JURA EM PROSA E VERSO

POESIAS e trovas populares

MEDO

I

Ouve o grande silencio destas horas! 

Há quanto tempo não dizemos nada ... 

Tens no sorriso uma expressão magoada, 

tens lágrimas nos olhos, e não choras!

II

As tuas mãos nas minhas mãos demoras 

numa eloqüência muda, apaixonada ... 

Se o meu sombrio olhar de amargurada 

procura o teu, sucumbes e descoras ...

III

O momento mais triste de uma vida 

é o momento fatal da despedida, 

- Vê como o medo cresce em mim, latente ...

IV

 

Que assustadora, enorme sombra escura! 

Eis afinal, amor, toda a tortura: 

- vejo-te ainda, e já te sinto ausente!