JURA EM PROSA E VERSO

 

 

MINHAS REFLEXÕES

 

 

 

PAIS E FILHOS – PREVENIR OU REMEDIAR

 

(Delba Fernandes Santos e José Jurandi Brito dos Santos)

 

 

Hoje, antes de levantarmos da cama para enfrentar nosso dia de trabalho, conversamos a respeito dos nossos filhos. Nossa reflexão e troca de idéias recaiu sobre o tema “Pais e filhos  - Prevenir ou remediar”.

Esse tema, que parece pacífico, quando examinado com cuidado, nos desperta para algumas análises de comportamento:

- Para prevenir, há a necessidade de se impor regras e limites. Só se consegue impor regras e limites, utilizando a autoridade paterna natural. Porém autoridade deve ser algo para ser usada com parcimônia. É preciso ter cuidado, pois o mau uso da autoridade pode conduzir os pais, até mesmo de modo inconsciente, ao autoritarismo, ao controle exagerado e a outras formas de violência.

- Já para remediar é necessário que o desvio do comportamento, ou o comportamento desregrado já esteja acontecendo. Remediar é aplicar o remédio, após o fato acontecido, na tentativa de corrigir uma distorção, ou pelo menos, atenuar os seus efeitos.

Acredito que para os pais, não existe a escolha prevenir ou remediar. Para os pais as duas ações precisam ser aplicadas: Prevenir sempre e também remediar quando necessário.

A prevenção é indispensável. Para fazê-la é aconselhável o uso do diálogo constante, na linguagem da faixa etária de cada filho. No lugar do longo discurso de aconselhamento, que às vezes constrange os filhos, prejudicando sua absorção, deve-se usar e abusar do amor fraternal, do carinho, do aconchego, e dentro de cada frase carinhosa injetar o aconselhamento, a informação sobre os perigos, a indicação do comportamento correto. Essa providência, aliada ao exemplo de honestidade, moralidade, civilidade e justiça abastecerão os filhos do combustível necessário para que eles se fortifiquem e se imunizem contra as ações que a sociedade considera anormais, inconvenientes, perigosas ou ilegais.

Mas... Nós pais, como seres humanos, não somos perfeitos. E também não podemos exigir essa perfeição nos filhos. Quando, apesar da prevenção, acontecerem desvios, devemos com cordialidade e bondade corrigir suas faltas, defendendo-os e amparando-os, ou seja, remediar a situação, tudo fazendo para corrigir o rumo, colocando-os novamente no caminho certo.

Ser pai, ser mãe, não é tarefa fácil, nem simples. É por isso que a paternidade irresponsável deve ser ação cada vez mais discutida e desaconselhada pela sociedade. É necessário, para ser pai, ser mãe, o conhecimento dos direitos e deveres dos pais e dos filhos, uma reflexão profunda sobre as atitudes dos seus pais, dos seus avôs, para que se possa assumir tão nobre decisão. Cada geração precisa ser melhor que a anterior, corrigir e aperfeiçoar o modelo social passado, tornando o convívio com os filhos, algo cada vez mais agradável, fraterno, amoroso e eficiente. É necessário, sim, que os pais tenham  maturidade a fim de poderem conduzir  e  orientar os filhos, assim como prevenir e remediar suas atitudes.