JURA EM PROSA E VERSO

PEQUENOS CONTOS DO JURANDI

MEUS SONHOS

Eu, o Jura em Prosa e Verso, tenho sonhos esquisitos, alguns totalmente incoerentes e divorciados da realidade, incríveis mesmo. Resolvi relatar aqui, assim que acordar, esses sonhos/pesadelos, para que vocês se divirtam eles.

1. EU E O LEÃO - (Pesadelo na noite de 26/27 de janeiro de 2003)

Íamos, eu e Delba por uma vasta Planície quando avistamos, a uma média distância uma grande serra de pedra. No alto da serra tinha um enorme buraco, e nesse buraco vimos um leão. O leão andava de um lado para o outro.

Eu disse:

- Precisamos estar atentos àquele leão. Se olharmos para a pedra e não virmos o leão teremos que correr, um para cada lado,  para dificultar a procura do leão, pois certamente ele nos viu de lá de cima e estará atrás de nós,  para nos comer.

De repente, Delba olha para a serra e dá um grito, pois não vira mais o leão. Saímos em disparada pela planície, um para um lado, outro para o outro. Eu corri em direção a uma cerca que tinha uma cancela. Esperava atravessar a cancela e fechá-la antes que o leão chegasse. Mas ele já estava atrás de mim. Tão logo passei e fechei a cancela o leão bateu-se nela.

Mas o leão olhou para mim e disse:

- Vou quebrar essa porra toda e vou passar.

Eu então comecei a atirar coisas no leão. Pedras, pedaços de pau, o que encontrava. E ele apanhava do outro lado e jogava de volta em mim. De repente ele pegou um grande e pesado pedaço de madeira e disse:

-  É agora! Vou quebrar esta cerca toda!

Que medo!!!...

Delba me acordou, que eu estava gritando na cama, durante o sonho.

2. PROCURANDO O APARTAMENTO!!!

(Pesadelo, na noite de 05 para 06 de fevereiro de 2003)

Eu, o Sr Bento (Meu sogro), Delba (minha esposa) e meus filhos MAURI  e HIRAN, não sei porque, estávamos procurando, de noite, um endereço de apartamento. Parece que o apartamento era do Bento e ele tinha esquecido o endereço.  Entramos e saímos por diversos becos e ruas, subimos ladeiras e, ao chegar a uma praça, eu reuni todo mundo e disse:

- Vamos procurar uma pensão e dormir, pois já estamos todos cansados.

O Sr Bento protestou dizendo

- Nunca! Não temos hora para dormir esta noite! Eu quero encontrar o apartamento. Vamos continuar a procurar. Vamos nos dividir e ir cada um para um lado.

-Assim nós vamos nos perder! Temos que estar juntos, pois nesta cidade estranha nós não conhecemos nada.

Estávamos discutindo quando, não sei de onde nem como, apareceu uma grande boiada e ficamos cercados pelos bois. Corremos, por entre os bois, cada um mais feroz que o outro e achamos uma casinha. Eu fui mandando todos entrar na casinha e fiquei por último.

Foi então que um boi enorme, muito maior do que os outros, apareceu, olho para mim e arrastou um pé no chão. Eu corri desesperado em direção à porta, na esperança de entrar e fechá-la, mas o boi vinha atrás de mim... e a porta ficava mais longe, e eu corria mais, ... e o boi atrás, e a porta cada vez mais longe.

E...  nessa agonia, acordei assustado.

3.  OS MONSTROS (Pesadelo em 15/16 de fevereiro de 2003)

Eu estava num local mais alto, e olhava lá em baixo, vários seres que não tinham nenhuma semelhança com os do nosso planeta. Alguns eram enormes, outros pequenos, mas os aspectos pareciam daqueles seres horripilantes dos filmes de ficção científica, que vemos na televisão.

Num momento, dois deles começaram a brigar. Um enorme, cheio de tentáculos e garras e outro pequeno que tinha apenas uma boca grande.

Alguém, ao meu lado, que não sei identificar, disse:

- Aquele monstro enorme vai, com certeza, comer o outro.

Eu retruquei:

- Rapaz, aquele monstro pequeno é feroz e ardiloso. O resultado desta luta é incerto.

De repente, o pequeno deu um salto e abocanhou um dos tentáculos do grande, começando a chupá-lo. começou a crescer. De vez em quando, soltava e corria para um canto e lá ficava olhando. O outro ia ficando cada vez mais pálido e sem ação

Aí o pequeno voltava a carga, num salto abocanhava um tentáculo e sugava a vida do outro.

Nisto, eu já estava noutro local, procurando por uma enorme cobra, não sei porque.

Abriram uma enorme gaveta, de lá saiu deitada, minha mãe,  D. Berna, com a enorme cobra enrolada em seu corpo. Todos gritamos, mas D. Berna tranqüilizou a todos dizendo:

- Não há perigo, a cobra está congelada.  Mas assim que sair daqui ela vai descongelar, segurem-na pela cabeça e apertem com força. Um de nós fez isso e segurou a cobra, que de tão grossa precisou das duas mãos para apertá-la perto da enorme cabeça, enquanto outros tentavam, sem sucesso, desenroscar o corpo da cobra de D. Berna. Ela era muito grossa e dura (e estava congelada). A agonia de todos era grande.

Nisso a cobra começou a se mexer e todos entramos, ainda mais, em pânico.

Vamos cortar a cabeça dela, antes que ela descongele e engula D. Berna - alguém disse.

Pegou-se um instrumento, não sei se era uma faca ou facão e cortamos a cabeça da cobra.

Enquanto a agonia de todos continuava na tentativa de desenroscar a cobra do corpo de D. Berna, eu acordei assustado!

4. HISTÓRIA DO CAPITÃO BERKELEY ((Meu sonho em 02 de janeiro de 2007, quando deitei entre 14 e 15:30 horas para cochilar e acabei dormindo profundamente).

 

Li, durante o sono, enquanto sonhava, que o Capitão Berkeley era um combatente conhecido contra os assaltantes de caravanas militares e civis que passavam numa estrada perto da fazenda onde eu morava. Nessa leitura, durante meu sonho, um destacamento de intendência viajava para o sul, com destino a Guarulhos. (Porque Guarulhos? Não me pergunte que eu não sei. são coisas inexplicáveis dos sonhos). Como dizia, a caravana militar viajava para o sul quando foi interceptada pelo Capitão Berkeley, que disse ao Comandante que tinha informações de que eles seriam assaltados cerca de 20 quilômetros mais adiante.

O Capitão Berkeley então infiltrou seus soldados na Coluna de intendentes. Colocou cerca de dois pelotões de soldados, fortemente armados e camuflados de intendentes na vanguarda e mais um pelotão na retaguarda da caravana.

Deste modo, quando a grande quadrilha de assaltantes cercou a caravana foram todos eliminados, acabando com uma séria de atentados e assaltos contra caravanas que atormentava a todos. No meu sonho, enquanto eu lia, imaginava e até chegava a ver o combate, a carnificina, os gritos, as mortes horrendas dos assaltantes e também de alguns soldados.

Acordei assustado e gritando junto com os soldados do Capitão Berkeley : VIVA O CAPITÃO BERKELEY.