JURA EM PROSA E VERSO

POESIAS E TROVAS POPULARES

INÊS DE CASTRO (Armando Sousa)

Inês de Castro

Criada Rainha



Séculos atrás, a sete de Janeiro de 1325 nasceu Inês
Não era de sangue Real, filha de homem sério e mais linda
Companhia da esposa destinada ao príncipe Português
O amor nasceu do destino 1340 Inês muito jovem ainda
D. Pedro I não amava a esposa Constância a ele destinada
Não tinha beleza e de saúde fraca, arruinada
Passava dias a cortejar a Inês, seu amor e sua criada
Um dia no rio Mondego de barco com a Inês o passear
Ouviram as lavadeiras falando deles com língua destravada
D. Pedro via em Inês seu grande amor, seu altar
Ordenou que as lavadeira lhe fosse a língua cortada
1349 a esposa Constância morreu
Deixando D. Fernando como herdeiro
Mas o amor entre D. Pedro e Inês floresceu
Então o rei mandou assassinar Inês no Mosteiro
D. Pedro ao saber da morte da amada ficou desvairado
Procurou saber quem foram os de tanta malvadez
Quem tinha sua amada apunhalado
D. Pedro lhe arrancou o coração com as mãos
E jurou de muito mais Inês ser vingada
Seu pai morreu, D. Pedro senhor do trono de Portugal
Mandou Que Inês fosse desenterrada
Coroa Rainha num gesto de amor sem igual
Mandou que os nobres jurassem vassalagem
Secretamente tinha casado, Inês era a rainha de Portugal
Mandou ser sepultado lado a lado com a mulher que amou
Esta história de amor por todo o mundo é contada
Um rei que amou a criada como o mel
E ficou para sempre o nome de D. Pedro o Cruel

Por Armando Sousa
Retirado da História