JURA EM PROSA E VERSO

POESIAS E TROVAS POPULARES

Janelas da Alma (Plínio Sgarbi)

Palavras o vento leva,

Sorrisos o tempo apaga,

Promessas se vão com a maré,

A boca fala, cala,

Fala de novo,

Mas será que tudo vem do coração?

Sei não?

Muitas vezes, mesmo sem querer mentir,

Falamos aquilo que gostaríamos de sentir...

Porém no rosto,

Temos janelas iluminadas,

Que queiramos ou não,

Denunciam a mais leve,

A mais profunda emoção.

Janelas que desnudam nossos sentimentos,

Que nos traem revelando

Mesmo aquilo que teimamos esconder.

São janelas sem cortinas, sem black-out,

Sem persianas,

Janelas que trazem o mundo para dentro de nós

E que em troca expõe o nosso mundo

Para todo mundo ver.

Janelas da alma,

São os nossos olhos,

Documentos lavrados no cartório do coração,

Reconhecidamente fiéis aos nossos sonhos

E desejos.

Palavras se vão...

Promessas são vãs...

Mas o brilho dos olhos nossos,

Não se irão nunca...