publicada pelas Testemunhas de Jeová 20 anos mais tarde, diz:

"Vós sois as minhas testemunhas", é a pronunciação de Jeová, "sim, meu servo a quem escolhi, para que saibais e tenhais fé em mim, e para que entendais que eu sou o Mesmo. Antes de mim não foi formado nenhum Deus e depois de mim continuou a não haver nenhum."

Algumas vezes, as suas publicações usam a expressão "Testemunhas cristãs de Jeová", como forma de reforçar que acreditam em Jesus Cristo como o Filho de Deus e Salvador da humanidade e não apenas em Jeová Deus, seu Pai. Também afirmam que fazem parte de uma "grande nuvem de testemunhas" pré-cristãs de Jeová. (Hebreus 11 a 12:1) Argumentam que o próprio Jesus Cristo é chamado de "testemunha fiel e verdadeira". (Revelação ou Apocalipse 3:14)

Possuem um procedimento denominado de Desassociação que é a expulsão de um membro, por não concordar ou agir de acordo com os seus ensinamentos. Procedimento este que faz com que, Testemunhas de Jeová do mundo inteiro, não tenham mais contato com esta pessoa, excluindo-o totalmente do seu convívio social, tratando de modo indiferente, sem possibilidade alguma de diálogo, diante da presença do antigo membro. Isto acarreta em uma total falta de sinceridade, pois muitos de seus membros por não desejar serem taxados de "Desassociados" permanecem dentro desta organização por longos anos fazendo o que é errado "por debaixo dos panos".

Afirmam que, desde o início, terá existido apenas uma religião verdadeira, constituída por aqueles que a Bíblia menciona como fazendo a vontade de Jeová, e que todas as outras formas de adoração podem ser englobadas num império mundial de religião falsa. Consideram que uma das características principais que fazem com que qualquer grupo religioso, seja ele cristão ou não, seja incluído no conjunto da religião falsa é o desprezar ou simplesmente não reconhecer e divulgar o Nome de Deus, conforme apresentado na Bíblia pelo Tetragrama YHVH, e pronunciado consoante a forma mais popular na língua de cada país. As Testemunhas de Jeová têm orgulho em divulgar o Nome de Deus, preferindo em português a forma Jeová. Apesar de não considerarem incorrecto o uso de Javé (Jahvé) ou Iavé, preferem a forma Jeová (em português) por ser o uso mais comum em grande número das traduções bíblicas modernas bem como em outras obras seculares e na conversação diária.

Apesar de algumas pessoas, e até mesmo a imprensa ou determinadas obras literárias, designarem as Testemunhas de Jeová por "jeovistas" ou "jeovás", elas rejeitam estes termos considerando-os pejorativos e mesmo ofensivos contra o Deus que adoram, visto que consideram que o Nome Sagrado deve ser tratado com respeito e reverência.

Fundamentação das suas doutrinas

 

A única autoridade reconhecida pelas Testemunhas de Jeová em termos teológicos é a Bíblia, em particular, a NM - Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pela Sociedade Torre de Vigia, embora usem diversas outras traduções da Bíblia, conforme pode ser visto por uma análise das suas publicações. Além disso, muitas Testemunhas ainda não possuem aquela versão no seu idioma, recorrendo assim às versões mais populares disponíveis no país onde moram. A interpretação do texto biblico é feita segundo o entendimento aprovado pelo Corpo Governante das Testemunhas de Jeová e publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Confiam plenamente no seu Corpo Governante como "porta-voz" de Jeová Deus, para fornecer ensino e entendimento bíblico no tempo apropriado. No entanto, nem os que compõem o Corpo Governante nem qualquer outra Testemunha de Jeová afirmam ser inspirados por Deus, tal como dizem ter acontecido com os escritores bíblicos. Assim, as suas publicações podem e são sujeitas a alterações a nível doutrinal, talvez quando um estudo mais detalhado de determinado assunto conduz a um ajuste de pensamento.

Divulgação das suas doutrinas

 

As Testemunhas de Jeová procuram empenhar-se na divulgação mundial das suas crenças através de vários meios e, em especial, através da página impressa. Nas suas convenções anuais, são apresentados à comunidade novos livros, brochuras e outros artigos para divulgação doutrinária. Apesar de estarem presentes na Internet com alguns sites oficiais, actualmente não possuem quaisquer emissões de TV ou Rádio. No entanto, foram pioneiras no uso do cinema sincronizado com som e fizeram vasto uso de emissoras de rádio no passado, principalmente na década de 30 e 40 do Século XX, quando chegaram a montar as maiores redes radiofónicas da época.

A sua mensagem é apresentada ao público, principalmente através de duas revistas:

A Sentinela - Anunciando o Reino de Jeová

Despertai!

Hoje possuem o maior parque gráfico do mundo, com capacidade para imprimir centenas de milhões de exemplares de publicações a cada ano, sendo que algumas das suas edições estão entre as mais distribuídas do mundo. Os títulos publicados são traduzidos em dezenas ou mesmo centenas de idiomas e apresentados em versões diferentes, tal como edições com caracteres de grandes dimensões ou em braille para os que possuem deficiências visuais, DVD's com língua de sinais, gravações áudio entre outros. Lançam ainda documentários e filmes sobre diversos temas, discos com temas apenas musicais ou cantados, CD-ROM's com a Bíblia e o conteúdo electrónico da maioria das suas publicações dos últimos 35 anos e mantêm um web site oficial com informação em 265 línguas.

Modo de vida

As Testemunhas de Jeová encaram a sua religião como um modo de vida, sendo que todos os outros interesses, incluindo o emprego e a família, giram em torno da adoração exclusiva que prestam a Jeová, o seu Deus. A Bíblia é encarada como um verdadeiro manual de aplicação prática e obrigatória em todos os campos da vida. Assim, não importam o que façam, incluindo a selecção de diversão ou de vestuário, de carreira na escola ou na profissão ou mesmo a escolha de cônjuge, o comportamento e interacção com a comunidade, nos negócios ou em lazer, tudo isso é influenciado pela decisão que tomaram de dedicar a sua vida incondicionalmente a Jeová. Pretendem aplicar seriamente a seguinte injunção bíblica:

1 Coríntios 10:31

"Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus." (NM)

Afirmado-se cristãs, observam o exemplo de Jesus procurando imitá-lo, conforme a seguinte instrução:

1 Pedro 2:21

"Fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos." (NM)

Todas as Testemunhas de Jeová são incentivadas a serem diligentes estudantes da Bíblia e das publicações que afirmam basear-se nela, bem como a apresentar um elevado grau de compromisso com a sua religião. Crêem que todas elas, sejam homens ou mulheres, são ministros de Deus, ordenados no dia do seu batismo pessoal por imersão completa em água. Este passo não é permitido a crianças incapazes de tomar decisões nem é imposto a adultos. Usualmente, alguém que se reúne com as Testemunhas necessita de vários meses, ou mesmo anos, para ser aprovada para o batismo e só depois de expressar convictamente o seu desejo de se tornar uma Testemunha de Jeová.

Além do seu estudo pessoal da Bíblia, espera-se que assistam a reuniões congregacionais, usualmente três vezes por semana, em locais conhecidos por Salões do Reino ou em casas particulares, para instrução colectiva e encorajamento mútuo. Outras reuniões de maiores dimensões ocorrem, usualmente, três vezes por ano, em Salões de Assembleias mantidos por elas ou em instalações públicas alugadas, como estádios desportivos ou auditórios municipais.

Todas as Testemunhas são também proclamadores activos da mensagem que consideram urgente transmitir. Participam regularmente em actividades formais organizadas localmente para contactar os vizinhos mas também aproveitam ocasiões informais para falar com conhecidos ou simplesmente com aqueles com quem se cruzam ao longo do dia.

Serviço voluntário das Testemunhas de Jeová

Ver artigo principal: Serviço voluntário das Testemunhas de Jeová.

As Testemunhas de Jeová encontram-se entre as organizações que usam amplamente o serviço voluntário e, pertencendo a uma religião que se afirma cristã, encaram o amor ao próximo como um sinal identificador do cristianismo genuíno. Todos os seus membros são voluntários, usando as suas habilidades, tempo, esforço e recursos financeiros em projectos específicos promovidos pela organização a que pertencem.

Conceito sobre outras religiões

As Testemunhas de Jeová crêem que praticam a religião verdadeira (ou seja, o primitivo Cristianismo), e por fazer isso, serão salvas como grupo, o que não significa que toda Testemunha individual seja salva. Ensinam que, para alguém poder ser salvo, a pessoa tem de obter conhecimento sobre a vontade de Deus, conforme expressa na Bíblia, e pôr em prática aquilo que aprende, mantendo a sua integridade até o fim. (Mateus 24:13)

Já por muitos anos, as suas publicações têm expresso a opinião que todas as outras religiões são falsas, particularmente as religiões da cristantade, ou seja aquelas que professam ser cristãs. A todas as religiões acusam de permissividade moral, envolvimento na política e nos conflitos mundiais, divulgação de ensinos que consideram pagãos e anti-bíblicos, ostentação material, conduta imprópria ou destaque pessoal dos seus líderes e que, por essas razões, todas elas serão destruídas. Crêem que isso acontecerá às mãos dos governos políticos do mundo que abolirão a religião e que, sem se aperceberem, apenas estarão a executar o julgamento de Deus.

Embora sejam criticadas por serem intolerantes com as outras religiões, elas respeitam as diferenças de opinião e não procuram impôr as suas crenças. Criticam as organizações religiosas nas suas doutrinas e práticas que consideram biblicamente erradas, mas nunca a fé individual e a sinceridade dos seus crentes. Sobre este assunto, a revista Despertai! de 8 de Julho de 1988, página 28, afirmou:

"Sentimos interesse bondoso e amoroso pelas pessoas de todas as religiões, mas quando as crenças e práticas religiosas delas são falsas e merecem a desaprovação de Deus, trazer isto à atenção delas, por expôr a falsidade, significa mostrar amor a elas. Jesus mostrou claramente o erro das práticas religiosas dos escribas e fariseus de seus dias, dizendo que a religião deles era vã."

Oposição às Testemunhas de Jeová

 

As Testemunhas de Jeová foram um dos grupos religiosos mais perseguidos em todo o mundo ao longo do Século XX. A oposição a este grupo religioso, espalhado pelos vários continentes, ainda permanece viva em cerca de três dezenas de países, onde as suas actividades estão banidas oficialmente e vários dos seus membros estão encarcerados. A perseguição movida contra as Testemunhas, mesmo em países considerados democráticos, tem tomado muitas formas distintas, desde a intolerância na família, na escola, no emprego e na sociedade em geral.

Posições controversas das Testemunhas de Jeová

 

Ao longo da sua história, as suas crenças, doutrinas e práticas religiosas têm sido, amiúde, alvo de algumas controvérsias. Especialmente visadas têm sido as suas doutrinas sobre a vinda iminente de um Armagedom global, o seu trabalho intenso de proselitismo, a sua neutralidade e distanciamento quanto a tradições seculares ou assuntos políticos, a prática da excomunhão ou desassociação de membros, a rejeição de sangue na alimentação e na medicina, entre outras temáticas.

Estatísticas mundiais

Segundo o Relatório Mundial do Ano de Serviço de 2005 (de Setembro de 2004 a Agosto de 2005), publicado na revista A Sentinela, de 1 de Fevereiro de 2006, páginas 19 a 22 e no Anuário das Testemunhas de Jeová de 2006, página 31, as Testemunhas de Jeová tiveram um auge de 6.613.829 publicadores por todo o mundo o que constitui o maior número de sempre de membros activos. Este número representa um aumento de 1,3% sobre o total de publicadores indicados no Ano de Serviço de 2004. Este percentual é um dos mais baixos dos últimos 10 anos, visto que o crescimento de publicadores tinha sido de 4,4% em 1996 e caído para 1,7% em 2001. Depois, registou-se 2,8% em 2002, 2,2% em 2003 e 2,0% em 2004. O número de adeptos apresentado no relatório anual refere-se apenas ao número de publicadores que participam regularmente na divulgação da crença (o que inclui publicadores batizados e não-batizados), não sendo por isso, comparável com as estatísticas apresentadas por outros grupos religiosos. As mesmas fontes referidas acima informam que 16.383.333 pessoas estiveram presentes na Comemoração da Morte de Cristo.

O número de países com crescimento negativo ou zero aumentou de 7 em 2003 para 22 em 2004 (Austrália, Áustria, Bélgica, Grã-Bretanha, Canadá, República Checa, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Hong Kong, Hungria, Itália, Japão, Países Baixos, Noruega, Portugal, Porto Rico, Roménia, Eslováquia, Suécia, Suíça, EUA). Verifica-se um contínuo crescimento de publicadores na maioria dos países africanos, sul-americanos, asiáticos não-islâmicos e da ex-União Soviética. Foi ainda relatado um crescimento de 9,2% em relação a 2004 em 28 países não-identificados devido à proscrição oficial das suas actividades religiosas, sendo estas realizadas clandestinamente.

São também apresentadas estatísticas sobre o número dos desassociados em algumas das suas publicações.

CORPO GOVERNANTE DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová é formado por um órgão central de homens mais experientes, usualmente designados anciãos, todos afirmando possuir uma esperança celestial, cujo número tem variado ao longo dos últimos 35 anos. Este grupo colegial tem a responsabilidade de promover e coordenar a obra dasTestemunhas de Jeová em dezenas de milhares de congregações. O Corpo Governante designa homens qualificados que, por sua vez, são autorizados a designar anciãos e servos ministeriais para cuidar das congregações. As Testemunhas de Jeová em todo o mundo respeitam essas designações.

Índice 1 Modelo bíblico 2 Estrutura inicial das Testemunhas de Jeová 3 Surge o conceito de um Corpo Governante 3.1 Conceito atual 4 Comissões Administrativas do Corpo Governante 4.1 Desenvolvimentos mais recentes 5 Como o Corpo Governante é encarado pelas Testemunhas 6 Membros do Corpo Governante 6.1 Lista de anteriores membros (1972 a 2006) 7 Ver também 8 Ligações externas 8.1 Sítios oficiais das Testemunhas de Jeová 8.2 Outras ligações de interesse

Modelo bíblico As Testemunhas de Jeová baseiam a necessidade de existência de um Corpo Governante, ou órgão central administrativo, por estabelecerem uma comparação com o que acontecia nas congregações do Século I EC.

Desde o começo, os seguidores de Jesus estavam organizados. Ao passo que o número dos discípulos se multiplicava, formaram-se igrejas ou congregações locais e designaram-se homens responsáveis, presbíteros ou anciãos, para as orientarem. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu a Tito, comissionando-o:

Tito 1:5 "Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade." (Bíblia de Jerusalém, nova edição revista e ampliada, de 2002) Após a morte de Jesus, os doze apóstolos actuavam como o que pode ser designado um corpo governante central. Nesta função, tomaram destemidamente a dianteira na obra de evangelização. (Atos 4:33, 35, 37; 5:18, 29) Organizaram a distribuição de alimentos para os necessitados, e enviaram missionários a Samaria, para cuidar do interesse relatado lá (Atos 6:1-6; 8:6-8, 14-17). Vários assuntos eram reportados a estes homens em Jerusalém. Por exemplo, Barnabé apresentou-lhes Paulo, para confirmar que ele era agora um seguidor de Jesus (Atos 9:27; Gálatas 1:18, 19). Também, depois de Pedro ter pregado a Cornélio e aos da sua casa, ele voltou a Jerusalém e explicou aos apóstolos e a outros irmãos na Judéia havia ocorrido esta primeira conversão entre os gentios (Atos 11:1-18).

Quando surgiu uma disputa sobre se os gentios que seguiam a Jesus deviam sujeitar-se à Lei religiosa dos judeus, o assunto foi apresentado para decisão aos "apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém". (Atos 15:2, 6, 20, 22, 23) A Bíblia não revela porque outros além dos Apóstolos foram incluídos nas reuniões de tomada de decisões mas a morte de Tiago e o encarceramento de Pedro, provava que os apóstolos podiam algum dia ser presos ou mortos. Assim, a presença de outros anciãos habilitados, garantiriam a continuação ordeira da supervisão de todas as igrejas ou congregações. Esta supervisão era muitas vezes exercida por meio de cartas e instruções escritas:

Atos 16:4 "Ao passarem pelas cidades, transmitiam-lhes, para que as observassem, as decisões sancionadas pelos apóstolos e anciãos de Jerusalém." (Bíblia de Jerusalém, nova edição revista e ampliada, de 2002) Assim, segundo o entendimento das Testemunhas de Jeová, os "apóstolos e anciãos em Jerusalém" enviavam cartas e emissários às congregações, servindo como um colégio governante ou orientador. O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová afirma seguir este precedente bíblico ao enviar cartas, publicações bíblicas e superintendentes viajantes, com o objectivo de corrigir, instruir, orientar e encorajar todas as Testemunhas de Jeová.

Estrutura inicial das Testemunhas de Jeová

Em julho de 1879 foi publicada pela primeira vez uma nova revista religiosa chamada Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo (em inglês), em Pittsburgh, na Pensilvânia, Estados Unidos da América, com uma primeira edição de apenas 6.000 exemplares. A revista passou a ter uma tiragem mensal e o seu redator e editor era Charles Taze Russell, mencionando-se os nomes de mais cinco colaboradores regulares. Naquele tempo, Russell associava-se com uma congregação cristã de estudantes da Bíblia em Allegheny, na Pensilvânia, e esta congregação solicitou que ele servisse como seu pastor religioso. Depois disso, Russell veio a ser mundialmente conhecido como "Pastor Russell".

O edição em inglês, de setembro de 1881 da Torre de Vigia de Sião, (hoje conhecida como A Sentinela - Anunciando o Reino de Jeová) foi publicado como edição especial destacando o artigo "Alimento Para os Cristãos Refletivos". Este atraiu muita atenção e teve ampla distribuição. Anteriormente, Russell havia publicado outros panfletos gratuitos, distribuindo milhões de cópias. Com o fim de divulgar com mais eficiência literatura bíblica similar a tais panfletos, organizou-se em 1881 a Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião (Zion’s Watch Tower Tract Society) que viu a sua designação alterada am 1986 para Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (Watch Tower Bible and Tract Society). Os estatutos da Sociedade estabeleceram uma provisão de direito a votos em que todo associado que contribuísse um total de dez dólares tinha direito a voto na escolha dos membros da junta de diretores e administradores da Sociedade. Era opinião geral que tais contribuições dariam evidência do genuíno interesse na obra daquela organização. Esta Sociedade passou a ter Assembleias-gerais dos seus membros, numa base anual, desde 1885.

Com o passar do tempo, organizaram-se outras sociedades religiosas, em outros países, para trabalharem com a sociedade religiosa original nos Estados Unidos. Em consequência, muitos milhares de pessoas, em todo o globo, tornaram-se leitores das publicações da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Elas reuniam-se em grupos de estudo da Bíblia e esperavam receber dos redatores e editores da Sociedade Torre de Vigia o que consideravam alimento espiritual na forma da revista A Sentinela e de outras publicações como ajudas ao entendimento do texto bíblico. Estes cristãos vieram a ser conhecidos como Estudantes Internacionais da Bíblia. Continuaram a usar este nome até 26 de julho de 1931, quando adotaram num congresso geral da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, em Columbus, Ohio, Estados Unidos da América, a resolução de tomar o nome de Testemunhas de Jeová.

Até à década de 40 do Século XX, a Diretoria da Sociedade Torre de Vigia, constituída por sete membros, que incluía o Presidente, eram virtualmente os responsáveis por toda a informação publicada, bem como na orientação dos procedimentos administrativos e doutrinais a aplicar em cada congregação das Testemunhas de Jeová em toda a terra. Assim, era habitual usar a expressão a Sociedade como referência a esta liderança.

Surge o conceito de um Corpo Governante Na reunião administrativa com todos os membros da Sociedade que tinham direito a voto, em 2 de outubro de 1944, foi unanimemente decidido que os estatutos da Sociedade fossem revisados. O número de membros seria restringido entre 300 e 500, devendo todos ser homens escolhidos pela junta de diretores, não com base nas contribuições monetárias, mas por serem Testemunhas de Jeová maduras, ativas e fiéis que estivessem servindo por tempo integral na obra da organização ou que fossem ministros ativos nas congregações das Testemunhas de Jeová. Esses membros votariam para a escolha da junta de diretores, e a junta de diretores por sua vez selecionaria os seus componentes. Esse novo sistema entrou em vigor no ano seguinte, em 1 outubro de 1945.

Foi na seqüência dessa Assembléia-geral da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados em 2 de outubro de 1944, que pela primeira vez se fez referência ao grupo de homens responsáveis pela orientação dos interesses das Testemunhas de Jeová como constituindo um Corpo Governante. O artigo "O Alinhamento Teocrático Hoje", publicado em A Sentinela de novembro de 1945, declarou:

"Razoavelmente, os aos quais se confiou a publicação das verdades reveladas da Bíblia eram considerados o corpo governante escolhido do Senhor para guiar todos os que desejavam adorar a Deus em espírito e em verdade e servi-lo unidamente na disseminação destas verdades reveladas a outros famintos e sedentos. (...) O dinheiro, conforme representado nas contribuições financeiras, não deve ter voto determinante, de fato não deve ter nada que ver com a escolha do corpo governante das Testemunhas de Jeová na terra. O espírito santo, a força ativa que desce de Jeová Deus mediante Cristo Jesus, é que deve determinar e guiar o assunto."

Conceito atual

Apesar dos ajustes estatutários da Sociedade em 1944, durante as décadas seguintes os membros do Corpo Governante ainda eram identificados com os sete membros da diretoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia. Sobre o Presidente da Sociedade recaía a principal carga de responsabilidade de tomar decisões que afetavam o funcionamento das filiais e congêneres da Sociedade em todo o mundo.

Em 1 de outubro de 1971, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia realizou a sua Assembléia-geral anual, no Salão de Assembléias das Testemunhas de Jeová, em Buckingham, na Pensilvânia, Estados Unidos da América. Todos os sete membros da Diretoria desta Sociedade estiveram presentes e participaram no programa apresentado. A lista de membros de Sociedade na ocasião era de 450, em toda a terra. Muitos destes membros assistiram pessoalmente e outros foram representados por procuração. Ao todo, assistiram 2.076 pessoas a esta assembléia geral. No programa apresentado, explicou-se que o Corpo Governante deveria ser uma estrutura mais aproximada da que existia pouco depois da implementação do Cristianismo, durante o período apostólico. Foram fornecidas razões para separar definitivamente o conceito de Corpo Governante da Diretoria de uma qualquer Sociedade. Entre tais argumentos estavam os seguintes:

Os mandatos dos diretores da Sociedade expiravam após três anos, necessitando de ser substituídos ou reeleitos. O mesmo acontecia com os mandatos de três encarregados da Sociedade, a saber, os do presidente, do vice-presidente e do secretário-tesoureiro (e agora também o do seu ajudante). Mas, tal como no caso dos doze apóstolos e dos outros anciãos da congregação de Jerusalém, os membros do Corpo Governante não poderiam ser eleitos anualmente, mas deveriam ocupar os seus cargos de responsabilidade de modo permanente, enquanto vivessem e continuassem fiéis como discípulos de Jesus Cristo. O Corpo Governante não deveria ter funcionários tais como a Diretoria da Sociedade, a saber, titulares tais como um presidente, um vice-presidente, um secretário-tesoureiro e um secretário-tesoureiro ajudante. Deveria ter apenas alguém que preside, assim como teve o corpo governante do Século I AD. Argumentou-se que o apóstolo Pedro presidiu ao corpo governante no dia festivo de Pentecostes do ano 33 AD, e o discípulo Tiago, meio-irmão de Jesus Cristo, presidiu numa data posterior, segundo a narrativa nos Atos dos Apóstolos. O número de membros do Corpo Governante não deveria ser limitado ao número dos membros da Diretoria da Sociedade, a saber, ao número de sete. A congregação cristã começou em Pentecostes com doze membros no seu corpo governante situado em Jerusalém, e foi posteriormente aumentado para além dos doze apóstolos de Cristo para incluir outros anciãos da congregação de Jerusalém. Entendia-se que o Corpo Governante deveria ser constituído apenas por membros "ungidos" e com esperança celestial. No entanto, a maioria dos até 500 membros da Sociedade com direito a voto são constituídos por pessoas que não professam pertencer a essa classe. Assim, não seria lógico que fossem tais pessoas a escolher o Corpo Governante "ungido".

Comissões Administrativas do Corpo Governante No começo de dezembro de 1975, todo o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová reuniu-se em Brooklyn, Nova Iorque, Estados Unidos da América, com o objectivo de considerar recomendações relacionadas com a organização e o funcionamento. Por muitos meses, duas comissões diferentes haviam estudado ajustes na organização. E assim, em 4 de dezembro de 1975, o Corpo Governante aceitou unanimemente essas recomendações, sendo que o presidente do Corpo Governante, em 12 de dezembro de 1975, leu para a família de Betel uma carta explicando os ajustes. Enviaram-se também cartas a todas as filiais e congêneres em todo o mundo, explicando o funcionamento, e na Sentinela de 1 de fevereiro de 1976 (em inglês; 1 de abril, em português) foi publicado um artigo intitulado "Ajustes no Corpo Governante", o qual explicou que haviam sido formadas seis comissões do Corpo Governante que começaram a funcionar em 1 de janeiro de 1976.

Cada comissão seria constituída por 3 a 6 membros, todos os quais tendo voz igual nos assuntos em consideração. O presidente de cada comissão serviria nessa capacidade por um ano. Os membros individuais do Corpo Governante poderiam servir em uma ou mais dessas comissões. Os assuntos decididos por unanimidade em cada comissão, seriam submetidos à apreciação de todos os membros do Corpo Governante. (Anuário das Testemunhas de Jeová, de 1977, pág. 258-9; Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, pág. 234-5).

Estas seis Comissões e as suas responsabilidades são as seguintes:

Comissão do Presidente Esta comissão é composta do presidente em exercício do Corpo Governante, o presidente anterior e do próximo a ser presidente. O presidente em exercício serve como coordenador e cuida de que os assuntos urgentes enviados pelas comissões de Filial sejam tratados rapidamente. Relatórios sobre emergências maiores, desastres, campanhas de perseguição ou outros assuntos urgentes que afetam as Testemunhas de Jeová são levados imediatamente à Comissão do Presidente, para que possam ser apresentados ao Corpo Governante.

Comissão de Redação Esta comissão supervisiona a colocação do alimento espiritual em forma escrita e gravada para publicação e distribuição entre as Testemunhas de Jeová e o público em geral, tal como preparação de novas publicações e a redacção de artigos, incluindo a produção de cassetes áudio e vídeo, CD's e DVD's. Visto que ela trata das publicações, supervisiona também o trabalho de tradução feito em toda a terra, em centenas de línguas.

Comissão de Ensino A responsabilidade desta comissão é supervisionar a programação e realização das reuniões congregacionais, assembleias de Circuito e Especiais, Congressos de Distrito, bem como das diversas escolas de treinamento especializado. Cuida ainda da instrução para a família de Betel, esquematizando a matéria a ser usada para esses fins.

Comissão de Serviço Esta comissão supervisiona a realização da obra de evangelização, o trabalho das comissões de Filial, dos superintendentes de Zona, dos superintendentes de Circuito e de Distrito, actividades dos pioneiros especiais e missionários, e cuida das designação ou remoção de anciãos e de servos ministeriais.

Comissão Editora Esta comissão supervisiona a impressão, edição e expedição das publicações em todo o mundo. Portanto, tem a responsabilidade de supervisionar as gráficas e propriedades pertencentes e administradas pelas diversas sociedades usadas pelas Testemunhas de Jeová, bem como as operações financeiras, assuntos jurídicos e comerciais relacionados com a divulgação das boas novas do Reino em toda a terra.

Comissão de Pessoal Esta comissão tem a supervisão sobre os arranjos feitos para prestar assistência pessoal e espiritual aos membros das famílias de Betel, pertencentes à Ordem Mundial dos Servos Especiais de Tempo Integral das Testemunhas de Jeová, e tem a responsabilidade de convidar novos membros a servir nas famílias de Betel e em outras instalações em todo o mundo.

Além do arranjo de supervisionar a obra do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová por meio das seis comissões, foi também providenciado que cada filial, a partir de 1 de fevereiro de 1976, tivesse uma comissão responsável para cooperar com o Corpo Governante na administração dos arranjos organizacionais, mantendo-o informado sobre o progresso da obra do Reino no território designado a filial. Esta comissão tem um presidente que serve por um ano. Dependendo do tamanho da filial, a comissão poderá ter desde três membros a tantos quantos sete. O rodízio de presidência nas comissões de filial ocorre cada ano em 1 de janeiro.

Consulte também: Filiais e Congêneres.

Desenvolvimentos mais recentes A Sentinela de 15 de Abril de 1992 publicou um anúncio onde se apresentavam alguns ajustes no funcionamento das Comissões do Corpo Governante. A revista informava na página 31:

"Os membros do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, atualmente 12, continuam a servir fielmente em suas designações. Sempre são gratos pelo apoio zeloso dos membros leais da crescente “grande multidão”. (Revelação ou Apocalipse 7:9, 15) Em vista do tremendo aumento no mundo todo, parece apropriado nesta ocasião providenciar ajuda adicional para o Corpo Governante. Portanto, decidiu-se convidar vários ajudantes, principalmente dentre a grande multidão, para participarem nas reuniões das Comissões do Corpo Governante, isto é, as Comissões do Pessoal, Editora, de Serviço, de Ensino e de Redação. Assim, o número de participantes nas reuniões de cada uma dessas comissões será aumentado para sete ou oito. Sob a orientação dos membros do Corpo Governante da respectiva comissão, esses ajudantes participarão nas considerações e cuidarão de várias incumbências que a comissão lhes der. Este novo arranjo vigora a partir de 1 de maio de 1992." Assim, Testemunhas de Jeová que não professavam ser membros da classe "ungida" e com esperança celestial, serviam agora como observadores e ajudantes, sem direito a voto, sendo que o anúncio traçava um paralelo entre estes e os antigos ajudantes não israelitas, netineus e filhos dos servos de Salomão, que retornaram do exílio em Babilónia com o restante dos judeus. Esses não-israelitas chegaram a ultrapassar em número os levitas que retornaram (Esdras 2:40-58; 8:15-20).

No final da Assembleia-geral anual da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, em 7 de outubro de 2000, o presidente da reunião, John E. Barr, membro do Corpo Governante, fez um anúncio especial que ampliou os discursos proferidos antes naquele dia pelos também membros do Corpo Governante Theodore Jaracz e Daniel Sydlik. Nessas intervenções, explicou-se que não existiam motivos bíblicos para se insistir em que todos ou quaisquer diretores de entidades jurídicas usadas pelas Testemunhas de Jeová fossem cristãos que professavam pertencer à classe do Escravo Fiel e Discreto, "ungidos" com esperança celestial.

Referente à Sociedade Torre de Vigia, John E. Barr acrescentou:

"Desde a sua formação em 1884, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia tem desempenhado um papel importante na nossa história moderna. Mesmo assim, ela é apenas um instrumento jurídico à disposição do 'escravo fiel e discreto' quando necessário." Anunciou-se então à assistência que certos membros do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, que serviam como diretores e executivos, haviam abdicado voluntariamente das diretorias de todas as sociedades usadas pelas Testemunhas de Jeová. Elegeram-se homens dignos de confiança, que não professam pretencer à classe ungida, para substituí-los. Considerou-se essa mudança como benéfica, pois permite que os membros do Corpo Governante gastem mais tempo na preparação do alimento espiritual e no cuidar das necessidades espirituais da fraternidade mundial das Testemunhas de Jeová.

Como o Corpo Governante é encarado pelas Testemunhas Segundo as Testemunhas, a Bíblia mostra que os verdadeiros cristãos não devem servir a Deus coagidos ou obrigados, mas sim de forma voluntária. No entanto, como pode essa pretensão ser compatível com um organismo que governa? A Sentinela de 15 de março de 1998, nas páginas publicou um artigo intitulado "Uma vida em liberdade à altura da dedicação cristã" que pretendia analisar a relação entre a liberdade individual de cada Testemunha e a existência de um Corpo Governante. Ao considerar a questão acima, a revista mencionava:

"Para responder a esta pergunta, temos de ter em mente o princípio bíblico da chefia. (1 Coríntios 11:3) Em Efésios 5:21-24, Cristo é identificado como "cabeça da congregação", aquele a quem ela "está sujeita". As Testemunhas de Jeová entendem que o escravo fiel e discreto é composto dos irmãos espirituais de Jesus. (Hebreus 2:10-13) Esta classe do escravo fiel foi designada para fornecer ao povo de Deus o espiritual "alimento no tempo apropriado". Neste tempo do fim, Cristo designou este escravo "sobre todos os seus bens". Portanto, a posição dele merece ser respeitada por aquele que afirma ser cristão." Mais adiante, a revista esclarecia:

"O Corpo Governante é uma provisão amorosa e um exemplo de fé digno de ser imitado. (Filipenses 3:17; Hebreus 13:7) Por aderirem a Cristo e o seguirem como modelo, esses irmãos podem repetir as palavras de Paulo: "Não é que sejamos os amos de vossa fé, mas somos colaboradores para a vossa alegria, porque é pela vossa fé que estais em pé." (2 Coríntios 1:24) Por observar tendências, o Corpo Governante chama atenção para os benefícios de se acatar o conselho bíblico, dá sugestões sobre como aplicar as leis e os princípios bíblicos, adverte contra perigos ocultos e dá o necessário encorajamento aos "colaboradores". Desincumbe-se assim da mordomia cristã, ajuda-os a manter a alegria e edifica-os na fé, para que possam manter-se firmes. (1 Coríntios 4:1, 2; Tito 1:7-9) Quando uma Testemunha toma decisões baseadas no conselho bíblico dado pelo Corpo Governante, faz isso da sua própria vontade, porque seu próprio estudo da Bíblia a convenceu de que este é o proceder certo. Cada Testemunha é influenciada pela Palavra do próprio Deus para aplicar o sólido conselho bíblico dado pelo Corpo Governante, reconhecendo plenamente que as decisões que tomar afetarão a relação pessoal que tem com Deus, a quem se dedicou. — 1 Tessalonicenses 2:13." Apesar de se assumirem como "cristãos ungidos" pelo espírito santo de Deus, afirmam que são co-cristãos e não amos da fé de cada Testemunha de Jeová. Não alegam serem inspirados por Deus ou terem o dom de profetizar, ao contrário do que se atribui aos escritores do texto bíblico. Reconhecem ser humanos imperfeitos e não se afirmam infalíves, nem como pessoas nem no exercício das suas funções, e têm reconhecido erros relacionados com expectativas, determinadas doutrinas ou procedimentos. Várias vezes reconhecem nas publicações da Sociedade Torre de Vigia que a sua visão sobre certos assuntos era incorrecta e que se fizeram esforços para aprofundar conhecimentos bíblicos para se adotarem medidas mais compatíveis com o que consideram ser a Verdade da Bíblia.

Ainda assim, as Testemunhas aceitam voluntariamente esta liderança porque, na sua perspectiva, o êxito da obra mundial orientada de uma forma unida pelo Corpo Governante só pode significar que merecem a aprovação divina. Afirmam que, tal como Deus usou homens que cometeram erros no passado para conduzir o Seu povo, tal como Moisés, Davi, Salomão, Pedro ou Paulo, Ele o continua a fazer de igual modo hoje.

Membros do Corpo Governante São actuais membros do Corpo Governante, ordenados por ordem alfabética pelo seu apelido:

Carey W. Barber (desde Setembro 1977) John E. Barr (desde Setembro 1977) Samuel F. Herd (desde 2 Outubro 1999) Geoffrey Jackson (desde 25 Agosto 2005) Theodore Jaracz (desde 28 Novembro 1974) M. Stephen Lett (desde 2 Outubro 1999) Gerrit Lösch (desde 1 Julho 1994) Anthony Morris (desde 25 Agosto 2005) Guy H. Pierce (desde 2 Outubro 1999) David H. Splane (desde 2 Outubro 1999) A presidência das reuniões do Corpo Governante é rotativa por ordem alfabética e o seu mandato dura 1 ano. As decisões do Corpo Governante, sobre assuntos doutrinais e procedimentos organizacionais, são feitas por maioria de dois terços dos membros ativos. Antes de 1975, as suas decisões eram tomadas por unanimidade.

Lista de anteriores membros (1972 a 2006) Albert D. Schroeder (1974-2006) Charles J. Fekel (1974-1977) Daniel Sydlik (1974-2006) Ewart Chitty (1972-1979) Frederick William Franz (1972-1992) George D. Gangas (1971-1994) Grant Suiter (1972-1983) Hugo H. Riemer (1974-?) John C. Booth (1974-1996) John O. Groh (1972-1975) Karl F. Klein (1974-2001) Leo K. Greenlees (1972-1984) Lyman A. Swingle (1972-2001) Martin Poetzinger (1977-1988) Mílton George Henschel (1972-2003) Nathan Homer Knorr (1972-1977) Raymond Victor Franz (1972-1980) Thomas James Sullivan (1972-1974) W. Lloyd Barry (1974-1999) William K. Jackson (1972-1981)