JURA EM PROSA E VERSO

MINHAS REFLEXÕES (Ou reflexões do Jurandi)

MINHAS REFLEXÕES SOBRE JESUS CRISTO E O CRISTIANISMO

 

 

Quem já leu outras reflexões minhas ligadas à religião, já sabe que eu acredito em Deus, não como sendo uma pessoa com ultra poderes, milagroso. Não é, ao meu ver, uma pessoa, um ente fantástico, com características humanas, com amigos e inimigos, com combate do bem e do mal, que protege um determinado povo em detrimento de outro, que viola as leis naturais ora em benefício de uns, ora em malefício de outros, e sim, uma FORÇA. Força e poder inexplicáveis, de origem impossível de ser historiada por nós humanos.

Essa força, que podemos dar o nome que desejar, eu, por exemplo, chamo de Deus, ou de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, é a criadora e gerenciadora de tudo o que existiu, existe e existirá. Está presente dentro do mais minúsculo átomo dando movimento, coesão e harmonia aos seus componentes, para que desempenhem bem seu papel, assim como está firme nos confins do Universo, dirigindo a ação dos Astros, desde os menores aos maiores, sendo o responsável pela harmonia reinante em toda a natureza. Dirige com maestria a evolução constante e ininterrupta de todo o Universo, de tudo  existe. Assim sendo Deus está em mim, no interior de minhas células, de meus órgãos, de minha mente, assim como está em todos os homens deste planeta e também no interior de todos os animados ou inanimados deste como de outros planetas.

Deus, o Grande Arquiteto do Universo não sofre oposição alguma, é onisciente, onipresente e único.

Esse, para mim, é Deus e é bom que isso fique claro antes de iniciar minhas reflexões sobre Jesus Cristo e sobre o Cristianismo.

Tenho lido muito sobre Jesus Cristo.

Mas... não a leitura recomendada pelos religiosos, para quem um livro só é suficiente para alimentar a sua fé. Principalmente um livro que é rotulado de "A PALAVRA DE DEUS" e com esse rótulo é tido como a única fonte da verdade, e não pode ser contradito nunca. Se o cristão não entender algo, por não ser racional, ser até impossível de se admitir, então ele DEVE APELAR PARA A FÉ, TEM DE ACREDITAR ASSIM MESMO, pois tudo o que é contido no Livro "É A PALAVRA DE DEUS", é dogma indiscutível, e ponto final.

Minha pesquisa sobre Jesus Cristo é bem mais ampla. Além da Bíblia, principalmente o Novo Testamento, já lí também o ALCORÃO, que é o Livro Sagrado dos Mulçumanos. E parti em busca de outras fontes de informações, como obras de pesquisa como "JESUS CRISTO DOS 13 AOS 30 ANOS, de Francisco Klors Werneck"", "OS ANOS OCULTOS DE JESUS, de Elizabeth Clare Prophet", assisti a programas televisivos de canais fechados como National Geográfic sobre o tema, reassisti e reli, com atenção crítica redobrada a filmes e livros épicos históricos diversos como BEN HUR,  O MANTO SAGRADO, de LLoyde C. Douglas, QUO VADIS, de Sienkiewicz, e vários outros. Também obras mais atuais, como os livros de Dan Brown, Martin Lunn e John Sack e os filmes " A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO" e "A PAIXÃO DE CRISTO,  de Mel Gibson".

Alguém poderá perguntar: Romance? Romance não é, quase sempre, obra de ficção, situações criadas pela imaginação do autor? Qual é o valor histórico disso?

Eu respondo que o autor, para desenvolver um argumento histórico sério, da natureza dessas obras que citei, certamente teve que dedicar-se anos a fio a pesquisas da melhor qualidade, isentas de fanatismo religioso, totalmente desprovidas dos freios que a fé impõe. É aí que, a meu ver, reside o valor histórico dessas obras. Ao dar vida à sua história e aos seus personagens, ao desenvolver a teia de situações e intrigas imaginadas pelo autor, ele tem que ser coerente com a história, com os usos, costumes e fatos reais acontecidos naquela época. Só assim seu trabalho terá valor e será reconhecido como uma grande obra literária.

Foi assim pensando que li essas obras, assisti ou reassisti a filmes e programas televisivos que de alguma maneira, em algum ponto da história aparecesse Jesus Cristo, o Cristianismo, fatos da sua história, ou a análise atual de alguns desses fatos. Na Internet também encontrei alguns textos de pesquisas, interessantes, sobre o tema.

Tudo que li, incluindo os Livros Sagrados e suas incoerências, superstições, situações absurdas e ilógicas que agridem minha inteligência, cheguei à seguinte conclusão, que é pessoal, pode não ser correta, pode ser aperfeiçoada, modificada, revogada, etc... mas é o que eu acredito hoje. Reconheço que sou um ser em constante evolução e aprendizagem. Tenho que estar livre e aberto a novas informações, novos argumentos, desde que coerentes e lógicos. Repito o filósofo que disse:  "- SÓ SEI QUE NADA SEI".!

Este texto pode até dar o que pensar a alguém, mas não tem a finalidade de convencer, nem de converter pessoa alguma a minhas teorias e convicções que, repito, são pessoais.

Tudo que li e assisti me leva a crer que Jesus Cristo foi uma criança de família humilde, mas de alguma maneira precocemente dotado de inteligência superior. Por isso foi notado por pessoas importantes que o retiraram da sua família, entre 12 e 30 anos (período que os Livros Sagrados não contam), e o levaram para outras terras longínquas (Falam em mosteiros no Egito e Tibet) para aperfeiçoar-se em ciências como a medicina, a história, retórica (oratória e dialética), a sociologia e a filosofia. Já encontrei obra de pesquisa onde é assegurada que no Egito e no Tibet, são encontrados registros da passagem de Jesus Cristo, tanto no período oculto da sua vida, como também, por muitos anos, após sua crucificação e a declaração oficial da sua morte.

Completados seus estudos, com o exemplo de vida simples dos mosteiros onde tudo é partilhado, o governo é exercido com base no amor, no perdão e não valorização dos bens materiais, Jesus Cristo deixou seus centros de estudo e retornou à sua terra. Seu jeito pessoal simples, humilde, pacifista e visionário ( que nos faz lembrar a história do nosso Antonio Conselheiro no sertão do nordeste brasileiro), iniciou a pregar o amor, o bem, a paz, o desapego dos bens materiais e às riquezas pessoais.

Sendo um homem que, de fato, vivia o que pregava, logo conquistou com o poder da sua palavra e do seu exemplo, várias pessoas que concordavam plenamente com ele, e o seguiam.

A visão de um mundo sem guerras, sem injustiças, sem a usura e a prepotência dos ricos, sem governos cruéis, tiranos e desprovidos de humanidade, sem fome, tudo isso constituía a palavra de ordem de Jesus e essa era a nova ORDEM MUNDIAL que ele pregava e ensinava.

Por onde andava acredito que além de pregar suas idéias ele utilizava seus conhecimentos de medicina, aprendido ao longo de vários anos com seus sábios mestres, para tratar gratuitamente, (talvez com ervas, de maneira natural, ou incluindo massagens em alguns casos, ou tratamentos de medicina desconhecidos por nós, que não fazem parte da nossa cultura), as pessoas doentes que encontrava pelo caminho. Seu tratamento perfeito, sua orientação às famílias no trato com os doentes, quase sempre dava resultado e várias pessoas doentes foram curadas pela sua ação. Sua fama de curador cresceu e deu maior vigor e credibilidade a sua pregação. Passou a ser seguido por centenas de pessoas, algumas das quais já dedicavam as suas vidas ao aprendizado com tão excelente mestre. Sua pregação era séria, limpa, pacífica e ordeira. Não consta que em algum momento Jesus Cristo tenha insuflado o povo a qualquer revolta, ou tenha mostrado ambição quanto a conquistar poder político. Apenas desejava ver o povo com outros costumes mais justos, solidários e humanos.

Porém, mesmo assim, é claro que tal ação tinha que incomodar os poderosos da época. Era pura ingenuidade não imaginar uma reação violenta dos poderosos, e nessa ingenuidade reside a derrota de Jesus. Não houve um planejamento estratégico que visasse, de algum modo, a aproximação com os poderosos, com os governos, com os religiosos, com os militares. Jesus só dirigiu seus ensinamentos ao povo humilde e sofrido, sendo pouquíssimas as exceções.

Ora, o povo não tinha, como nunca teve, não tem, nem terá poder político algum. Pode até ser usado como massa de manobra de alguns, em alguns casos, que valorizam  insatisfações gerais, insuflam o povo, que  então vai para as ruas, protesta, fica forte, pensa que reage, e até derruba governos, mas tão logo o novo governo se instala ele volta a ser povo, sem voz e sem vez.

Era assim o povo da época de Jesus, como continua a ser o povo de hoje.

Por isso os Governantes, Religiosos, e os ricos, sabendo da pregação de Jesus, ficaram apreensivos e viram o perigo da turba (o povo junto, quando não está aplaudindo, é sempre turba) de repente evoluir para protestos generalizados contra as injustiças e culminarem com uma revolta. Jesus passou a ser seguido por agentes infiltrados, do mesmo jeito que hoje acontece nas manifestações de vulto, e os relatórios desses agentes aconselharam que se pusesse fim à grave ameaça.

Jesus então foi preso, julgado, condenado e crucificado.

Notem que Jesus esteve sozinho em todas as etapas do seu padecimento. Nenhum dos seus adeptos, nem mesmo seus seguidores mais fieis e próximos, compareceu para depor a seu favor, ou para protestar contra a injustiça que era sua prisão e seu julgamento, vez que ele só pregava a paz, a solidariedade, o amor. Nenhum dos seguidores teve fé suficiente para apresentar-se voluntariamente como seu seguidor e morrer com ele. TODOS FUGIRAM COVARDEMENTE deixando Jesus Cristo sozinho para morrer na cruz. Essa é a minha verdade sobre a prisão, julgamento, condenação e crucificação de Jesus Cristo.

Considerando este desfecho, chego à conclusão de que Jesus Cristo foi, de fato, um grande perdedor. O maior perdedor da história, em todos os tempos. Perdeu tudo, até perderia a sua vida se não fosse a ação de um pequeno grupo que, após sua crucificação, subornaram os Guardas que o declararam morto oficialmente, retiraram Jesus da cruz, quando na verdade, estava apenas desmaiado em virtude da grande perda de sangue e do sofrimento. Retiraram-se com ele, colocaram-no numa gruta a título de sepulcro, após terem dado os primeiros socorros e feito os primeiros curativos em seus ferimentos. À noite, esse mesmo grupo transladou Jesus para local ignorado onde passou a receber tratamento no mais absoluto sigilo, e a se recuperar.

Alguns dias depois, (dizem que foram cerca de 40 dias), já bem melhor, Jesus pode ter reaparecido secretamente a alguns discípulos, dando origem a espantosa lenda da RESSURREIÇÃO. Mas é claro que Jesus não podia nem pensar em restabelecer sua jornada de pregação, pois se o prendessem de novo, certamente não teria a sorte de ser salvo.

Após conversar com os seguidores mais constantes (embora infiéis e traidores), Jesus desapareceu, tendo sido mandado secretamente para os mesmos locais onde obteve a sua formação, na juventude. Dizem historiadores que documentos em mosteiros, no Tibet, comprovam sua estadia por esses locais e até atestam sua morte, muitos anos depois, já bem idoso.

BEM... A MINHA HISTÓRIA DA VIDA DE JESUS É ESTA, E ACABA AQUI.

MAS... E OS COVARDES QUE FICARAM?

Os covardes que ficaram se restabeleceram, aos poucos, continuando a divulgar, agora secretamente, os ensinamentos de Jesus. Com o passar do tempo, e dos anos, dividiram-se as lideranças mais esclarecidas e ampliaram a área de atuação, sempre sob o mais rigoroso segredo. Resolveram chamar seu movimento de CRISTIANISMO e seus seguidores secretos de CRISTÃOS. Estabeleceu-se o início do fanatismo religioso, que fazia os cristãos, principalmente o povo humilde devidamente catequizado, ao serem detidos, não renegarem a sua fé.

Neste tempo houve perseguições, a fé dos cristãos foi proibida sob pena de morte, grupos de cristãos foram encontrados e trucidados das formas mais cruéis possíveis, como devorados por leões em arenas, ou circos, como eram chamados os locais público de diversões , na época,  crucificados, ou passados na espada. É bastante possível que vários desses eventos macabros e sangrentos tenha ocorrido, e centenas de cristãos tenham sido imolados.

A cada investida, a cada sacrifício de cristãos porém, o movimento se solidificava secretamente e ampliava ainda mais sua área de ação.

Vários anos, talvez décadas se passaram, até que os líderes do movimento resolveram se reunir para padronizar seus ensinamentos aos fieis.

Aí declararam oficialmente o CRISTIANISMO como uma Religião.

Reescreveram a história do nascimento, da vida, da morte, e da ressurreição  do Mestre, transformando-o em filho de Deus. Não faltaram os falsos testemunhos de curas, de situações vividas pelo pregador, recontadas de modo fantástico e sobrenatural. A definição cristã de Deus como ser sobrenatural que já existia em escritos religiosos mais antigos foi mantida. A definição do bem e do mal, que devia ter sido buscada no homem, foi cristalizada como sendo em Deus o bem, e o mal no seu fantástico oponente, chamado diabo,(Satanás, Lúcifer, ou como queiram chamar). Os princípios básicos da antiga religião dos judeus foram conservados.  Uma parafernália de seres fantásticos (os Anjos, sejam os bons como os maus, e mais tarde os Santos) foi inventada para servir de auxiliares no ensinamento dos valores religiosos. Muito mais tarde seria criada da imaginação fértil dos líderes religiosos a história de Maria, para dar maior sustentação ao dogma absurdo do nascimento virginal de Jesus, que ainda hoje é sustentado por várias correntes do Cristianismo. A idéia de IGREJA como local de reunião. A preocupação com alimentar a fé de pessoas ricas e poderosas, tornando-os fanáticos, para conseguir polpudas doações de bens materiais, iniciando assim o acúmulo fantástico da fabulosa riqueza que hoje ostentam, a conversão de reis e outros dirigentes, misturando religião e política em vários países, tudo isso, pelo que posso deduzir,  se iniciou nessa época em que o movimento denominado CRISTIANISMO foi declarado como religião, estabelecida sua hierarquia, organizada sua administração.

E o que é pior: Transformaram todas as histórias fantásticas sobre Jesus  em Livro, " A PALAVRA DE DEUS",  em dogmas, artigos de fé, que não podem ser discutidos nem contestados, hoje sob pena de o contestador ser considerado herege, mas durante muito tempo sob pena de perder a vida, ser literalmente assassinado pelos religiosos do momento, procedimento totalmente contrário aos ensinamentos originais de Jesus.

O povo (olha o povo outra vez), usado como massa de manobra dos religiosos do Cristianismo, foi usado até para fazer guerras, denominadas guerras santas (ALGUMA GUERRA PODE SER SANTA ?) para incutir seus princípios, a ferro e fogo, aos povos ainda não adeptos da nova religião, mas principalmente para roubar os bens materiais dos povos conquistados.

Tudo isso que estou narrando parece-se com a história da principal religião cristã que todos conhecemos e que deu origem a todas as outras, não acham? Mas... Esta minha narrativa ignora solenemente todos os grupos religiosos que hoje fazem o Cristianismo. Não desejo fazer alusão direta a nenhuma religião.

 

E ASSIM EU CHEGO AO FIM DESSAS REFLEXÕES SOBRE JESUS CRISTO E SOBRE O INÍCIO DO CRISTIANISMO NO MUNDO.

Caso a amigo deseje comentar, terei prazer em receber seu e mail: jurandi@juraemprosaeverso.com.br.

ATÉ A PRÓXIMA.