JURA EM PROSA E VERSO

MINHAS REFLEXÕES

 

REFLEXÕES SOBRE A MINHA FÉ

AUTOR: José Jurandi Brito dos Santos

 

PRÓLOGO

Ao leitor:

Nada do que aqui escrevi é novidade, nem tem a pretensão de ser a verdade absoluta, pois a verdade está trancada na consciência de cada um.

  Apenas dispus-me a colocar no papel a minha interpretação pessoal a respeito da origem do nosso planeta e de tudo que nele existe, baseado no que entendi das diversas leituras que fiz, como autodidata e livre-pensador,  de trabalhos nascidos do estudo e meditação de grandes mestres, verdadeiras luzes da humanidade. Obras a que tive acesso  ao longo dos meus cinqüenta e cinco anos de vida. Trabalhos de    grandes cientistas que se dedicaram no passado, à pesquisa e a elaboração de teses científicas, na tentativa de elucidar os temas “Origem da Terra” e “Origem e Evolução da vida na Terra”, estudos estes realizados à luz da lógica, fugindo dos dogmas religiosos que transformam lendas encontradas em escritos antigos  “dito sagrados”, em Artigos de Fé, impondo aos fiéis interpretações dogmáticas, onde a fé se sobrepõe à razão.

 

No meu entender, tais dogmas, por serem impostos como verdades absolutas, imutáveis e que não admitem sequer qualquer tipo de discussão ou interpretação  diferente do catecismo religioso,  escravizam as mentes dos fiéis e  negam-lhes  o  direito de pesquisar outras fontes de conhecimento; acredito que esses dogmas não fazem bem à humanidade e ajudam às trevas que representam a ignorância.

 

DEUS, segundo os ensinamentos das religiões, é um ser  que possui  semelhanças com o homem,  porém com super e infinitos poderes. Tal concepção, a semelhança do homem com Deus,  de fato, agrada à maioria dos homens, que têm atração pelo sobrenatural, pelo milagroso, e que procura aí explicar tudo o que não consegue entender.

 

É bom esclarecer ao leitor a minha concepção de DEUS, o  GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, para que este trabalho não seja considerado como ateu ou ofensivo às religiões.

  CREIO EM DEUS1

  Creio na existência de uma força viva incriada, magnética, vibratória e superior, responsável pela manutenção do equilíbrio do Universo, desde o equilíbrio entre os astros no espaço celeste, até o equilíbrio entre as partes microscópicas do mais minúsculo átomo. Responsável pela transformação e aperfeiçoamento natural e contínuo de tudo o que existiu, existe ou existirá na natureza.

 

Já se disse que no Universo nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma. É a ação de Deus que garante a veracidade dessa afirmação.

 

Tudo o que já aconteceu ou que venha a acontecer no Universo se deve à ação natural , lógica e constante de Deus, o Grande Arquiteto do Universo!. Não à ação sobrenatural mágica e milagrosa descrita nas lendas religiosas, inexplicáveis à luz da ciência e da razão, confusas e incoerentes.  Deus é uma força absolutamente lógica; o atual nível de evolução e de conhecimento do homem é que não permite interpretar , entender e desvendar as Suas ações.

 

Para Deus o acaso não existe.

Quando algumas ações, descritas neste texto, parecerem obra do acaso, é que a nossa ignorância, advinda do nosso atual estágio de evolução, não nos permite ir além e detalhar com   minúcias o processo.

É este conceito de Deus que norteia e inspira este despretencioso trabalho.

  O PRINCÍPIO DE TUDO

  Antes, era uma enorme nebulosa.

Houve uma terrível explosão e esta nebulosa se desintegrou, dividindo-se em milhões de pedaços, de tamanhos os mais variados possíveis, os quais preencheram o espaço celeste.

 

Um destes pedaços, uma imensa bola de fogo, girando vertiginosa e incessantemente, submeteu-se às leis naturais de atração e repulsão, iniciando a convivência pacífica com as outras partes da nebulosa explodida, sendo atraído por uma pedaço maior, atraindo por sua vez outro pedaço menor e automaticamente estabelecendo um caminho, uma órbita, que o mantivesse afastado  dos demais, de tamanho semelhante ou maior.

 

Se o nosso sistema atual de contagem dos tempos fosse usado, os anos, nessa fase, seriam contados aos milhões. Tudo se passava com espantosa precisão e automação, indicando a ação de uma força poderosa e superior que a tudo coordenava.

 

Muito tempo se passou, provavelmente milhões ou até bilhões das unidades de tempo  que usamos atualmente, ou seja milhões ou bilhões de anos, até que aquele pedaço de nebulosa, terrivelmente quente, completamente hostil a qualquer das formas de vida

 que conhecemos, iniciasse o seu processo de resfriamento, formação da sua crosta e da sua atmosfera, transformando-se, pelo movimento pulsante constante, de uma grande bola de fogo em uma fonte de gases e depois numa mistura de gases e material sólido que originaram as águas e as rochas.

 

Aquele período por certo, era de constantes explosões atmosféricas e cataclismos fenomenais.

 

O resfriamento paulatino, a geração de gases, o aparecimento de material sólido e com ele o surgimento do átomo cheio de energia e movimento em seu interior, tudo isto transformava aquele pedaço de nebulosa numa poderosa fonte de energia.

 

  A  VIDA

  Num dado instante, uma centelha de uma destas explosões gerou uma força magnética que modificou a estrutura de um átomo qualquer, dando origem a uma célula, unidade microscópica com vida própria, capaz de se multiplicar e perpetuar por si mesmo. Era a primeira célula viva. Era o início da vida, cuja evolução teve como resultado o mundo de hoje.

 

Através do processo de auto divisão celular,  aquela célula inicial se duplicou, triplicou e multiplicou aos milhões, bilhões e até quase o infinito, dando início aos mecanismos de manutenção , perpetuação da vida e adaptação ao meio. Esses mecanismos foram cada vez mais melhorados e cada vez mais apropriados às condições inóspitas daquele pedaço de nebulosa, que daqui por diante chamaremos de Planeta e denominaremos de Terra.  Ainda eram estruturas unicelulares primitivas, existiam em quantidade quase infinita, eram assexuadas e se reproduziam através da auto divisão celular, vivendo em constante processo de aperfeiçoamento. Supriam suas necessidades orgânicas da água e do ar, que já abundavam no planeta.

 

Esses gases, assim como a água, advinham da fusão  de átomos de estruturas diferentes. Na crosta terrestre, até mesmo sob as grandes águas, as rochas se solidificavam , ficavam cada vez mais profundas, empurrando para o centro do planeta o material ainda incandescente. Essas rochas tomavam já  toda a superfície do planeta.

 

Quanto à vida, a reprodução através da auto divisão celular continuava em velocidade vertiginosa para compensar o período de vida de cada célula que era extremamente curto, talvez de apenas alguns segundos ou minutos.

 

A temperatura, que ainda era incrivelmente alta no planeta, nos leva a imaginar que este processo de formação da vida, em sua fase unicelular, tenha acontecido originalmente na água.

 

A luta, ainda inconsciente, pela sobrevivência num ambiente hostil, levou células semelhantes a se juntarem e homogeneizarem, formando estruturas vivas primitivas, já multicelulares ao invés de unicelulares, sem forma física definida, mas já inconscientemente trabalhando pela melhoria do ciclo fundamental – NASCIMENTO – VIDA – REPRODUÇÃO – MORTE.

 

  OS SERES VIVOS

  Na etapa seguinte, o contínuo aperfeiçoamento desta forma viva, culminou com a absorção e incorporação de outras células de composições diferentes, tornando esta forma viva cada vez mais complexa, cada vez mais individualizada.

 

Neste novo ser vivo aperfeiçoado, cada grupo de células já assumia função vital diferente; um grupo se destacava pela absorção e aproveitamento dos alimentos, outro pelo sistema excretor, outro pelo sistema reprodutor, e assim por diante, todos trabalhando em benefício da manutenção da vida do conjunto que já podemos chamar de ser vivo.

 

Este ser vivo complexo daria origem a todos os seres vivos do Planeta, como os animais e as plantas.

 

O processo de resfriamento do planeta continuava, como até hoje prossegue.

 

Como resultado desse resfriamento a crosta terrestre foi definindo o seu contorno, consolidando a forma das grandes águas e os acidentes geográficos naturais como elevações, planícies, planaltos e tantos outros.

 

Alguns seres vivos primitivos , animais e vegetais, já descritos anteriormente,  saíram das águas e adaptaram-se à vida terrestre; outros permaneceram nas águas. Alguns animais com o passar dos milênios ganharam meios de se locomoverem no ar. Esses seres vivos, animais e vegetais, distinguiam-se uns dos outros pela forma física e por características próprias.

 

Já eram formas de vida diferentes e variadas.

 

O aperfeiçoamento e a transformação das espécies era, como ainda é, uma atividade natural  espontânea e continua. A ação de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, a tudo regia como até hoje a tudo rege, com  precisão.

 

Acontece que o período da nossa vida, o nosso ciclo fundamental NASCIMENTO, VIDA, REPRODUÇÃO – MORTE, sempre foi muito curto ( na atual fase é em média, de menos de cem anos)  e o aperfeiçoamento das espécies se dá em períodos de milhares e até milhões de anos. Não há como percerbermos este lento e progressivo processo com os nossos sentidos; o desenvolvimento da linguagem escrita e do costume de deixarmos registros para análise das gerações futuras é coisa iniciada há muito pouco tempo (apenas vinte ou, no máximo,  trinta séculos atrás).  Daí não termos condições de perceber as mudanças acontecidas através das dezenas, centenas e milhares de milênios, nem mesmo através do estudo de documentos deixados por nossos antepassados.

 

Continuando a narrativa sobre o processo natural da evolução da vida, o contínuo aperfeiçoar resultou no aparecimento de milhares de espécies diferentes, cada uma perfeitamente adaptada ao seu meio.

 

A alimentação, que já não era mais apenas á água e o ar, obrigou a sofisticação dos diversos sistemas e aparelhos orgânicos internos dos corpos. O sistema de reprodução se aperfeiçoou e diferenciou-se em cada uma das espécies.

 

A predação natural estabeleceu-se.

 

Os animais dividiram-se em herbívoros e carnívoros, conforme sua alimentação.

 

Algumas espécies não acompanharam o ritmo do desenvolvimento da vida e estacionaram, encrudescendo num determinado estágio. Outras espécies até retroagiram e se tornaram perniciosos e maléficos às demais, como por exemplo algumas bactérias, germes e insetos nocivos à vida dos demais.

 

As espécies vegetais se multiplicaram cobriram toda a crosta terrestre espalhando-se também pelo fundo das grandes águas, transformando-se em rica e farta fonte de alimentação para as outras espécies .

 

A predação natural, que bem atesta a ação reguladora de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, inibia a superpopulação de uma espécie em detrimento das demais, estabelecendo de forma harmônica o equilíbrio da vida no Planeta.

 

As diversas espécies passaram naturalmente a viver em grupos homogêneos, devido a necessidade de segurança e controle das fontes de alimentação.

 

A crescente necessidade de locomoção tornou algumas espécies mais nômades. Desenvolveram-se órgãos que facilitavam e davam rapidez a esta locomoção.

 

A forma  de utilização destes órgãos de locomoção que passaremos a chamar de membros adaptava-se à forma do corpo, ao seu peso, ao local em que vivia e à sua necessidade e disposição em percorrer ou não grandes distâncias. Alguns passaram a se arrastar pelo chão, outros passaram a se deslocar mais graciosamente, os que tinham a capacidade de se deslocar no ar tornaram-se ainda mais perfeitos neste mister, os que permaneceram nas águas também sofreram aperfeiçoamentos tornando-os cada vez  mais  adaptados ao seu meio.

 

O objetivo de todos os seres era, como até ainda hoje é, garantir a continuidade da espécie através da garantia da alimentação, e da proteção contra seus predadores naturais.

 

Lembremos novamente ao leitor atento que toda mudança acontecia ao longo do tempo, contado sempre aos milhares ou milhões de anos. Até hoje o aperfeiçoamento das espécies acontece em tempo que o homem, por ter vida muito curta, não pode acompanhar.

 

O HOMEM

  Uma dessas espécies evoluiu mais rapidamente que as demais.

Adquiriu maior habilidade, agilidade e equilíbrio.

Esta maior mobilidade, aliada ao maior equilíbrio foi dando, pouco a pouco, a essa espécie, uma postura mais ereta e elegante, e permitiu-lhe utilizar apenas uma parte dos seus membros para a locomoção, destinando outros membros para segurar coisas, fabricar utensílios, e defender-se dos predadores.

Com isto a automação dos movimentos diminuiu e surgiu a capacidade do auto-controle de vários desses movimentos o que nos leva a imaginar um cérebro mais aperfeiçoado iniciando o processo de domínio sobre o corpo físico.

 

Nesta fase, com o despertar da inteligência , descobertas importantes, como o poder de lapidar pedras e madeiras para transforma-las em armas e ferramentas, o fogo, a alavanca, a caça e a pesca planejada, foram ações já desenvolvidas sob o comando da mente;   a ilteligência desse ser vivo levou à disputas pelas lideranças dos grupos, sempre vencidas pelos mais fortes e de  melhor coordenação mental, em conseqüência, levou também  a aceitação e a subordinação por partes dos componentes dos grupos ao líder. Estabeleceu-se o elo LIDERANÇA e LIDERADOS.

 

Em seguida houve a organização desses seres vivos inteligentes em sociedades primitivas, mas que a cada geração tornava-se menos primitiva e mais complexa.

 

Tudo o que foi narrado aqui faz parte do que eu acredito que pode ter acontecido, pela ação poderosa de uma força reguladora, a força de Deus, o Grande Arquiteto do Universo. 

Somos, ao que tudo indica, o produto mais bem acabado do Criador, resultado final da transformação daquela partícula da grande nebulosa explodida.

 

Esta é a nossa história.

A partir daí, fase a fase, etapa a etapa, aquela espécie de vida que tornou-se inteligente aprimorou-se ainda mais, aperfeiçoou-se a cada geração e nós aqui estamos para atestar este fato.

 

A presença de Deus é constante.

 

A vida continua, estamos hoje nesta fase atual, a única que conhecemos porque vivemos nela. Mas, podemos prever que o aperfeiçoamento constante de tudo, inclusive das espécies vivas, incluindo nós, continua e é meta do Todo-Poderoso.

 

No Universo tudo vibra, nada é estático. Tudo se transforma, e nós que nos consideramos o mais perfeito produto da criação universal, filhos desta força viva, vibrante e magnética, que é Deus, O Grande Arquiteto do Universo, continuamos a cumprir os Seus desígnios.

  Definição de DOGMA:

Artigo de fé indiscutível da igreja, isto é, regra filosófica pela qual a Igreja impõe e procura justificar certos pontos de sua crença, em que a fé se sobrepõe à razão.

 

  ALGUNS DOGMAS MAIS POLÊMICOS QUE SÓ A FÉ PODE EXPLICAR.  A RAZÃO NUNCA PODERIA:

O dogma da existência de Deus, na forma ensinada nos livros ditos sagrados.

O dogma da criação.

O dogma da trindade.

O dogma da transformação em verdade irrefutável e indiscutível, das diversas lendas bíblicas  sobre o nascimento, a vida, os milagres, a morte e a ressurreição de  Jesus Cristo.

A própria Bíblia.