JURA EM PROSA E VERSO

PEQUENOS CONTOS E REFLEXÕES DO JURANDI

SÉRIE: (RECORDAÇÕES DE MEUS SONHOS CINEMATOGRÁFICOS)

 

MEUS SONHOS - O CONDENADO À FORCA

(Noite de 10 para 11 de fevereiro de 2021)

 

 

Um amigo ... (apesar de não estar bem definida a imagem no sonho, parece que era PAULO ÂNGELO - Paulinho, irmão de Maçonaria do Jura).

Pois bem, ele estava para ser enforcado.

Não me lembro da origem da história, ou o que a motivou. Minha memória do sonho começa comigo e mais um grupo de pessoas escondido num lugar alto, observando o que estava acontecendo lá embaixo, onde estava para acontecer o enforcamento.

O condenado já estava vendado, mãos amarradas às costas, uma corda grande jogada por cima de um galho, e em uma das pontas o nó de correr já estava pronto.

De repente, quando pegaram o condenado para coloca-lo de pé e o laço em seu pescoço, ele diz em voz alta:

- EU TENHO ALGO IMPORTANTE PARA REVELAR, MAS SÓ VOU FALAR COM A PRESENÇA DE MINHA ESPOSA AQUI.

Isso gerou uma grande confusão nas pessoas. Uns querendo prosseguir e enforcar logo o condenado, outros opinando diferente, tudo mundo falando alto, ninguém se entendendo, um pandemônio.

Nesse momento, um idoso que parecia ser uma autoridade, gritou , e todos calaram para escutar.

- PAREM LOGO COM ESSA DISCUSSÃO! ESTE É UM COSTUME ANTIGO QUE TEMOS QUE OBEDECER. TODO CONDENADO TEM DIREITO A UM ÚLTIMO PEDIDO. ISSO NÃO SE DISCUTE, PORTANTO SAIAM LOGO DAQUI E VÃO TODOS PROCURAR A ESPOSA DO CONDENADO. VAMOS LOGO, PUXEM, SAIAM JÁ DAQUI E VOLTEM COM ELA, PARA TERMINARMOS LOGO COM ISTO!

Todos obedeceram.

Acontece que a esposa do condenado estava conosco. Como havia uma grande árvore no local com um enorme buraco no tronco, nos juntamos, pegamos a mulher, enfiamos no buraco do tronco , fechamos e camuflamos o local, tornando-o totalmente escondido, sentando todos em volta.

Grupos de pessoas passaram, encontraram o local onde estávamos, inspecionou cada um de nós, interrogou, mas todos afirmaram que não sabiam onde estava a mulher. Ninguém sequer desconfiou do tronco da árvore, e foram todos embora.

A noite foi chegando, os grupos retornaram ao local lá em baixo e como a mulher não foi encontrada deixaram o enforcamento para o dia seguinte.

Coisa de sonho. Todos saíram e deixaram o condenado sozinho, amarrado e amordaçado.

Nós descemos, soltamos o condenado e o levamos até um local, no cais do porto, onde o embarcamos num navio que estava para zarpar, e o comandante era amigo nosso e prometeu sigilo.

O navio zarpou e nosso amigo condenado foi embora, já salvo da forca.

E eu acordei.