JURA EM PROSA E VERSO

RELIGIÕES, IRMANDADES E SISTEMAS FILOSÓFICOS OU POLÍTICOS

CATOLICISMO E A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

(LEIA TAMBÉM, NESTE DIRETÓRIO "RELIGIÕES E SISTEMAS FILOSÓFICOS", AS PÁGINAS INTITULADAS " OPUS DAY" E " CATOLICISMO - RELAÇÃO DE TODOS OS PAPAS")

Igreja

Todo aquele que diz amar a Cristo, deve amar também a Igreja edificada por Ele. É nela que encontramos a Verdade, a Tradição e os Sacramentos deixados por Jesus. É a Igreja Católica que une todos os seguidores de Cristo Jesus.

"E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". (Mat16,18)

Igreja - Instituição

Deus, no seu plano de amor, quis se comunicar com a humanidade. Através de pessoas e acontecimentos Ele foi gradativamente revelando a Si mesmo (quem Ele é) e o seu plano para nós. Essa Revelação não visava só um conhecimento intelectual , mas também existencial, vivo : conhecer a Deus para entrar em comunhão (união íntima e real) com Ele. Essa comunhão deveria envolver também os homens entre si.

Por isso, Deus escolheu o povo de Israel para ser o Seu Povo no meio da humanidade . No seu meio realizou prodígios, sinais da sua benevolência. Por meio deste Povo, descendente de Abraão, o homem que por primeiro acreditou, a salvação chegaria a todos os povos da terra.Como um pai ou uma mãe que pouco a pouco ensina o seu filho, assim Deus fez com o povo de Israel. Através de Moisés, dos Juízes e dos Profetas, Ele formou, conduziu e instruiu o Seu Povo.

Tudo isso era a preparação para a sua plena Revelação: o momento em que não mais um mensageiro, mas o próprio Filho de Deus feito homem viria viver no meio dos homens. As promessas se tornariam realidade: toda a humanidade (e não mais um povo apenas), todas as pessoas (e não mais uma única raça), poderiam receber, em Jesus Cristo , o poder de se tornarem filhos de Deus.

Este Novo Povo de Deus é a Igreja (do grego «Ekklesía», que quer dizer «povo convocado»).

Muitos pensam na Igreja como um grupo social, de pessoas reunidas com determinada finalidade, como qualquer outro tipo de fenômeno associativo. 

Assim, uma comunidade cristã seria algo como um grupo de amigos, um clube ou uma associação beneficente. 

Tal visão às vezes se reflete na afirmação: «A Igreja somos nós!». 

Não é verdade! 

A Igreja somos nós convocados, reunidos por Cristo e unidos a Ele! Como? Por um vínculo, uma ligação espiritual, mas real: a vida da graça, que é a própria vida de Deus em nós . Vínculo espiritual que se traduz em estruturas e compromissos concretos. 

Quando entramos nesta comunhão? No momento do Batismo: pelo poder de Deus , através do sinal da água e das palavras transmitidas pelo próprio Cristo, nós somos regenerados ( isto é, gerados de novo), nascemos para esta vida que nunca mais terá fim.

E assim, podemos dizer com o Apóstolo Paulo , «já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim»! Sim: Cristo vive na sua Igreja! 

Em nós e através de nós vai se realizando no mundo o plano de Salvação: pelo anúncio da Palavra de Deus, pela celebração dos Sacramentos que tornam presente e realizam a salvação, pelo testemunho de vida e pela ação de cada um de nós.

Em nós e através de todos nós unidos num mesmo Corpo, que é a Igreja, unidos à cabeça desse Corpo que é Cristo, que nos conduz através dos Apóstolos e de seus sucessores (os Bispos em comunhão com o Papa, sucessor de Pedro). 

Em nós e através de nós: mas sempre pelo poder do Espírito de Deus.

Assim, a Igreja tem como Cabeça Cristo, no coração dos seus filhos habita o Espírito Santo, tem como lei o Amor, sua missão é ser «sal da terra» e caminhar em direção ao Reino.

Pedro - O 1º. Papa

Sabemos, pelo testemunho dos Apóstolos, que a Igreja de Cristo é “Una, Santa, Católica e Apostólica”.

Ela nasceu no dia de “Pentecostes”, quando o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos como “Línguas de Fogo”(Atos 2,1 ss).

Assim os Apóstolos receberam os dons do Espírito, os dons de Deus. Pode-se dizer que a partir desse momento nasceu a Igreja de Cristo.

Todos os Apóstolos presentes são, portanto, os “Príncipes da Igreja”, isto é, os primeiros Bispos.

De todos, entretanto, Pedro era o primeiro, o principal, o “Chefe do Colégio dos Apóstolos”.

O próprio Cristo assim o quis, como vemos nas seguintes passagens evangélicas: “E Eu te declaro, tu és Pedro (que significa pedra) e sobre essa pedra edificarei minha Igreja” (Mt 13,18).

Mais adiante, no Evangelho de Lucas, Cristo diz: “Simão Pedro, eis que satanás vos reclamou para Vos peneirar como o trigo. Mas Eu roguei ao Pai para que a tua confiança não se desfaleça. E tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,31).

Pedro foi colocado, portanto, como o “Príncipe dos Apóstolos”.

Nessa condição, Pedro foi o primeiro Bispo da cidade de Antioquia, que ficava onde hoje é a Turquia. Mais tarde, foi Bispo de Roma por aproximadamente 32 anos. Pedro foi, portanto, o primeiro Papa, pois Roma era considerada a cidade mais importante da época.

Pedro, como dissemos, ficou 32 anos à frente da Igreja, como Bispo de Roma e primeiro Papa. No ano 67 de nossa era, foi martirizado juntamente com Paulo, na mesma cidade, pelo imperador Nero.

Sua sepultura e seus restos mortais encontram-se exatamente abaixo do altar-mor da Basílica de São Pedro, em Roma.

São Pedro é chamado de “Pai da Igreja visível” por ter sido o primeiro Papa da História da Igreja.

Autor: Ivan Rojas

E-mail: ivan@religiaocatolica.com.br

Os Papas do Século XX 

O nosso século conheceu o trabalho apostólico e pastoral de nove papas, todos firmes propagadores da fé, da conversão e da fidelidade a Cristo e à Igreja, cujo trabalho é o de “confirmar seus irmãos na fé”. (Lc 22,31 e ss). Os papas são testemunhas vivas dos apóstolos e sucessores de São Pedro, o primeiro papa.

Leão XIII (1878-1903)

O primeiro papa do nosso século foi Leão XIII (1878-1903), eleito, na verdade, no século XIX e que, cruzando o limiar de nosso século atual, veio a falecer em 1903.

Seu nome de Batismo era Gioacchino Vincenzo de Pecci. Nasceu em 2 de março de 1810, junto a Anagni. Foi ordenado padre em 1837 e desempenhou, entre outras funções, as de núncio em Bruxelas e bispo na Perúgia. Em 1853 tornou-se cardeal. Tinha grande conhecimento dos problemas trazidos pela industrialização e pela forma parlamentar de governo. Era um homem muito afável e de grande formação intelectual. Leão XIII foi o grande papa das encíclicas sociais. Foi o autor do primeiro texto social da Igreja, a encíclica “Rerum Novarum”, que fala sobre a relação entre capital e trabalho. Leão XIII suportou com grande firmeza as lutas desencadeadas contra a Igreja pelo Estado italiano recém unificado. Morreu com 93 anos, em 20 de julho de 1903. Foi, com certeza, uns dos mais importantes papas do começo do nosso século, e sua forte personalidade se estendeu por todo o século XX.

Pio X (1903-1914) Após a morte de Leão XIII, foi eleito o grande Papa Pio X (1903-1914).

Pio X foi o Papa que estabeleceu as diretrizes do novo Código de Direito Canônico. Sua santidade, manifestada pela sua alta espiritualidade, foi reconhecida pelo seu sucessor Pio XII, que o canonizou.

Seu nome de Batismo era Giuseppe Sarto e foi filho de um pequeno agricultor. Nasceu em Veneza em 2 de junho de 1835.Depois de atuar como capelão e pároco foi cônego de Treviso em 1875. Em 1884 foi ordenado bispo e assumiu o pastoreio em Mântua. Em 1893 foi nomeado Patriarca de Veneza e feito cardeal. Ali promoveu a reforma da diocese, na qual desejava servir como cura de almas. Também como papa, promoveu diversas reformas no seio da Igreja. Assim, por exemplo, estabeleceu as diretrizes do novo Código de Direito Canônico, reformulou a música sacra, o breviário e introduziu a comunhão para crianças de 7 anos ou mais.

Reorganizou também o Tribunal Eclesiástico, a conhecida “Rota Romana”. Pio X lutou bastante contra o chamado “modernismo” dentro da Igreja. Ficou conhecido como o Papa da Eucaristia. Em agosto de 1914 conclamou os povos para um período de vigília e orações pela ameaça da guerra que rondava a Europa. Após sua morte, ocorrida em 20 de agosto de 1914, começo da Primeira Guerra, foi substituído pelo Papa Bento XV.

Bento XV (1914-1922).

Bento XV foi o papa da primeira guerra mundial. Lutou firmemente contra o pavoroso conflito, escrevendo cartas aos dirigentes dos países beligerantes, onde enfatizava a opção pacífica do conflito, através do diálogo. Seu nome de batismo era Giacomo Marchese della Chiesa. Nasceu em 21 de novembro de 1854, em Gênova, e foi ordenado padre em 1878. Exerceu importantes funções no serviço diplomático pontifício. A partir de 1907, foi arcebispo de Bolonha. Foi feito cardeal no mesmo ano de sua eleição papal, em 1914. Levou em frente a elaboração do Código de Direito Canônico, iniciada pelo seu antecessor Pio X. Bento XV formulou um grande sistema de ajuda aos combatentes, para mitigar os efeitos da guerra, como troca de feridos, acolhimento e ajuda aos prisioneiros de guerra, fornecimento de alimentos etc. Formulou insistentes pedidos de paralisação das hostilidades, que suscitaram importantes debates na comunidade internacional, porém, sem resultados práticos, infelizmente. O grande pontífice morreu em 22 de janeiro de 1922, após oferecer sua vida pela paz do mundo. Bento XV obteve reconhecimento internacional como o Papa da Justiça e da Paz. Após seu falecimento, subiu ao trono de São Pedro o Papa Pio XI.

Pio XI (1922-1939) Pio XI foi eleito no conclave em 6 de fevereiro 1922, e reinou até sua morte, ocorrida no dia 10 de fevereiro de 1939. Foi o papa que fez o famoso acordo de Latrão com o governo italiano, onde este reconheceu a independência do Estado do Vaticano. Lutou muito contra os regimes totalitários, como o comunismo e fez diversas críticas ao fascismo, tanto italiano como alemão. Foi o grande inspirador da “Ação Católica”, que congregava jovens e adultos, para a grande tarefa de evangelização em todo o mundo. Seu nome de batismo era Achille Ratti. Nasceu em 31 de maio de 1857, em Desio, próximo de Monza.

Achille Ratti foi professor no seminário sacerdotal de Milão. Em 1907, tornou-se prefeito da Biblioteca Ambrosiana e, em 1914, prefeito da Biblioteca do Vaticano. Foi ainda visitador apostólico na Polônia em 1918 e, em 1919, foi núncio nesse país. Em 1921, tornou-se arcebispo de Milão e cardeal. Como papa teve, entre um de seus principais objetivos, o de curar as terríveis feridas abertas pela primeira guerra. Escreveu diversas encíclicas, como sobre o matrimônio cristão, (Casti Conubii), e sobre as questões sociais de sua época, (Quadragésimo Anno). Pio XI fez diversas beatificações e canonizações, como as de Tereza do Menino Jesus, Pedro Canísio, Dom Bosco, Cura d’Ars, entre outros. Seus últimos dias foram de tristeza pela sombria proximidade de um novo conflito europeu. Pio XI sofreu muito com a perseguição da Igreja feita pelo governo da Alemanha. Após sua morte, foi substituído pelo Papa Pio XII, que era, até então, seu secretário de Estado.

Pio XII (1939-1958) Seu nome de batismo era Eugenio Pacelli. Nasceu a 2 de março de 1876, em Roma. Foi ordenado bispo no dia 13 de maio de 1917, no mesmo dia da famosa aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal. Foi núncio apostólico em Munique e, em 1920, núncio em Berlim. Seu lema era: “A paz é obra da justiça”.A partir de 1932 foi secretário de Estado de Pio XI, até sua eleição como papa em março de 1939. O Papa Pio XII teve um grande e profundo pontificado. Percebendo a aproximação da guerra, escreveu cartas aos grandes mandatários das nações européias, insistindo numa solução pacífica para os conflitos daquele momento. Às vésperas do conflito, em agosto de 1939, Pio XII insistiu publicamente pela paz, chamando todos os povos a uma tomada de consciência sobre o verdadeiro caráter da guerra.

Durante o conflito, o papa continuou fazendo diversos apelos à paz. Procurou manter Roma longe do conflito e deu asilo a mais de 5000 judeus em diversos conventos, mosteiros e no próprio vaticano. Em1942, fez a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Na verdade, Pio XII foi um papa profundamente devoto de Maria Santíssima.

Proclamou, no ano de 1950, o Dogma da assunção de Maria aos céus em corpo e alma.

Homem de muita comunicação, utilizou-se do rádio para a difusão da fé e da cultura cristã. São muito conhecidas as suas “rádio-mensagens” sobre os problemas do mundo atual. Pio XII fez 33 canonizações, entre as quais a de Pio X. Morreu em 9 de outubro de 1958. Seu pontificado foi um dos grandes períodos da Igreja no século XX.

João XXIII (1958-1963) O Papa João XXIII foi eleito dia 28 de outubro de 1958, já com a idade de 77 anos. Esteve à frente da Igreja por apenas 5 anos. Seu nome era Angelo Giuseppe Roncalli e nasceu em Sotto il Monte, de uma pobre e numerosa família. Foi ordenado sacerdote em 1904, no mesmo ano em que se doutorou em teologia. Foi professor de História da Igreja e Patrística no Seminário de Bérgamo. Serviu como soldado, no corpo de saúde, na primeira guerra mundial e depois como capelão militar. Foi ainda visitador apostólico na Bulgária quando foi ordenado bispo e, em seguida, na Grécia e na Turquia. A partir de 1944, foi núncio na França. A partir de 1951, foi também observador na UNESCO, em Paris. Em 1953, tornou-se Patriarca de Veneza e, em seguida, cardeal. Sua principal tarefa como papa foi a convocação do Concílio Vaticano II, realizado por ele e por seu sucessor, o Papa Paulo VI. O concílio se reuniu de 1962 a 1965, em Roma. Também deu as primeiras instruções para a elaboração do novo Código de Direito Canônico, terminado e promulgado pelo atual pontífice João Paulo II. Ficou conhecido por sua grande simpatia e sua abertura para com os grandes temas da atualidade no mundo. Morreu em 3 de junho 1963, sendo substituído pelo Papa Paulo VI.

Paulo VI (1963-1978) Paulo VI foi o papa que conduziu a maior parte do Concílio Vaticano II, que terminou em 1965. Giovanni Batista Montini nasceu em Bréscia, em 26 de setembro de 1897, e foi ordenado sacerdote em 1920, ingressando no serviço diplomático da Santa Sé. Em 1923, encontrava-se na nunciatura de Varsóvia e, em 1924, exerceu funções no secretariado de Estado. No ano de 1937, tornou-se subsecretário de Estado, com o que passou a ser um íntimo colaborador de Pio XII. No dia 1º de novembro de 1954, foi nomeado arcebispo de Milão e, no primeiro consistório de João XXIII, foi feito cardeal. Foi eleito Papa Paulo VI em 30 de junho de 1963 e como pontífice, desenvolveu uma grande atividade, conduzindo o concílio Vaticano II. Fez inúmeras encíclicas e diversas reformas no seio da cúria romana. Em 1968, para coibir abusos no seio da Igreja pós-conciliar, elaborou o chamado “Credo do povo de Deus”.

Paulo VI foi o primeiro papa a viajar pelo mundo. Visitou Jerusalém em 1964. Foi à Fátima em 1967 e compareceu ao Congresso Eucarístico de Bogotá em 1968. Antes havia ido a Bombaim, Índia, no ano de 1964.

Visitou a sede das Nações Unidas, em Nova York, onde fez importantes intervenções e discursos. Após longa doença, o Papa Paulo VI morreu em 6 de agosto de 1978.

João Paulo I (1978-1978)

O Papa João Paulo I foi o papa de mais breve governo na Igreja dos últimos séculos.

Ficou conhecido como o “Papa do Sorriso”, pois tinha sempre um sorriso cativante e animador. Governou a Igreja por apenas um mês. Seu nome de batismo era Albino Luciani, e foi eleito papa em 26 de agosto de 1978. Albino Luciani nasceu em Canale d’Agordo, em 17 de outubro 1912. De origem pobre, teve que suportar muitas privações pessoais, pois seu pai era um simples trabalhador. Luciani foi ordenado sacerdote em 1935 e após dois anos de docente e cura de almas em Belluno, foi ordenado Bispo de Vittorio Veneto em 1958.

No ano de 1969 foi nomeado Patriarca de Veneza e, em 1973, foi feito cardeal. Não teve tempo de escrever encíclicas ou qualquer outro documento pontifício, mas fez algumas importantes intervenções verbais.

Sua morte súbita foi um grande choque para todos os católicos e todos os homens de boa vontade do mundo.

João Paulo II (1978-....)

O atual Pontífice Romano é o primeiro papa não italiano, desde Alexandre VI, que era espanhol. Nasceu em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920. Foi ordenado sacerdote em 1946, e trabalhou como padre comum em Cracóvia, onde há uma Universidade na qual continuou seus estudos. Em 1958 tornou-se bispo e, em 1964, arcebispo de Cracóvia. No conclave de 16 de outubro de 1978, foi eleito papa. João Paulo II foi o papa que mais viagens fez ao exterior, conhecendo dezenas de países. Elaborou um conjunto muito grande de encíclicas e outros documentos pontifícios. Foi também o primeiro papa a visitar o Brasil, o que já fez por três vezes. Ajudou na queda dos regimes comunistas do leste europeu, começando pela própria Polônia. Elaborou o novo Código de Direito Canônico e o novo Catecismo de adultos da Igreja Católica. Sofreu um violento atentado na praça de S. Pedro em 1981, que quase lhe custou a vida. É um grande devoto de Maria Santíssima e grande incentivador de sua devoção. Há mais de 21 anos à frente do Magistério Romano, o Papa João Paulo II é o Pontífice que mais tempo ficou como chefe da Igreja neste presente século. Entre suas encíclicas mais conhecidas destacam-se: “Veritatis Esplendor”, sobre a verdade da Revelação, (1992); “Redemptor hominis”, (1979), sobre o Nosso Divino Salvador; “Familiares Consortios”, (1980), sobre a família e o casamento cristão, entre outras. Nosso atual pontífice é um grande dom de Deus para a Igreja deste fim de século.

Autor: Ivan Rojas

E-mail: ivan@religiaocatolica.com.br

FONTE “Léxico dos Papas”- de Rudolf Fischer-Wollpert Editora Vozes 1991

Os Grandes Concílios Ecumênicos.

A Igreja Católica, desde seu nascimento no dia de Pentecostes, realizou periodicamente grandes encontros reunindo todos os Bispos do mundo. Esses encontros são chamados de “Concílios Ecumênicos”, e têm como objetivo, discutir, deliberar e promulgar textos fundamentais para o desenvolvimento da Doutrina Católica, tendo sempre como referência a Bíblia Sagrada e a Tradição do Magistério Romano.

Ao longo desses vinte séculos de cristianismo, houve vinte e um Concílios Ecumênicos, sendo o primeiro o Concílio de Jerusalém, com a presença de todos os Apóstolos, sob a presidência de São Pedro, o primeiro Papa; e o último, o Concilio Vaticano II, realizado no Vaticano sob a presidência dos Papas João XXIII e Paulo VI. Esse Concílio teve a duração de três anos (1962-1965).

Falaremos agora sobre os principais Concílios Ecumênicos.

Concílio de Jerusalém

O primeiro Concílio reuniu-se em Jerusalém por volta do ano 60, na presença dos Apóstolos, presidido por São Pedro.

É narrado no Livro dos “Atos dos Apóstolos”, a partir do capítulo quinze.

Esse Concílio decidiu, entre outras coisas, que era necessário levar a “Boa Nova” da Salvação a todos os homens, sem se fazer distinção entre judeus e gentios. Também decidiu a não necessidade da circuncisão, bastando apenas o Batismo cristão.

Segundo a Tradição, é nesse Concílio que se elaborou o “Credo” que se recita nas missas, após a homilia do sacerdote.

Concílio de Nicéia

Após o Concílio de Jerusalém, reuniu-se no ano 325 na cidade de Nicéia, um novo Concílio Ecumênico de capital importância para o mundo cristão.Esse Concílio ficou conhecido como “Concílio de Nicéia”.

Foi convocado e presidido pelo Papa São Silvestre I, e discutiu, entre outros temas, a questão da Trindade de Deus, definindo-a como Dogma de fé. Elaborou um novo “Credo”, onde claramente proclama a crença no Deus “Uno e Trino”.

Concílio de Constantinopla

No início do cristianismo, muitas heresias perturbaram o mundo católico. Mesmo após o Concílio de Nicéia, em 325, as polêmicas em torno da questão da Trindade de Deus continuavam, principalmente difundidas por um bispo de nome “Ario”, que afirmava que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, o Filho, era “menor” do que o “Pai”.

Por esse motivo, um novo Concílio foi chamado em 381 pelo Papa Dâmaso I, reunindo-se na cidade de Constantinopla.Esse Concílio debruçou-se mais uma vez sobre a questão da Trindade, aumentando e melhorando as definições do Concílio anterior e promulgando o “Credo Niceno-Constantinopolitano”, que é rezado até hoje nas missas mais solenes, sendo o Credo Oficial da Igreja. Com esse Concílio, a questão da Trindade de Deus ficou definitivamente estabelecida.

Concílio de Trento

Após diversos Concílios de importância variável, reuniu-se na cidade de Trento, ao norte da Itália, um grande Concílio Ecumênico entre os anos de 1550-1560, sob a presidência do Papa São Pio V.

Foi o mais importante Concilio da era moderna, pois enfrentou diversas questões de importância capital, como a questão da transubstanciação de Cristo na Eucaristia, o verdadeiro significado da missa, a questão do sacerdócio católico, os Sacramentos da Igreja, entre outras questões de grande relevância, todas elas negadas pelo protestantismo.

Esse Concílio renovou o Missal católico, bem como todos os manuais de ritos sacramentais.

Após esse Concílio, a Igreja passou mais de 300 anos sem necessidade de Concílios gerais até o século XIX.

Concílio Vaticano I

Reuniu-se no Vaticano sob a presidência do Papa Pio IX, entre os anos de 1868-1871.

Esse Concílio tratou de diversas questões gerais e definiu a Infalibidade Pontifícia em assuntos relacionados à Fé e à Moral, exclusivamente. Na verdade, o Concilio Vaticano I não terminou oficialmente.

Foi interrompido por diversas questões políticas, como a guerra pela unificação da Itália, a guerra entre a Prússia (Alemanha) e a França, entre outras questões.

Um novo Concílio só seria reunido no século XX.

Concílio Vaticano II

O último Concílio Ecumênico reuniu-se entre os anos de 1962 e 1965 no próprio Vaticano, sob a presidência dos Papas João XXIII e Paulo VI.

Esse Concílio foi eminentemente um “Concílio Pastoral”, isto é, não definiu Dogmas ou novos pontos doutrinários, mas propôs novas formas de Evangelizacão, bem como atualizou o rito da missa, que passou a ser rezada não mais em latin mas em língua vernácula, para a maior participação dos fiéis católicos.

Desde então, não houve novos Concílios Gerais na Igreja de Cristo.

Quem é Deus História da Salvação

Os Nomes de Deus na Bíblia Santíssima Trindade

Quem é Deus

Todos nós alguma vez nos perguntamos: quem é Deus? Ele existe? De onde vem o início de todas as coisas? Ou então ao admirarmos a perfeição da natureza podemos nela ver uma fagulha do poder de Deus.

E para você quem é Deus?

Se retornarmos na história, com a ajuda da ciência poderemos observar, que num determinado momento não haverá resposta de como surgiu o universo e tudo que existe, de onde o início da vida.

Talvez nesse momento você tenha se deparado com um Ser Superior, Aquele que criou tudo o que existe e então tivesse dito: realmente não há como negar a existência de Deus.

Segundo as Sagradas Escrituras esse Ser Supremo criou o universo, o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança. Deu-lhes o domínio do mundo, porém impôs-lhes uma ordem: a de não comer do fruto da árvore do bem e do mal, ou seja, não deveriam ousar igualar-se a Deus. Os primeiros homens, sejam eles um casal ou um povo, desobedecerem as ordens recebidas, encheram-se de orgulho, quiseram ser deuses e dessa maneira acabaram por cometer ao que chamamos de pecado das origens, ou original. Convém ainda lembrar, que embora Deus tivesse feito a proibição, os havia dotado do livre arbítrio, assim sendo, pela liberdade de escolha os primeiros homens romperam sua amizade com Deus.

O interessante é que o ser humano, que rompeu a amizade com Deus por pretender ser igual a Ele, parte em busca do sagrado, do supremo, porque o homem tem necessidade de algo maior, do transcendente. Começa então a criar seus próprios deuses e a idolatrar a natureza.

Podemos notar através dos relatos bíblicos, que Deus não quis abandonar suas criaturas, pelo contrário, quis reatar Sua amizade com os homens e para isso era necessário que Ele se revelasse.

Então, Deus se faz conhecer primeiramente a Abraão. No meio de tanta idolatria e de tantos deuses Abraão soube resguardar-se e acolher Sua voz. Depois Deus se revela a Noé, a Moisés, aos Profetas e muitos outros. A eles Deus se comunica, dá-lhes orientações, indica-lhes os caminhos a seguir. Através de Seus escolhidos, gradativamente, Deus vai se revelando à humanidade e reunindo seu povo.

Aos profetas, Deus fala a respeito do Messias que viria para resgatar toda a humanidade (Isaías 61). Promete também enviar ao mundo o Espírito Santo,o consolador,que permaneceria entre os homens até o final dos tempos (Joel 3, 1-3).

Conforme anunciaram os profetas, nasceu Jesus, o Messias prometido.

Jesus inicia sua missão, a de proclamar o reino de Deus, por volta dos 30 anos. Através de suas atitudes, testemunhos, pregações e prodígios revela ser o Filho de Deus. Escandaliza a muitos pois referia-se a Deus como "Meu Pai" e ensina seus discípulos uma nova maneira de relacionar-se com ele. Um exemplo disso é a oração do Pai-Nosso.

Entre seus discípulos Jesus escolheu doze, a quem chamamos de apóstolos. Prepara-os pessoalmente para que se concretizasse o plano de Deus,ou seja, a vinda do Santo Espírito sobre toda a humanidade. Entre os doze elege um a quem determinou a guarda da sua Igreja (Mt 16, 15-19).

Portanto, passo a passo, Deus orientou seu povo através daqueles que se dispunham a ouvi-lo.Enviou ao mundo Seu Filho para redimir a humanidade. Não a deixou só, enviou seu Santo Espírito a todos e por todos os tempos.

À comunicação que Deus manteve com homens chamamos de "Revelação".

A seqüência dos acontecimentos e etapas da revelação chamamos de "História da Salvação".

O cuidado de Deus para com suas criaturas pode ser observado desde o início da humanidade e a medida em que vai se fazendo conhecer,demonstra seu amor complacente para com os homens.

E volto a perguntar: quem é Deus para você?

Deus é realmente o Criador e Senhor de todas as coisas.Ele faz parte de sua vida, é o seu Senhor?

Assim como os profetas, você abre o seu coração a sua voz? Busca sua presença, seus cuidados, sua proteção a cada dia? Ou lembra-se de Deus e a ele recorre somente nos momentos de grande aflição?

Meu irmão, eu gostaria de lhe dizer que Deus é Pai, com um coração de mãe. Você é lindo, pois é um pensamento de Deus. Seu nome está escrito na palma da mão de Deus, você é precioso aos olhos dele, ele o chama pelo nome, o resgata e salva. Deus o ama como se você fosse a única criatura no mundo, tamanho é o carinho daquele que o criou. Em Isaías, capítulo 41, versículo 13, Deus fala: "Eu, o Senhor, teu Deus, te seguro pela mão, e te digo: Nada temas, eu venho em teu auxílio".

Deus é eterno e eterna é Sua Palavra. Sua promessa é para toda a humanidade. A revelação de Deus, concluiu-se com a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, mas a História da Salvação é contínua e você faz parte dela. Deus ama você e espera ser amado. Ele quer lhe falar e ser ouvido. E, no meio de tantas vozes, só ele tem palavras de vida.

Eu lhe proponho uma experiência: silencie e ouça a voz de Deus que ressoa em seu coração. Peça que ele ilumine seus caminhos e nos momentos de tribulação lhe dê sabedoria e fortaleza a fim de que você possa com firmeza peregrinar nessa vida rumo ao céu.

História da Salvação

A história da Salvação é na verdade a História da Revelação de Deus aos homens, a principio de modo um tanto pessoal, como no caso de Deus a Moisés, e depois de modo público, dirigido a todos os homens, na pessoa de Jesus de Nazaré.

Após o Pecado Original, feito pelos nossos antepassados, Adão e Eva, o homem viveu afastado de Deus, até o surgimento de Abraão. De fato Deus pede a Abraão, que deixe a terra onde morava com seus parentes e se dirija à terra que hoje chamamos de Santa. Lá começa, por assim dizer, a história de nossa Salvação.

Mas será Moisés que receberá de Deus os Mandamentos da Lei, conhecido por nós como os "Dez Mandamentos".

Após a morte de Moisés, seguiram-se diversos "Juízes", que tiveram a tarefa de governar o povo de Deus, até o surgimento do primeiro rei de Israel, que foi Saul. Este rei, entretanto, não foi fiel às heranças de seus antepassados, sendo substituído pelo jovem rei "Davi". No tempo do rei Davi, é quando Israel conhece seu apogeu, político e religioso. Davi é substituído por seu filho Salomão, que embora fosse homem de muita sabedoria, pecou diante de Deus, prestando tributos a deuses estrangeiros. Por esse motivo, Deus castigou Israel, entregando-o ao domínio de povos estranhos, como foi o caso de Nabucodonosor, Rei da Babilônia, por volta do ano de 500-600 antes de Cristo. É essa a época dos grandes Profetas, como Isaías, Geremias, Daniel, e outros.

Após muitos anos, por volta do ano 250 antes de Cristo, os judeus caem sob a dominação romana, tornando-se assim uma província do grande Império de Roma.

E foi sob o domínio romano, que surge a figura profética de João Batista, pregando no deserto a vinda do Cristo.

Em seguida por volta do ano 30 da nossa era, Cristo começa sua Missão de levar a Boa Nova da Salvação a todos os povos , e províncias de Israel .Nosso Senhor Jesus Cristo corre toda a Terra Santa, curando os doentes, os possessos do demônio, e executando milagres de grande envergadura, como a ressurreição de Lázaro, entre outros.

Por volta do ano 33 de nossa era, Jesus é preso pelo poder dos judeus, o "Sinédrio" e apresentado a Pilatos, que era na época governador da Judéia, e acusado de "blasfemador" que não merece senão a morte!

Nessa situação, Cristo , o Salvador dos Homens é condenado à crucificação!

Cristo é crucificado numa sexta-feira (a chamada sexta-feira da Paixão) para surgir vitorioso dos laços da morte no Domingo seguinte, que é portanto o Domingo da Ressurreição, isto é, a Páscoa cristã.

Após a Ressurreição e Ascensão de Cristo ( que se deu 40 dias depois de sua Gloriosa Ressurreição ) , o Espírito Santo, que já havia sido prometido por Jesus, desce sobre os apóstolos, no chamado Domingo de Pentecostes. Aí se da verdadeiramente o nascimento da Igreja.

 

Jesus Cristo Jesus Cristo, o Mestre que viveu em Nazaré e revolucionou a maneira de ensinar, pregava através de parábolas. Para maior entendimento, utilizava-se dos recursos da natureza e dos costumes da época. Praticou curas e milagres, demonstrando ser O Messias. Jesus orava, pregava e curava. Foi o seu testemunho que dava credibilidade aos seus ensinamentos.

No Evangelho de Mateus, capítulo 16, versículo 15, Jesus pergunta ao Apóstolo Pedro: -"E vós, quem dizeis que eu sou?"

Ao que Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo".

 

Quem é Jesus A missão de Jesus O que é pecado A cruz de Cristo Jesus nosso Mestre O cristão O Santo Sudário Jesus e as Crianças Sagrado Coração de Jesus Devoção ao Sagrado Coração Consagração ao Sagrado Coração de Jesus Novena em honra ao Sagrado Coração de Jesus Oferecimento ao Sagrado Coração de Jesus Oração Diária ao Sagrado Coração de Jesus Oração de Santa Margarida Alacoque Oração de Jesus Cristo - O Pai Nosso

Quem é Jesus

O Evangelho de São Lucas nos diz claramente quem é Jesus, no primeiro capítulo a partir do versículo 28. Conta-nos que o Anjo Gabriel, mensageiro de Deus, apareceu a Virgem Maria e revelou que ela seria a Mãe do Messias tão esperado pelo povo Judeu e que seria concebido pelo poder do Espírito Santo de Deus. Nos versículos 31 a 35 está contido o núcleo da revelação: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu Pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó; e o seu reino não terá fim. (...)O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus"

Também no Evangelho de São João, no primeiro capítulo, encontramos a explicação de quem é Jesus Cristo : "No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens. (...) O Verbo era a verdadeira Luz que vindo ao mundo ilumina todo homem. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós(...).

Observamos que o Filho de Deus participa da obra da criação junto com o Pai e o Espírito Santo, e que o mesmo Espírito criador gera em Maria o Cristo, ou seja, Deus encarnado.

A missão de Jesus

Podemos também notar a importância do nome das pessoas na Bíblia, que sempre trás consigo uma missão determinada por Deus. No episódio de Abrão Deus muda seu nome para Abraão, que significa – pai de muitos povos- e o de Sarai, sua mulher, é mudado para Sara – mãe de reis. Assim acontece com Jesus – Deus Salva – e Cristo – Messias.

Portanto, Jesus Cristo é verdadeiramente Deus que se fez homem. É Deus Criador e Salvador. É o Messias prometido nas Escrituras.

Com a vinda de Jesus, o plano do Pai se concretiza e sua missão é a de revelar o Reino de Deus, salvar a humanidade e permanecer entre nós através da Igreja.

O Senhor Jesus nos diz: "Não vim para abolir as Leis, mas para aperfeiçoá-las".(Mt 5, 17)

Ao revelar o Reino de Deus, revela também a Trindade, resume os dez mandamentos em dois: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Veja a sabedoria do Senhor, se amamos a Deus acima de tudo e não prejudicamos aos outros, naturalmente todos os mandamentos estarão sendo cumpridos. O centro da Boa Nova de Jesus consiste em mostrar que Deus é Amor.

O que é o pecado.

Sendo Deus o Amor e se fomos criados por amor, significa que nossa herança maior é o amor. Nisso somos semelhantes ao Pai, e todas as vezes que nos afastamos do amor, nos afastamos de Deus.

Pecado consiste em todo ato de desamor, pois nos afasta do Pai

É importante conhecer os mandamentos de Deus e da Igreja para não agirmos por ignorância e sempre que houver dúvidas, procurar esclarecê-las com pessoas capacitadas ou com o sacerdote.

O pecado nos afasta da Graça Divina e bloqueia nosso crescimento espiritual. Deus é Santo e nos quer santos. Os santos não são somente aqueles que vemos nos altares. Eles são reconhecidos pela Igreja e modelos de vida perseverante para nós. Toda alma justa é santa. Santo é todo aquele que busca a santidade. Deus, na Sua misericórdia, não vê quantas vezes falhamos, mas sim o quanto procuramos retornar ao caminho de santidade.

Infelizmente tem-se uma idéia bastante errônea do que significa pecado e ser santo, por isso é necessário confessar-se com freqüência buscando sempre a orientação espiritual.

Jesus criou o Sacramento da Confissão, porque sabe o quanto somos fracos. Recebe também o nome de Sacramento da Reconciliação, pois como o próprio nome diz, nos reconcilia com Deus.

Sem o perdão sacerdotal, não há absolvição, e se fosse possível nos confessarmos diretamente com Deus, não seria necessário o Sacramento.

Todo Sacramento é fonte de bênçãos e os Sacramentos mais freqüentes na vida do cristão são a Reconciliação e a Eucaristia. Esses devem caminhar juntos.

Além do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, a Igreja nos confere outra fonte de graças, que são as indulgências. As indulgências complementam em nós a graça divina recebida por intermédio do Sacramento da Reconciliação.

A Cruz de Cristo

A cruz de Jesus é para nós sinal de vitória.

Jesus, através da cruz, redimiu o mundo, trouxe-nos a salvação.

Foi na cruz que o Senhor selou a nova e eterna aliança entre Deus e a humanidade.

Em tempos antigos, o rito para se obter o perdão dos pecados consistia em lançá-los sobre um cordeiro que seria imolado no altar. Ao morrer o cordeiro, obtinha-se o perdão de Deus. Jesus mudou esse rito. Ele mesmo se oferece como cordeiro; Ele é o Cordeiro de Deus. Assim sendo, derramou Seu Sangue para o perdão dos pecados. Dessa maneira sela a nova e eterna aliança. Nova pelo derramamento de seu próprio sangue e eterna pois é Deus Filho selando aliança com Deus Pai.

Jesus, conservou suas chagas para que os homens não se esquecessem da aliança selada na cruz, e ao aparecer a Tomé após sua ressurreição, pediu ao apóstolo que as tocasse como prova de que era Ele mesmo. Tomé exclama: "Meu Senhor e meu Deus"

Todo cristão deve ter a mesma reação de Tomé diante da cruz de Cristo, porque de fato Ele é Deus e Senhor.

Jesus é o Senhor de tudo em nossa vida, é o dono, tem a posse. Não somos nada e não temos nada, tudo pertence ao Senhor. Para melhor entender, faça a comparação com o senhor e o escravo. O escravo não era dono de nada. Sua vida não lhe pertencia, pertencia ao senhor que o havia comercializado, seu trabalho, seu tempo, até mesmo seus filhos não lhe pertenciam, tudo pertencia ao senhor.

É como escravo, que Tomé coloca-se de joelhos aos pés de Jesus e dessa maneira devemos nos colocar diante da cruz de Cristo: em total abandono, reverência, respeito, humildade, permitindo que Ele, o Senhor, nos direcione com sua luz e seja de fato o Senhor de tudo o que somos e de tudo que nos pertence.

Deus nos deu tudo. Somos administradores dos bens que nos foram dados, e das pessoas, somos irmãos em Cristo antes de qualquer parentesco. Deus é Pai e não tem netos.

 Jesus nosso Mestre

Jesus foi um mestre diferente. Sua pregação era baseada no amor e na justiça. Usava de uma didática diferente, unia-se aos marginalizados pela sociedade, àqueles considerados os mais pecadores, para falar das Escrituras. A coerência marcava seus ensinamentos. A natureza e os fatos que O cercavam eram seus livros.

Pregava por meio de parábolas, compadecia-se dos mais fracos.

Por estar sempre em contato com os repudiados pela sociedade, foi tremendamente criticado, principalmente pelos fariseus. Estes conheciam profundamente as Leis, embora as praticassem com orgulho e exibições. Eram presos a ritos, tais como lavar as mãos antes das refeições em sinal de purificação, ao que Jesus responde:- a maldade está no coração das pessoas, vem de dentro do homem e não de fora dele. Omitiam-se de socorrer os necessitados aos sábados, dia do Senhor, ao que Jesus repreende dizendo que as Leis foram feitas para os homens e não os homens para as Leis. Significa: como dizer que ama a Deus quando se omitem cuidados aos irmãos só por causa da Lei ? É de fato bastante incoerente.

Mostra-nos que o pecado mereceu-nos a misericórdia divina com a Parábola do Filho Pródigo.

Deixa-nos os Sacramentos, fonte da Graça de Deus.

Sua atitude misericordiosa, especialmente marcada por seu próprio testemunho, ensinou o verdadeiro amor. Podemos constatar os exemplos disso nos Evangelhos, que relatam os episódios da mulher adúltera, da Samaritana, de Zaqueu entre outros.

Através dos sinais prodigiosos e das curas operadas, pelo poder de expulsar demônios e perdoar os pecados, revela ser Deus.

Diz ser o Caminho, a Verdade e a Vida.

Compara-se ao pastor de ovelhas, justamente porque elas são os animaizinhos mais frágeis que existem. Em tudo dependem do pastor. Precisam ser orientadas para alimentarem-se pois comem tudo o que vêem, bebem qualquer água; quando ficam presas, não conseguem libertar-se.

Com o Evangelho do Bom Pastor Jesus nos mostra o quanto somos frágeis e precisamos ser direcionados.

Demonstra sua forte ligação com o Pai através da oração e do jejum.

No decorrer de sua vida pública, vai revelando o Espírito Santo, anteriormente não conhecido como a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e procedente do Pai e do Filho.

Deus Pai constitui o nome de Jesus, acima de todos e de tudo. Diante do nome de Jesus todo joelho se dobre, nos céus, na terra e abaixo dela e proclame: - Jesus Cristo é o Senhor!

 O cristão

Ser cristão significa "revestir-se de Cristo," conhecê-lo através dos evangelhos e relatos dos apóstolos, imitar sua conduta, seguir seus exemplos, seguir seus ensinamentos.

Ser Cristão é deixar de lado o "eu". É anular-se deixando-se cativar por seu amor. É experimentar sua doçura, ouvir sua voz, sentir sua presença. Mas, isso só é possível, quando nos rendemos diante de nós mesmos, buscamos conhecê-lo e nos dedicamos a oração, que nada mais é do que falar com Deus.

A oração diária, a freqüência aos Sacramentos, a participação da Santa Missa nos levam ao encontro cada vez mais profundo com nosso Senhor.

A intimidade com nosso Senhor faz toda a diferença em nossa vida, sentimos a transformação a cada dia. Dessa maneira, a história da salvação do nosso futuro será marcada pelo cumprimento da missão a qual fomos chamados por Deus.

Jesus, fez a vontade do Pai e a cumpriu até o fim. Pelo Pai foi glorificado. Em Cristo Jesus, também nós seremos glorificados pelo Pai, pois o Espírito Santo nos dará força, perseverança e acima de tudo muito amor ao nosso Deus e irmãos. Como diz o Profeta Isaías: "Caminharemos e não nos cansaremos, correremos e não nos fadigaremos".

 

Espírito Santo

O Espírito Santo nos foi dado pelo Pai e o Filho para ser o elo de ligação entre o ser humano e Deus. É Ele que, sendo a Terceira Pessoa da Trindade, mantém viva a nossa fé e nos dá o discernimento para percorrer as pegadas do Senhor.

"Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabeis donde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito". (Jo 3, 7)

 

Espírito Santo - Promessa do Pai Necessário vos é nascer de novo

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A Promessa do Pai

Desde a ruptura da amizade dos Homens com Deus, por causa do pecado original, o Pai traçou um plano amoroso para nos resgatar, reatar a união com Ele.

No Antigo Testamento, Deus foi revelando Seu plano de enviar o Espírito Santo. Em Isaías, 35, há um trecho que diz : " Tomai ânimo, não temais! Eis vosso Deus!...Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo e as línguas dos mudos darão gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes na estepe". Mais adiante, no capítulo 44, o Profeta Isaías torna a revelar as promessas de Deus: "Porque derramarei água sobre o solo sequioso, fá-la-ei correr sobre a terra árida, derramarei meu espírito sobre tua posteridade, minha bênção sobre teus rebentos". Em Joel 3, 1, temos: "Depois disto, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo...". Por intermédio dos Profetas o Senhor ia prometendo a vinda do Messias e, consequentemente, a vinda do Paráclito Consolador.

Inicialmente, o Espírito Santo não era conhecido pelos Homens, embora desde sempre existisse. Estava presente na criação. Em Gênesis está escrito que na criação do mundo, a terra estava vazia, informe e havia trevas e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. (Gen 1,2b)

No decorrer do Antigo Testamento, vemos que o Espírito de Deus era derramado somente para algumas pessoas, a fim de movê-las a uma ação especial. Esta unção era temporária, e beneficiava aos escolhidos por Deus, os Juízes, os Reis, os Profetas, entre outros.

O Espírito Santo era chamado de Ruah, que significa vento, sopro, hálito. Era tido como algo proveniente de Deus, mas não Deus. Foi Jesus quem O revelou como Pessoa divina, a terceira da Trindade.

No Novo Testamento, o Espírito Santo está diretamente ligado a Jesus e as Suas ações. Encontramos várias descrições do Espírito Santo como: pomba, vento, água, fogo.

E assim, o Messias prometido, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, com Sua morte na Cruz nos resgatou por inteiro e com sua ressurreição cumpriu-se a promessa. Fora nos enviado o Espírito Santo de Deus no dia de Pentecostes, porém não somente para os presentes naquele momento e local; mas sim para toda a humanidade.

O Espírito Santo nos foi dado para nos auxiliar em nossas fraquezas. É Deus em nós, nos unindo a Deus. É Deus em nós, orando a Deus. Sempre que tivermos consciência de Sua presença, podemos contar com Sua força, basta nos esvaziarmos de nós mesmos e nos entregarmos à moção poderosa do Espírito Santo agindo em nós. É Ele quem nos impulsiona para o Senhor e a tudo que se refere a Ele.

O livro do Apocalipse 7, 16 diz: "...porque o Cordeiro, o que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará as fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos".

Ainda no Apocalipse, no capítulo 22: "Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandescente como cristal de rocha, saindo do trono de Deus e do Cordeiro".

Tudo o que vem do Senhor vem em abundância, Deus não coloca limites no derramamento de Suas graças. Portanto, ao pedir dessa Água que nos saciará plenamente, do nosso coração também jorrará desta água. É o Senhor quem assim quer. Ele quer que nós também sejamos pequenas fontes para que possamos saciar a sede daqueles que Ele nos confiou. Temos a confirmação no Evangelho de São João 7,37-39 : "...estava Jesus de pé e clamava: "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior manarão rios de água viva. Dizia isto, referindo-se ao Espírito Santo que haviam de receber os que cressem nele; pois ainda não fora dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado".

O Apocalipse, Cap.22,17, também nos diz: "O Espírito e a Esposa dizem: "Vem!’ Possa aquele que ouve dizer também: "Vem!" Aquele que tem sede, venha! E o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida".

Digo a você, Vem! Vem saciar a sua sede com o Espírito Santo e matar a sua fome com a Palavra de Deus. O Espírito Santo é Deus em nós, nos revelando Deus.

Necessário vos é nascer de novo

 

"Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes donde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito." ( Jo 3, 7-8 ) "Necessário vos é nascer de novo" Esta é a exortação de Jesus para cada um de nós. É preciso renascer, renovar sempre, a cada dia. Mas como isto é possível? É possível sempre que buscamos as coisas do alto, as coisas de Deus. Para nascer de novo é necessário estar em sintonia com a Trindade Santíssima. Muitos de nós buscamos o Pai e o Filho, mas omitimos o Espírito Santo. Esta é a nossa grande falha, pois é o Espírito Santo quem nos faz reconhecer o que vem ou não do Senhor, é Ele quem nos impulsiona a ler as Escrituras, quem nos move à oração, quem aprimora nossas virtudes, corrige nossos defeitos e falhas e suscita em nós as virtudes e os dons de Deus.

Um coração aberto ao Santo Espírito é um coração desejoso de ser o Templo de Deus, de abrigar em si o divino a ponto de transbordar o amor caridade.

O Espírito Santo é fonte inesgotável de riquezas e quanto mais as distribuímos, mais e mais o Senhor nos abastece.

Não abriguemos em nós um coração de pedra, que abate o espírito. O espírito abatido é chamariz para toda a espécie de mal e infortúnios. O espírito elevado é fonte de bênçãos e felicidade. Nossa felicidade depende do nosso estado de espírito, portanto tenhamos coragem para sermos vencedores em Cristo, tendo em mente que a cada dia nos espera uma nova vitória, um passo a mais em nosso crescimento espiritual, um novo renascimento.

Nascer de novo é caminhar em busca da paz, do equilíbrio, do maior de todos os tesouros que existem. Nascer de novo é não ter medo de trilhar novos caminhos, que por sua vez podem até ser difíceis e doloridos, mas tudo isso é válido pelo doce sabor da vitória; afinal nós nascemos para brilhar, pois somos filhos de REI!

Para que o Santo Espírito habite em nós em plenitude é necessário renunciar a tudo que é contrário aos ensinamentos de Jesus, firmar-se num único objetivo, ou seja, caminhar atrás do Mestre.

Para isso três atitudes são necessárias:

Ter como modelo Cristo Jesus, elegendo-O seu Mestre e Senhor.

Conhecer e vivenciar seus ensinamentos.

Tê-Lo como centro de sua vida.

O Senhor Jesus é o Deus fiel, deu-nos exemplo de vida, tudo o que ensinou Ele praticou; revelou ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Derramou até a última gota de sangue por nós, não nos deixou desamparados, deu-nos Sua vida, Sua Mãe, os Sacramentos, Sua Igreja. E Jesus sendo fiel, quer de nós fidelidade: a Ele e a Sua Igreja.

Pertencemos à Igreja Católica Apostólica Romana, não conhecemos nossa doutrina e muitas vezes não sabemos nem diferenciar o Catolicismo de outras religiões, mesmo as consideradas Igrejas irmãs.

As três grandes cacterísticas da nossa fé são: a obediência ao Papa, a devoção a Maria e a Sagrada Eucaristia.

 

Maria
Maria, jovem de Nazaré, foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Cristo, Jesus. Sempre fiel às Sagradas Escrituras e à oração, Maria, na sua humildade, coloca-se como serva: seu único desejo era o de viver segundo a vontade e determinação de Deus.
"Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra". (Luc 1,38)    
    
  A Virgem Maria   Maria é Santa   Maria é a Arca da Nova e Eterna Aliança   Maria é Rainha   Maria é Intercessora   Santa Maria, Mãe de Deus   Maria, Mãe da Igreja   Maria, Modelo do Cristão   As Aparições e os Títulos de Nossa Senhora   Bem-Aventurada é você Mãe   Maria, Mãe de todos nós   Maria Mulher, Maria Mãe   Nossa Mãe. E a palavra se fez carne   Devoção ao Imaculado Coração    Oração ao Imaculado Coração de Maria    Quem compôs a Ave-Maria   Imagem Materna do Amor de Deus   Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt   Nossa Senhora das Graças  
 A Virgem Maria
A Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, é uma criatura privilegiada. Deus queria fazer-se homem e escolheu Sua Mãe, cumulando-a de todos os dons e virtudes, a fim de preparar Sua morada em seu seio virginal.
Com razão, o profundo sentido de piedade popular dirige-lhe este louvor: "mais que tu, só Deus!" Suas relações especiais com a Santíssima Trindade fazem com que a louvemos como Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Espírito Santo de Deus. Bem pôde cantar agradecida, ao ter conhecimento do mistério da sua eleição divina para ser a Mãe do Verbo Encarnado: "todas as gerações me hão de proclamar bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas."
O privilégio fundamental, que está no centro de todos os outros e dá a razão deles, é a maternidade divina. Maria Santíssima é verdadeiramente Mãe de Deus, porque gerou e deu à luz Cristo Jesus, que é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Quando Nestório negou a Maternidade divina de Maria, o Concílio de Éfeso proclamou este ensinamento: "Se alguém não confessa que o Emanuel é verdadeiro Deus e por isso a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, posto que gerou carnalmente o Verbo de Deus feito carne, seja anátema". (Anatem, de S. Cirilo, 1, em Dz.113).Jesus é seu Filho.
Porque estava escolhida para ser Mãe de Deus, foi preservada do pecado original com o qual todos nascemos, herdado de nossos primeiros pais. Ela é a Imaculada Conceição. Assim Pio IX define este dogma: "Proclamamos e definimos que a doutrina que afirma que a Santíssima Virgem Maria foi preservada imune a toda mancha de culpa original no primeiro instante da sua conceição por graça singular e privilégio de Deus Onipotente, em atenção aos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano, é revelada por Deus e deve ser portanto acreditada firme e constantemente por todos os fiéis". ( Bula Inefabilis Deus, 8 de dezembro de 1854, em Dz. 1641).
Embora esse privilégio se refira diretamente à inexistência nela do pecado original, há de se entender ao mesmo tempo que Deus a santificou com tal abundância de graças que a colocam acima de todos os Anjos e de todos os Santos. Ela é a Rainha de todos os Santos porque a medida da Sua santidade é o privilégio maior que Deus concedeu a uma criatura: ser Sua Mãe.
"Todas as gerações me chamarão bem aventurada" (Lc 1, 48)
A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão. A Santíssima Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde remotíssimos tempos a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de "Mãe de Deus" sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os perigos e necessidades. Este culto encontra a sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, resumo de todo o Evangelho.
Devemos acrescentar ainda, que na história da humanidade nunca se ouviu dizer de alguém que tivesse tantos títulos quanto Maria. 
 Maria é Santa
 
Nenhuma criatura pode igualar-se à Virgem Maria na sua eleição de ser a Mãe de Deus. 
A santidade de Maria ultrapassa a de Isabel (Lc 1,41), a de Zacarias (Lc 1,67) ou a dos Apóstolos (At 2,4), que ficaram repletos do Espírito Santo. Inegavelmente, a alma de Maria foi a mais bela criada por Deus, e sua maior obra depois Encarnação do Verbo. A santidade de Maria é a mais perfeita de toda a humanidade. 
 Maria é a Arca da Nova e Eterna Aliança.
 
Vemos no Antigo Testamento que a Arca da Aliança era sinal da presença de Deus entre o Seu povo, pois no seu interior guardava-se a Palavra do próprio Deus resumida nas Tábuas da Lei. A Arca era construída com materiais preciosos e revestida de ouro no seu interior.
Maria é também chamada de Arca da Nova Aliança, pois o Filho de Deus, o Verbo, a Palavra de Deus que se fez homem, habitou em seu seio por nove meses.
A beleza de Maria é incomparável. Deus a cumulou de dons e virtudes e sua beleza externa reflete a plenitude de graça com que foi adornada. Sua beleza externa é reflexo da riqueza de sua alma.
Não devemos esquecer também que o lugar onde estivesse a Arca da Aliança era sagrado, e Deus ouvia com especial atenção as orações dos que a Ele se dirigiam. Era promessa do próprio Deus: "Meu nome estará ali", (I Reis 8,29)
Maria é a Arca da Nova e Eterna Aliança. Junto dela nossas preces são ouvidas por Deus, e com vantagem, pois Ela aperfeiçoa nossas orações imperfeitas.
Maria é a Arca da Nova e Eterna Aliança, pois Deus firmou a primeira Aliança com Moisés, a qual continha os ensinamentos básicos para a humanidade. Jesus veio para confirmar e aperfeiçoar esses ensinamentos.
Maria é a Arca da Nova e Eterna Aliança, que significa sempre, sem começo e sem fim, é sempre presente, sempre atual em todos os tempos.
Maria é a Arca da Nova e Eterna Aliança. Através dela o Verbo se fez Carne, por isso é Co-Redentora. "E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós"( Jo 1,14); podemos proclamar: "O Verbo se fez carne e habitou em Maria". 
 Maria é Rainha
 
"Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Sua Palavra". Essas foram as palavras de Maria no momento da Anunciação. Maria ouviu a mensagem do Anjo Gabriel, meditou, refletiu e deu seu "fiat".
Maria é “Rainha”, porque é a mais perfeita criatura saída das mãos de Deus.
Concebida sem a mancha do pecado original, Maria é pois “Imaculada”, isto é, sem “máculas”.
Maria disse seu “Sim” à Encarnação  de Cristo Jesus, numa situação em que poderia facilmente ser acusada de “infiel” a seu marido e, nessa condição, ser levada a um tribunal, e condenada à morte por apedrejamento.
Sua coragem, e sua total obediência a Deus-Pai, garantiu-lhe um lugar todo particular na História da Salvação. Por esse motivo, Maria é sem sombra de dúvida uma grande Rainha!
Por ter sido serva, foi exaltada Rainha. Maria é proclamada Rainha dos Anjos, da Paz, do Rosário, do Céu e da Terra, Rainha dos Patriarcas, dos Apóstolos, dos Profetas e de todos os Santos. 
 Maria é Intercessora
Os Evangelhos relatam o poder intercessor de Maria. Em Jo 2, 1-11, podemos ver como aconteceu o primeiro milagre de Jesus, em Caná da Galiléia, durante uma festa de casamento, que foi assim: Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "Eles já não têm vinho". Respondeu-lhe Jesus: "Mulher, isso nos compete a nós? Minha hora ainda não chegou." Disse então sua mãe aos serventes: "Fazei tudo o que ele vos disser." Ora achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordenou-lhes: "Enchei as talhas de água." Eles encheram-nas até em cima. Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes." E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo donde era, (se bem o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o esposo e disse-lhe: "É costume servir primeiro o vinho bom, e depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas, tu guardaste o vinho melhor até agora."
Esse trecho do Evangelho de São João merece nossa atenção especial, pois relata um fato corriqueiro, que não diz respeito à Salvação eterna das almas; e no entanto, não passa desapercebido por Maria. Veja quanto carinho, quanta delicadeza da parte dela. Repare o quanto Maria se preocupa com os detalhes, com as minúcias, o quanto ela está atenta! Por isso, é nossa grande Intercessora junto a Deus. Como Mãe cuidadosa que é está sempre pronta a dizer a seu Filho, Jesus, qual o vinho que nos falta, seja ele qual for. Nos momentos difíceis, na falta de saúde, na dificuldade financeira, na resolução de algum problema, em um projeto, diga a Maria qual o vinho que lhe falta.
Por tudo que conhecemos desta grande Serva de Deus, pode-se chamá-la de:
Virgem Poderosa, Mãe do Bom Conselho, Saúde dos Enfermos, Consoladora dos Aflitos, Auxílio dos Cristãos, Refúgio dos Pecadores, Perpétuo Socorro, Porta do Céu, Medianeira de Todas as Graças …e tantos e tantos outros títulos.
  Santa Maria, Mãe de Deus
Os merecimentos dados a Maria ultrapassam os de todos os Anjos e Santos juntos, porque Deus dá a cada um a graça que corresponde a sua missão neste mundo e Maria, desde a eternidade havia sido escolhida para ser Mãe do Salvador.
Em Lucas, 1,28-35, encontramos a descrição desta verdade: Entrando o anjo, disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó; e o seu reino não terá fim." Maria perguntou ao anjo: "Como se fará isso, pois não conheço homem?" Respondeu-lhe o anjo: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus."
Maria ouve, medita, faz perguntas a fim de esclarecer suas dúvidas, e confiante no poder de Deus, aceita a missão que lhe fora confiada.
O que significa isso para nós? Esse trecho das Escrituras é importantíssimo e merece reflexão especial. 
Em primeiro lugar, também nós fomos chamados a uma missão concreta, e recebemos de Deus as graças necessárias para realizá-la. Porém, não devemos esquecer que Deus nos fez livres para aceitar ou não a missão que nos foi confiada.
Maria era orante, piedosa, conhecia as Escrituras e como muitas jovens de sua época, também esperava a vinda do Messias, e ela havia sido a escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus e aceitou sua missão. Cabe aqui outro porém: se não formos orantes, se não buscamos conhecer a Deus, como saber a que missão fomos chamados? É preciso, além de orar, saber calar em oração, a fim de ouvir a voz do Senhor, saber como Ele quer direcionar nossas vidas. Nosso grande mal é falar demais e não ouvir a resposta da oração, e ainda primeiro traçarmos nossos planos e depois o apresentarmos a Deus, quando na realidade deveríamos fazer o inverso; primeiro consultar o Senhor e depois colocar em prática o que nos foi inspirado.
Outro fato interessante: muitas vezes pensamos que quando há uma interferência divina, algo de muito extraordinário deve acompanhar esta manifestação, e não é assim. Deus é simples e age na simplicidade. No nascimento de Maria não houve nada de extraordinário. Os Evangelhos nada dizem, mas Maria deve ter nascido na Galiléia, na cidade de Nazaré, e naquele dia nada se revelou aos homens.
Com freqüência as coisas importantes de Deus passam desapercebidas aos olhos dos homens.
Maria teve uma vida normal com seus pais Ana e Joaquim.
Todo o povo de Israel esperava aquela que seria a Mãe do Messias, esperava a donzela prometida nas Escrituras e não sabia que ela já existia.
Externamente, nada diferenciava Maria das outras jovens. O que havia em Maria era uma maturidade plena, proporcional a sua idade. E essa vida tão cheia de normalidade ensina-nos a agir de tal maneira que saibamos nos ocupar das nossas tarefas diárias sempre com os olhos fitos em Deus.
Este é o segredo de Maria! Ela conhecia as Escrituras, era uma jovem orante e com isto conhecia a Deus.
E nós? Conhecemos as Escrituras? Somos pessoas orantes?
Maria tudo observava e meditava em seu coração.
E nós? Quando observamos algo é para criticar, comentar. Não sabemos calar nem mesmo em oração para ouvir a voz de Deus, ou então julgamos que Deus se revela somente a alguns privilegiados, nunca para nós. Esquecemos de parar para pensar que Deus está vivo, e tudo que vive, age, reage, se manifesta, revela-se, atua.
Imitar Nossa Senhora é aprender a dar valor às pequenas coisas do dia a dia; do amanhecer ao pôr do sol, tudo deve ser vivido e feito com amor e por amor a Deus. Isso atrai a misericórdia divina e aumenta continuamente a graça santificante.
Portanto: 
*que saibamos servir aos outros sem alarde
*que tudo o que fizermos, cada ato, cada gesto, seja na discrição, sem o desejo de aparecer, pois tudo em nós Deus vê e só a Ele importa que seja visto.
*que saibamos louvar e agradecer a Deus por tudo que nos acontece e ter certeza de que mesmo nas situações mais difíceis, Deus age, restaura; basta orar, confiar e esperar.
A vida de Maria foi uma constante oração. Ela esperava e confiava em Deus por isso ao pé da Cruz, vendo seu Filho ser crucificado, permaneceu em pé. Qual mãe suportaria passar por tudo o que passou Maria? Somente o amor a Deus, a fé e total confiança no poder do Altíssimo poderiam fazer de Maria uma mulher forte. E a confiança em Deus esteve sempre presente em seu coração. Maria não esmoreceu, esperou e viu Jesus Ressuscitar, viu a glória de Deus!
Jesus na Cruz, por intermédio do Apóstolo João, nos dá Maria por Mãe, Mãe de todos os homens, de todos os povos. João imediatamente levou Maria para casa dele. E você já levou Maria para casa?
Levar Maria para casa significa ter consciência de que ela está presente na rotina diária. Significa acolher Jesus e seus ensinamentos, significa recordar com ela os grandes momentos em que Jesus esteve neste mundo através dos mistérios do Rosário; significa orar, meditar, ouvir a voz de Deus. Levar Maria para casa e tê-la como Mãe significa deixar-se educar e ser conduzido por Ela. Tê-la sempre como exemplo nos leva a fazer da nossa vida uma perfeita oferenda ao Senhor.
Nossa Senhora, ao final de seus tempos aqui na terra, foi assunta ao céu em corpo e alma. Somente Jesus e Maria vivem no Paraíso em corpo e alma. Maria foi coroada pela Santíssima Trindade como Rainha dos Céus e da Terra, Rainha dos Anjos e dos Santos, Rainha dos Apóstolos, do Rosário, Rainha da Paz.
Ao receber a Comunhão, não esqueça que a genética de Maria está presente em Jesus, portanto, através da Sagrada Eucaristia, os traços de Maria ficam em nós.
Jesus, o Verbo de Deus se fez homem, habitou entre nós, submeteu-Se aos cuidados de Maria, colocou-se na condição de filho. Portanto, o verdadeiro Católico coloca-se no mesmo estado em que Jesus se colocou, ou seja, o estado de filho de Maria. Maria é educadora, pois é Mãe. Foi ela quem ensinou Jesus a andar, a falar, como se portar em comunidade, o respeito humano e o que poucas mães católicas fazem: ensinou lhe as Escrituras. 
 Maria, Mãe da Igreja
Depois da Ascensão de Jesus, Maria permaneceu junto aos Apóstolos, em oração, esperando com eles a vinda do Espírito Santo Paráclito, que daria início à Igreja de Cristo. Por haver experimentado plenamente o poder de Deus Trino, Nossa Senhora, naqueles tempos, certamente esteve encorajando os discípulos de seu Filho e ensinando-os sua fé, sua confiança inabaláveis em Deus. Maria é portanto, Mãe da Igreja. 
 Maria, Modelo do Cristão
Maria é o caminho que nos leva a Jesus. É nosso grande modelo de vida cristã, de santidade. Não é preciso fazer grandes coisas para ser santo, é preciso sim ouvir a voz de Deus, na simplicidade do dia a dia, dentro da vocação a que fomos chamados; sem fugir da rotina é que atingimos a santidade. Maria, a rainha de todos os santos, teve uma vida extremamente simples em seu lar em Nazaré, porém entregou-se completamente à vontade de Deus com seu fiat. Cumprindo as responsabilidades de esposa, mãe e cidadã, Maria tornou-se para nós um exemplo. O maior ensinamento que Maria nos deu foi a contemplação. Este é o segredo da santidade: diariamente olhar Jesus com amor, permitindo que o Senhor compartilhe conosco em nossa rotina diária. E Jesus amou tanto a humanidade que, além de habitar entre nós, fez-se alimento antes de voltar ao Pai. Na humildade do Pão, o Senhor nosso Deus permanece conosco diariamente até a sua segunda vinda. No silêncio dos Tabernáculos, lá está Jesus à espera de almas adoradoras; nas Hóstias consagradas o Senhor nos faz a amorosa súplica:" permite que Eu viva em ti".
Assim como Maria, dê ao Senhor o seu sim e espere Nele, você verá o quanto é fácil a vida em Cristo Jesus.

Igreja

Todo aquele que diz amar a Cristo, deve amar também a Igreja edificada por Ele. É nela que encontramos a Verdade, a Tradição e os Sacramentos deixados por Jesus. É a Igreja Católica que une todos os seguidores de Cristo Jesus.

"E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". (Mat16,18)

Igreja - Instituição

Deus, no seu plano de amor, quis se comunicar com a humanidade. Através de pessoas e acontecimentos Ele foi gradativamente revelando a Si mesmo (quem Ele é) e o seu plano para nós. Essa Revelação não visava só um conhecimento intelectual , mas também existencial, vivo : conhecer a Deus para entrar em comunhão (união íntima e real) com Ele. Essa comunhão deveria envolver também os homens entre si.

Por isso, Deus escolheu o povo de Israel para ser o Seu Povo no meio da humanidade . No seu meio realizou prodígios, sinais da sua benevolência. Por meio deste Povo, descendente de Abraão, o homem que por primeiro acreditou, a salvação chegaria a todos os povos da terra.Como um pai ou uma mãe que pouco a pouco ensina o seu filho, assim Deus fez com o povo de Israel. Através de Moisés, dos Juízes e dos Profetas, Ele formou, conduziu e instruiu o Seu Povo.

Tudo isso era a preparação para a sua plena Revelação: o momento em que não mais um mensageiro, mas o próprio Filho de Deus feito homem viria viver no meio dos homens. As promessas se tornariam realidade: toda a humanidade (e não mais um povo apenas), todas as pessoas (e não mais uma única raça), poderiam receber, em Jesus Cristo , o poder de se tornarem filhos de Deus.

Este Novo Povo de Deus é a Igreja (do grego «Ekklesía», que quer dizer «povo convocado»).

Muitos pensam na Igreja como um grupo social, de pessoas reunidas com determinada finalidade, como qualquer outro tipo de fenômeno associativo. Assim, uma comunidade cristã seria algo como um grupo de amigos, um clube ou uma associação beneficente. Tal visão às vezes se reflete na afirmação: «A Igreja somos nós!». Não é verdade! A Igreja somos nós convocados, reunidos por Cristo e unidos a Ele! Como? Por um vínculo, uma ligação espiritual, mas real: a vida da graça, que é a própria vida de Deus em nós . Vínculo espiritual que se traduz em estruturas e compromissos concretos. Quando entramos nesta comunhão? No momento do Batismo: pelo poder de Deus , através do sinal da água e das palavras transmitidas pelo próprio Cristo, nós somos regenerados ( isto é, gerados de novo), nascemos para esta vida que nunca mais terá fim.

E assim, podemos dizer com o Apóstolo Paulo , «já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim»! Sim: Cristo vive na sua Igreja! Em nós e através de nós vai se realizando no mundo o plano de Salvação: pelo anúncio da Palavra de Deus, pela celebração dos Sacramentos que tornam presente e realizam a salvação, pelo testemunho de vida e pela ação de cada um de nós.Em nós e através de todos nós unidos num mesmo Corpo, que é a Igreja, unidos à cabeça desse Corpo que é Cristo, que nos conduz através dos Apóstolos e de seus sucessores (os Bispos em comunhão com o Papa, sucessor de Pedro). Em nós e através de nós: mas sempre pelo poder do Espírito de Deus.

Assim, a Igreja tem como Cabeça Cristo, no coração dos seus filhos habita o Espírito Santo, tem como lei o Amor, sua missão é ser «sal da terra» e caminhar em direção ao Reino.

Autor: Pe. Roberto

E-mail: peroberto@religiaocatolica.com.br

Pedro - O 1º. Papa

Sabemos, pelo testemunho dos Apóstolos, que a Igreja de Cristo é “Una, Santa, Católica e Apostólica”.

Ela nasceu no dia de “Pentecostes”, quando o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos como “Línguas de Fogo”(Atos 2,1 ss).

Assim os Apóstolos receberam os dons do Espírito, os dons de Deus. Pode-se dizer que a partir desse momento nasceu a Igreja de Cristo.

Todos os Apóstolos presentes são, portanto, os “Príncipes da Igreja”, isto é, os primeiros Bispos.

De todos, entretanto, Pedro era o primeiro, o principal, o “Chefe do Colégio dos Apóstolos”.

O próprio Cristo assim o quis, como vemos nas seguintes passagens evangélicas: “E Eu te declaro, tu és Pedro (que significa pedra) e sobre essa pedra edificarei minha Igreja” (Mt 13,18).

Mais adiante, no Evangelho de Lucas, Cristo diz: “Simão Pedro, eis que satanás vos reclamou para Vos peneirar como o trigo. Mas Eu roguei ao Pai para que a tua confiança não se desfaleça. E tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,31).

Pedro foi colocado, portanto, como o “Príncipe dos Apóstolos”.

Nessa condição, Pedro foi o primeiro Bispo da cidade de Antioquia, que ficava onde hoje é a Turquia. Mais tarde, foi Bispo de Roma por aproximadamente 32 anos. Pedro foi, portanto, o primeiro Papa, pois Roma era considerada a cidade mais importante da época.

Pedro, como dissemos, ficou 32 anos à frente da Igreja, como Bispo de Roma e primeiro Papa. No ano 67 de nossa era, foi martirizado juntamente com Paulo, na mesma cidade, pelo imperador Nero.

Sua sepultura e seus restos mortais encontram-se exatamente abaixo do altar-mor da Basílica de São Pedro, em Roma.

São Pedro é chamado de “Pai da Igreja visível” por ter sido o primeiro Papa da História da Igreja.

Autor: Ivan Rojas

E-mail: ivan@religiaocatolica.com.br