JURA EM PROSA E VERSO

PEQUENOS CONTOS DO JURANDI

A VINGANÇA DO RATO

(Autor desconhecido)

 

Meu amigo José, Zé para os íntimos, sempre foi desses que desconfiava de tudo e de todos, até dos amigos. Se alguém lhe contasse um causo, ou um fato histórico, o que quer que fosse, sempre que lhe interessasse ele ia confirmar nos livros ou com outras pessoas.

  Houve um tempo em que o Zé andava tão comprometido com as suas desconfianças, que ele chegou a cogitar a possibilidade de só ele existir de verdade, as outras pessoas seriam apenas fruto de sua imaginação - devo confessar que por volta dos meus 11 - 12 anos eu cheguei a pensar nisso também - desconfiando assim de toda a realidade que o cercava. O tempo passou e o Zé percebeu que era muito complicado convencer as outras pessoas disso e ele mesmo abandonou essa teoria difícil, mas tentadora.  

Dizem até que uma vez ele armou uma arapuca na sala pra ver se capturava algum gnomo, desconfiado de que realmente existiam, mas só pegou um rato gigante que acabou adotando como seu animal de estimação, aliás, um belo rato que conheci por fotos.  

Este caso verídico é sobre este rato do Zé.

Uma coisa que Zé nunca atentou foi para o crescimento anormal do Rato que ele tinha e que considerava como sendo de de estimação; o Zé tinha 1.75m de altura e o Rato batia na cintura dele, impressionante. Na sua casa não havia problema de gatos, todos fugiam com medo do Rato. Mas o Rato era a paixão da sua vida, dizem até que rolava algo mais entre eles, mas isso é apenas boato. Para se ter uma idéia o Zé nunca havia dado sequer um tapa nesse Rato, era aí que morava o problema. 

O Rato era muito folgado , muito inteligente, e o Zé achava que entre eles havia um elo de "amizade" e de confiança. assim como ele o tratava bem, o seu querido ratinho seria incapaz de traí-lo ou de fazer-lhe mal.

Tudo ia bem entre os dois até o dia em que o Zé foi trabalhar e esqueceu de alimentar o Rato antes, isso nunca havia acontecido, aí foi o motivo para a tragédia. 

Logo que o Zé chegou do trabalho, notou que o Rato estava meio inquieto, ficava pulando, batendo na porta, parecia estar apavorado. 

Notando tal agitação, José abriu a porta rapidamente e assim que ele entrou  começou o massacre; uma luta quase inimaginável entre um ser humano e um rato, luta não, o ser humano não teve chance, como já disse foi um massacre. 

O Rato devorou o Zé. 

Após isso tudo o Rato, que era um ser super inteligente, foi ao cinema assistir Titanic.

 

FIM