JURA EM PROSA E VERSO

POESIAS E TROVAS POPULARES

Ato de Caridade

Que eu faça o bem, e de tal modo o faça,

Que ninguém saiba o quanto me custou.

- Mãe, espero de ti mais esta graça:

- Que eu seja bom sem parecer que o sou.

 

Que o pouco que me dês me satisfaça;

E se, do pouco mesmo, algum sobrou,

Que eu leve esta migalha aonde a desgraça,

Inesperadamente, penetrou.

 

Que a minha mesa, a mais, tenha um talher,

Que seja, minha Mãe, Senhora nossa,

Para o pobre faminto que vier.

 

Que eu transponha tropeços e embaraços:

- Que eu não coma sozinho o pão que possa

Ser partido por mim em dois pedaços.

(Autor: Djalma Andrade )