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Monarquia

Dentro da forma de governo denominada monarquia o rei ou monarca é o chefe de Estado. Através dos princípios básicos de hereditariedade e vitaliciedade o poder lhe é transmitido ao longo de uma linha de sucessão. Há monarquias onde o chefe de Estado é eleito, mas recebe o título de monarca, mas são exceções, como no Vaticano e na Polônia nos séculos XVII e XVIII.

Com a liderança absoluta de alguns chefes tribais Primitivos, deu-se origem ao regime monárquico que desenvolveu-se como uma extensão lógica por muitos países. Alguns monarcas, dos mais antigos, como os do Egipto antigo, se viam no direito de reinvindicar seu trono alegando que governaram por direito divino. Mas no entanto, na Idade Média, com a proliferação da monarquia européia, que geralmente recaía sobre um nobre a liderança, pois este poderia com tal eficiência reunir e comandar um exército.

As monarquias em sua maioria, são dinástica e hereditária, onde o rei morrendo ou abdicando de seu trono, quem herdava o mesmo, era o próximo na linha de sucessão, que geralmente seria o filho mais velho. Antigamente, a liberdade pessoal e econômica de todos os cidadãos, era severamente limitada, pois o monarca tinha a autonomia de tomar decisões finais absolutas com exceção da nobreza e da aristocracia.

O descontentamento de cidadãos nobreza, burguesia, clero e das classes mais baixas foi crescendo com o passar do tempo, resultando em revoltas e revoluções que fizeram cair muitas dessas monarquias centenárias que existiram na maioria dos países da Europa. Foi então que abriu-se caminho para um governo mais participativo por meados do século XIX, onde o poder dos monarcas já não tinham o mesmo efeito e estavam cada vez mais limitados, como nas monarquias parlamentaristas, as repúblicas parlamentaristas e as repúblicas presidencialistas.

Em uma república, é ao presidente da república que é confiada a soberania nacional, ao contrário das monarquias que são os monarcas que recebem a confiança da soberania popular. Há defensores da monarquia que dizem que o monarca é a pessoa mais qualificada dentre todas as outras para exercer o papel de chefe de Estado por uma série de motivos como já ser preparado desde que nasce para este fim, ou não precisar de financiamento eleitoral ou mesmo depender de campanhas para se eleger, ou então não pertencer a nenhum partido político.

Em uma monarquia parlamentarista, o monarca nomeia um primeiro-ministro que é aprovado pelos parlamentares depois de apresentar seu gabinete ministerial e seu plano de governo, mas que por meio de uma moção de censura pode vim a ser derrubado pelo Parlamento. Este primeiro ministro, é quem detém a chefia de governo. O monarca tem apenas funções de moderador político, determinadas pela Constituição. Com isso o monarca passa a exercer a chefia de Estado, utilizando de seus poderes protocolares para resolver impasses políticos, proteger os súditos e a Constituição de projetos-de-leis que contradizem as leis vigentes ou que não fazem parte dos planos de governos defendidos em campanhas eleitorais.

Monarquias atuais

Alguns países de regime monárquico atualmente são:

Andorra

Arábia Saudita

Austrália

Bahrein

Bélgica

Brunei

Butão

Canadá

Dinamarca

Emirados Árabes Unidos

Espanha

Jamaica

Japão

Lesoto

Liechtenstein

Luxemburgo

Marrocos

Mônaco

Nepal

Noruega

Nova Zelândia

Omã

Países Baixos

Portugal

Qatar

Reino Unido

Suazilândia

Suécia

Tailândia

Tonga

Vaticano

Monarquias históricas

Os países abaixo já foram monarquias e atualmente são repúblicas, onde há movimentos atuantes de restauração monárquica:

Alemanha

Áustria

Brasil

Bulgária

França

Grécia

Itália

Romênia

Rússia

Monarquias efêmeras

Os países abaixo foram monarquias por um breve momento de sua história independente.

África do Sul

Haiti

México

República Centro-Africana