JURA EM PROSA E VERSO

PEQUENOS CONTOS DO JURANDI

CONTO INFANTIL SEM A LETRA 'A'

O COELHO E O PRÍNCIPE

(Autor: Jura em Prosa e Verso)

Um Príncipe, num certo momento, chegou no perímetro de um enorme bosque, e viu um Coelhinho muito bonitinho.

O Príncipe perguntou-lhe:

- Coelhinho, de onde você vem?

- Venho deste mesmo bosque enorme. Eu sou um inquilino deste sítio.

O Príncipe continuou inquirindo:

- Existem perigos neste perfeito bosque? Quero ver e conhecer este bosque, porém eu sou um Príncipe e devo fugir de riscos inúteis. Meu tutor, o Rei, me instruiu, e eu só enfrento perigosos contendores nos momentos certos, defendendo o bem.

- Sim – respondeu o coelhinho – Perigos enormes! Tempestuosos e rudes bichos, tenebrosos duendes e ferozes pigmeus, por certo muito feios, conseguem sempre comer bichinhos pequenos como eu e gente como você. Os que se inserem neste bosque correm reincidentes perigos sim!

- Como posso me proteger? – Perguntou o Príncipe.

- Eu vou lhe proteger. – disse o prestimoso coelhinho. -Fique comigo, sublime Príncipe . Eu conheço todos os riscos e sei como protegê-lo. Serei feliz em ser seu súdito. Quero ser reconhecido pelo Rei, seu tutor, como o belo coelhinho que fez o Príncipe ser seguro no perigoso bosque.

Feliz, o Príncipe penetrou o enorme bosque, sempre protegido pelo incrível coelhinho. Conheceu seus sítios secretos. Subiu nos montes do seu interior. Entrou nos escondidos túneis existentes nos rochedos. Molhou-se e bebeu do fresco e gostoso líquido dos rios. Conheceu o lindo e colorido céu do bosque, cheio de nimbos. Teve os ventos do bosque em seu rosto. Cheirou flores e sorveu frutos. Conheceu todos os bons bichinhos daquele lúdico e exuberante bosque.

E com o seu protetor, o Coelhinho, nenhum incômodo o tormentou; evitou todos os riscos e perigos.

Depois retornou pro seu reino, contou pro Rei, seu tutor, como cumpriu seu mister, e como mereceu ser protegido pelo inquieto, inofensivo, porém útil, reverente e eficiente bichinho, que o guiou em todo o tempo em que esteve no meio do perigo, sendo seu fiel confidente.

O rei, muito feliz, determinou que o coelhinho recebesse prêmios e fosse viver com ele, o Rei, com o Príncipe e com todos os súditos do seu enorme e rico reino.

E TODOS VIVEM HOJE FELIZES!

FIM