JURA EM PROSA E VERSO

MINHAS REFLEXÕES SOBRE A BUNDA

Considero-me um estudioso e pesquisador do corpo feminino. A mulher sempre foi um grande mistério, entende-la é tarefa impossível.

Mas... após muitos anos de observação contínua, analisando com profundidade cada parte do corpo feminino, cheguei a uma conclusão surpreendente, que desejo compartilhar com meus amigos. Não é para rir nem ficar corado. Não é minha intenção escrever uma peça de humor. Desejo refletir com seriedade sobre a conclusão a que cheguei, após anos de estudo e pesquisa.

A parte do corpo feminino  que mais se ressai, que mais revela a personalidade de uma mulher é a bunda.

Existem homens que preferem os peitos das mulheres. Estes não demonstram ter imaginação nem criatividade. Os peitos estão na frente, são ditadores cruéis, puxando a mulher, obrigando-a a avançar e oprimindo. Quase sempre são autoritários, exibicionistas, orgulhosos e vaidosos. Os peitos não revelam quem é a mulher.

Já a bunda, recatada, bem localizada atrás da mulher, observando-a, analisando-a, orientando-a, instruindo-a sobre como se comportar, é a parte mais nobre do corpo feminino.

Nas minhas pesquisas científicas examinei criteriosamente a mulher e sua bunda sob vários aspectos, como por exemplo, a forma, a consistência, a cor da pele, a personalidade, o molejo.

Meus estudos revelaram vários tipos de bunda, cada um deles diretamente ligados à personalidade da mulher. Mas aqui vamos analisar apenas os tipos mais comuns:

A bunda empinada e arrebitada faz a alegria de todos nós homens. É a bunda da festa, da dança, da voluptuosidade. É aquela que prende a atenção de todos. A mulher de bunda empinada e arrebitada nem precisa ser bonita para fazer sucesso, pois todos os olhares estarão hipnotizados o tempo todo na bunda, não tendo motivos para observarem outras partes. Não interessa se a mulher é branca, preta, morena, ruiva ou mulata, tendo a bunda empinada e arrebitada sempre será um sucesso. A mulher, é claro, será sempre jovem e precisará aproveitar ao máximo essa condição enquanto podem, pois quando ficarem velhas as pelancas não permitirão  mais manter a bunda nessa condição.

A rotunda, grandona, acumula sabedoria, esbanja conhecimento, é meiga e acolhedora. A mulher que tem a bunda desse tipo é destinada, principalmente aos trabalhos domésticos e a procriação. Terá certamente uma verdadeira ninhada filhos e os acolherá a todos com paciência, sabedoria e amor.

A chulada ou murcha faz a mulher empinar e estuchar o corpo, induz a mulher a ser estudiosa e se sobressair pela eficiência, onde ela estiver. Apesar de ter alguns milhões de neurônios a menos do que nós homens, mulheres de bunda chulada e murcha faz melhor uso de seus minguados neurônios, conseguem até ser cientistas e produzir grandes inventos.

A bunda estreita leva a mulher a cuidar do físico, fazendo exercícios que melhoram sua saúde física e mental, aumenta o tórax e os músculos dos braços e são as preferidas por alguns homens. Quando estão a sós entregam-se aos sonhos e aos devaneios. Mas ao enfrentarem o dia-a-dia se transformam e fazem uso da força física obtida com o sacrifício dos exercícios. São práticas e diretas em suas palavras, gestos e ações. Nesse grupo estão as atletas de todas as modalidades onde, sob a orientação suave e bondosa desse tipo de bunda, conseguem suplantar barreiras, competir com vigor e conquistar medalhas e glórias.

A bunda bem dividida, em duas partes exatamente iguais, ajudam no equilíbrio do corpo, agem sobre o cérebro e fazem a mulher tomar com coerência decisões importantes em sua vida. São perfeitas para as artes. A proporcionalidade perfeita da bunda influi para a criação em todas as áreas. São essas mulheres capazes de produzir peças de incrível beleza na música, na pintura, na escultura e até no teatro, cinema e televisão.

As bundas pontudas, tanto as pequenas quanto as grandes, acolhem mulheres más. As bruxas, as falsas, as perversas e as violentas estão nesse grupo. Uma bunda jamais deveria ter essa característica. São imperfeições que infelizmente acontecem.

As bundas muito baixas, desproporcionais em relação ao tamanho do corpo, são terríveis. Puxam e pressionam todo o corpo para baixo, provocando o desequilíbrio geral, sendo as responsáveis pela maioria das doenças que afetam essas mulheres. Daí elas serem irritadiças, de convívio difícil, com tendência para o isolamento, a angústia, a introspecção, a automedicação e até ao crime ou ao suicídio. Não se aproxime muito das mulheres de bunda muito baixas. Elas são perigosas.

As bundas velhas, de qualquer tipo, vivem do passado. Por isso toda mulher idosa vive das recordações dos seus melhores e piores dias, recordações essas inspiradas pela atual condição da sua bunda. Essas bundas passam despercebidas e nesses casos, nós homens,  desviamos nossas atenções para outras áreas e aí sim, percebemos nas mulheres idosas, a confiança, segurança e paz.

Aí vocês poderão perguntar: E a bunda masculina?

Meus leitores: A situação natural do homem, destinado desde a origem à nobreza, à dominação, à autoridade, à virilidade, não permite que a sua bunda seja comentada num simples resumo de um estudo, mesmo científico. Precisaríamos apresentar um verdadeiro tratado científico completo e complexo, com o resultado de análises criteriosas, desde a criação do planeta até os dias atuais. A história, a filosofia, a matemática, a retórica, a geometria, a medicina, o esoterismo que essa obra teria que analisar, tornaria esta apresentação muito longa e cansaria os leitores.

Por isso vamos ficar por aqui, com a bunda feminina, cuja agradável apreciação, acredito que obtenha a aprovação de todos.

Eis aí, meus amigos, de modo resumido, o resultado de muitos anos de pesquisa e trabalho árduo. Espero ter contribuído com a cultura geral de todos.

Viva a bunda feminina!

Muito obrigado.