JURA EM PROSA E VERSO

 

MITOLOGIA

 

Mitologia Islâmica

 

 

O Islão (português europeu) ou Islã (português brasileiro) é uma religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta Maomé (Muhammad) e numa escritura sagrada, o Alcorão. A religião é conhecida ainda por islamismo.


 

Na visão muçulmana, o Islão surgiu desde a criação do homem, ou seja, desde Adão, sendo este o primeiro profeta dentre inúmeros outros, para diversos povos, sendo o último deles Maomé

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Cerca de duzentos anos após Maomé, o Islão já se tinha difundido em todo o Médio Oriente, no Norte de África e na península Ibérica, bem como na direcção da antiga Pérsia e Índia. Mais tarde, o Islão atingiu a Anatólia, os Balcãs e a África subsaariana. Recentes movimentos migratórios de populações muçulmanas no sentido da Europa e do continente americano levaram ao aparecimento de comunidades muçulmanas nestes territórios.


 

A mensagem do Islão caracteriza-se pela sua simplicidade: para atingir a salvação basta acreditar num único Deus, rezar cinco vezes por dia, submeter-se ao jejum anual no mês do Ramadão, pagar dádivas rituais e efectuar, se possível, uma peregrinação à cidade de Meca.


 

O Islão é visto pelos seus aderentes como um modo de vida que inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou interpessoais. A distinção ocidental entre o espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao Islão.

8 mitos que você sempre acreditou sobre o Islamismo

 Karen Batista   

Todo mundo já ouviu falar sobre o Islamismo e os muçulmanos, porém poucas são as pessoas que realmente conhecem e entendem o que essa religião realmente prega.

Para quem ainda não sabe, o Islamismo é uma religião monoteísta (que acredita em um único deus), que foi revelada pelo profeta Maomé, e prega a fé em Alá.

Atualmente um grande surto de esteriótipos negativos começaram a pairar por entre os meios de comunicação, graças a  ação de grupos extremistas que tentam justificar seus atos através da religião.

Pensando exatamente nisso, nós aqui da Fatos Desconhecidos, preparamos uma lista com 8 mitos que a maioria das pessoas erroneamente acreditam a respeito desse assunto.

Lembrando vocês, nossos queridos leitores que essa não é a primeira vez que trazemos uma série de mitos que você provavelmente acreditava, como você pode conferir ou relembrar clicando aqui e conferindo quais são os 10 mitos sobre relações sexuais que muita gente acredita até hoje. 

Agora sim, confira!

1- Islâmicos, Muçulmanos e Árabes são a mesma coisa

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Errado! Se você sempre confundiu Islâmicos com Muçulmanos até pode ser que seja perdoado, afinal, islâmico ou Islã são termos que se referem a religião propriamente dita, enquanto Muçulmano é aquela que acredita e segue essa fé. Agora se você envolvia o termo "Árabe" aí no meio, você literalmente estava muito enganado.

O termo "Árabe" se refere a uma etnia, que se caracteriza por ser uma comunidade linguística, cultural e com uma história em comum. E agora você deve estar se perguntando, porque existe essa confusão afinal? Bom, muitas pessoas tendem a deduzir que todo árabe é muçulmano, porque de fato 85% das pessoas dessa etnia seguem a religião Islã.

2- O Islã entrou em conflito contra o Ocidente

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Nós que estamos "do outro lado" tendemos a acreditar no estereótipo de que muçulmanos são extremistas e buscam sempre a guerra para impor ou solucionar questões de sua fé. Mas essa visão está errada. As guerras que estão em curso nos próprios países muçulmanos foram muito mais impulsionadas por questões políticas, econômicas e territoriais do que por interesses meramente religiosos.

3- Muçulmanos declararam guerra ao resto do mundo

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Vocês concordam que é muito mais fácil consolidar uma imagem de fanáticos e malucos sobre um grupo que tem uma causa que envolve fé e tabus? Bom, a grande questão é que acreditar que os muçulmanos estão em conflito contra os não-muçulmanos apenas por uma questão de fé é um tanto quando surreal.

Além das questões políticas que já mencionamos, vale ressaltar que além disso, os seus piores conflitos são entre eles mesmos, tudo isso por uma questão filosófica. Afinal, qual religião não possui variações dentro de seu próprio nicho?

4- O Islã é violento

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Radicais sempre existem, e eles podem estar dentro de qualquer grupo que realmente abrace uma causa com unhas e dentes.

Porém não podemos generalizar toda uma situação ou grupo por causa de casos específicos. Muita gente não sabe mas o próprio termo Islã se deriva da palavra SLM, que significa paz, e em seu livro também está escrito que a morte de um único ser humano é tão terrível quanto a matança de toda uma civilização.

Pra gente entender melhor essa situação, é só pensarmos no exemplo religioso mais próximo que temos, ou seja, dentro do próprio cristianismo há ensinamentos que por muitos foram deturpados.

5- O Islã oprime as mulheres

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Mais uma vez, muitas pessoas confundem a cultura de uma região com a sua religião. Ou seja, não podemos negar que realmente existe lacunas quando o assunto é o direito das mulheres nas regiões que o Islã impera, mas essas são lacunas culturais e não religiosas, pois ao contrário disso, o Islã prega que haja justiça para as mulheres

6- A Jihad ordena obrigatoriamente que haja

 guerras e violência

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Você provavelmente já ouviu falar sobre a Jihad, que nada mais é do que um dos pilares da fé islâmica, e se implica em deveres que todo muçulmano deve cumprir em prol de desenvolver e disseminar a fé muçulmana.

A grande questão que envolve esse dogma é que nós tendemos a acreditar que a Jihad prega a violência e execução daqueles que não aceitam a fé islâmica. Mas na realidade o termo deriva da palavra JHD, que significa luta, ou seja, o propósito é sim lutar, mas essa luta está muito mais relacionada com uma luta interior do que com a guerra em si.

7- O Islã e os direitos humanos não andam juntos

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Diferente do que muitos imaginam e confundem, o Islã como religião é totalmente compatível com os direitos humanos, o problema realmente surge quando alguns grupos muçulmanos de regimes extremistas tentam justificar seus atos através do Islã.

Mas como já citamos isso pode ocorrer com qualquer religião, assim como no passado a igreja católica cometeu atrocidades em nome do cristianismo, sendo que os ensinamentos dessa religião prega exatamente o contrário. Então temos que entender, o problema são as pessoas e não as religiões.

8- O Islã não é compatível com a democracia

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Como já citamos anteriormente, algumas pessoas usam o nome da religião para justificar suas insanidades, e isso também ocorreu com o Islã quando alguns ditadores que queriam deter e controlar o poder, usaram o discurso religioso para isso. O islamismo por outro lado, prega contra regimes autoritários. Apesar disso, sua imagem acabou manchada por causa de casos como esses.

E então queridos leitores, vocês também acreditavam nesses esteriótipos? Qual deles mais te surpreendeu? Conta pra gente aqui em baixo nos comentários.

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MITOLOGIA ÁRABE - PRÉ-ISLÂMICA

Mas quanta Mitologia!

O povo da península arábica se desenvolveu dentro de um círculo cultural caracterizado pelo nomadismo, o comércio e uma constante fusão entre tribos que habitavam a península. Entre 550 a 600 d. C., o templo de Meca, localizado no centro da província de Hiyaz, esteve habitado por diversos cultos idólatras, as quais haviam se dedicado a população árabe.

Esse templo, no período pré-islamico era contornado pela muralha sagrada (Hâram) e continha primitivamente o "bélito" (pedra sagrada, símbolo da Deusa Mãe). Á ele estava ligada à fundação de Meca, em torno da nascente Zamzam (associada a divindade suméria Zababa), importantíssima na região desértica que media as regiões do Sul, produtoras de incenso, e a atual Jordânia, onde chegavam as caravanas.

Meca, nesse período estava convertida na metrópole religiosa de toda Arábia, cujas funções eram controladas por dirigentes da cidade. Dessa maneira, essa hegemonia religiosa se converteu em hegemonia política.

Em Meca era praticada a adoração do Deus Lunar supremo era denominado de Hubal que tinha como consorte Deusa Sol. Dessa união, nasceram três filhas estrelas: Al-Lat, Al-Uzza e Manat, que representam também as facetas femininas do Deus Lunar. As três Deusas chamam-se “banat al-Lah”.

Como Deus Lunar, Hubal, teria dois aspectos: uma vivida no mundo superior, e outra, durante a fase obscura da lua no submundo. Mas na composição de Hubal há uma outra diferenciação. O templo de esplendor era dividido em três períodos representados pelos diferentes aspectos de suas três filhas, que regem os segmentos do período brilhante da lua. Esse é provavelmente o começo da divisão do mês lunar em períodos de quatro semanas, o quarto período sendo o de escuridão.

Em torno dessas três Deusas, se generalizou um culto que se propagou por todo mundo árabe e que era especialmente peculiar da tribo Quraych.



AS FILHAS DO DEUS LUNAR



Al-Uzza, Al-Lat e Monat (nessa seqüência na figura acima), formam a trindade de Deusas do Deserto que representam facetas de uma mesma Deusa.



DEUSA AL-UZZA

A Deusa nabatea Al-Uzza ("A Poderosa", "A Forte"), representava a faceta da Deusa Virgem guerreira, vinculada com a estrela da manhã (Planeta Vênus), que tinha como santuário um bosque de acácias ao sul de Meca, onde era adorada na forma de uma pedra sagrada. Hoje a pedra é cuidada por homens conhecidos como "Beni Shaybah" (os filhos da Velha Mulher).

Al-Uzza pode ser associada com a Deusa Isthar, Ísis e Astarte, como Deusa da Estrela Vespertina e grandes gatos eram consagrados à ela. Foi associada também, pelos gregos à Deusa Afrodite Urania e com Caelistis, uma Deusa da Lua.

Essa Deusa protegia ainda, os navios em suas viagens oceânicas. Embora a Arábia seja uma terra de deserto e nômades, os Nabateas navegavam pelo oceano para negociar. Nesse aspecto, tinha como símbolo o golfinho, cujo o hábito de nadar ao lado dos navios, os tornou guardiões e protetores.



A Deusa Al-Uzza representa a confiança, a vigilância e a preparação. É uma feroz protetora e uma grande aliada para enfrentar as batalhas da vida. Foi honrada em épocas antigas com sacrifícios de seres humanos e animais.

Os símbolos da Deusa incluem a acácia, as palmeiras e a pedra encontrada no Kaaba em Meca.

Os muçulmanos conquistaram Meca no ano de 683 d.C. e se apoderaram de Kaaba, destruindo os 360 ídolos que continha, no entanto, conservaram a citada pedra. Não deixa de ser um enigma que o Islã, inflexível inimigo dos ídolos, respeitasse esse, símbolo de fecundidade e até tê-lo convertido, junto com o templo, o principal templo da "Nova Fé". Tão grande era o respeito, ou o temor que essa divindade feminina impunha, que não se atreveram a destruí-la e reservaram um lugar de honra em sua religião, enquanto essa era essencialmente masculina?

Al-Uzza deve ser invocada com o nome de Mari (Meri) para pedir-lhe proteção em viagens marítimas.

É conhecidas pelos nomes: Al Uzzah, o al-Uzza, o ëUzza do Al, o Al Uzza, ëUzza, e o Uzza. Também chamada de Propitious, e a Vênus de Meca.

Verde é sua cor sagrada. O granito e os meteoritos são também suas pedras sagradas.



AL-LAT, A DEUSA DA LUA CHEIA

Al-Lat, cujo nome significa apenas "Deusa", representava a faceta da "Deusa Mãe", ligada com a Terra e com seus frutos, regia a fecundidade. Era adorada em At Ta'if, perto de Meca, na forma de um grande bloco fruto de granito branco, onde mais tarde se erigiu uma mesquita . Era a Deusa regente dos templos agora proibidos para mulheres.



Al-Lat foi igualada pelos gregos a Deusa Atena e chamada de "Mãe dos Deuses". Era uma Deusa da Primavera, da Fertilidade, uma Mãe-Terra que traz muita prosperidade. Representando uma Deusa da Fertilidade, ela carrega nas mãos um feixe de trigo.



MANAT OU MANAWAYAT

Manat ou Manawayat deriva da palavra árabe "maniya", que quer dizer "destruição, morte" ou de "manato" (parte, parcela). Manat, portanto, era a faceta da Deusa que regia o destino e a morte. Entre as três Deusas, era a mais antiga e seu santuário localizava-se na estrada entre Meca e Medina, onde era adorada na forma de uma pedra negra bruta.

Maomé, o profeta, em sua luta para estabelecer uma religião dominada pelos homens, perseguiu os adoradores da Deusa e destruiu seus santuários. Curiosamente, parece que Maomé, encontrando dificuldades para vencer o culto das pedras sagradas da Deusa, substituiu esse costume ritual por um rito da sua própria religião, tal como o fez a Igreja cristã na Europa com os incômodos costumes pagãos antigos. Ele instituiu o culto da Pedra Sagrada do Islã, a Kaaba, em Meca.



A Deusa Manat, era representada como uma mulher idosa com um copo na mão e os símbolos que servem de fundo para o seu vestido, soletram seu nome em Sabaic. A lua minguante é mostrada como símbolo de Deusa Anciã associada à morte.



LUA MASCULINA OU FEMININA?

O símbolo da Lua é tão polivalente que, de início, parece impossível demonstrar sua relação inequívoca com o feminino, pois ele aparece tanto como feminino quanto masculino como hermafrodita.

No nosso mito, temos Hubal, como um Deus Lunar casado com uma Deusa Sol, mas com maior freqüência é a lua que é esposa do sol. Na fase patriarcal tardia, o sol pode ser macho e a lua fêmea, ou a lua pode, como no nível matriarcal, ser vista como masculina; mas o relacionamento sol-lua é sempre percebido mitologicamente como uma forma simbólica entre sexos.

Na fase matriarcal, a ênfase recai nos fenômenos do céu à noite, isto é, essa fase representa uma psicologia noturna e lunar. O mundo da consciência solar-diurna é menos enfatizado, porque, psicologicamente interpretadas a humanidade nessa fase ainda vive mais no inconsciente do que na consciência, e porque o desenvolvimento que atinge o seu zênite no ato de despertar da inconsciência para consciência não foi ultrapassado.

Muito embora a lua masculina tenha sido associada a um estágio matriarcal antigo e uma lua feminina, com um estágio masculino mais recente, seria demasiado simples afirmar que o simbolismo masculino da lua seria mais tarde substituído por um simbolismo feminino. O que ocorre, realmente, é que no caso de uma lua masculina, ela representa os componentes arquetípicos masculinos ("animus") da vida de uma mulher no nível matriarcal. Já, quando a lua é feminina, representará os componentes femininos ("anima") da vida de um homem no estágio patriarcal.

O Deus Hubal, como Deus Lunar, representa a consciência masculina ("animus") de todas as mulheres terrestres. Isso significa dizer que a mulher pertence à lua, se sente ligada à ela e identificada com ela, em todas as experiências essenciais de sua existência, dependendo dela e fundindo-se com ela.



O CULTO ÀS PEDRAS



A representação mais primitiva da divindade lunar e talvez a mais universal era de um cone ou pilar de pedra. Essas pedras, algumas vezes, caídas do céu na forma de meteoritos, eram consideradas algo muito fabuloso. A própria origem miraculosa dessas pedras aumentava o respeito e a admiração que tinham por elas. Na maioria das vezes, a pedra não era deixada em sua forma natural, mas sim trabalhada.

Na Melanésia, por exemplo, uma pedra em forma de lua crescente é adorada como sendo um aspecto da lua. Em geral ela é encontrada ao lado de uma pedra circular representando a lua cheia.

A cor das pedras também varia; algumas vezes são brancas (Al-Lat), outras vezes preta (Manat; Pedra Negra de Meca), correspondendo aos aspectos brilhante e obscuros da divindade lunar. Em Pafos, Chipre, Bealeth ou Astarte era representada por um cone branco ou pirâmide. Um cone similar representava Astarte em Biblos e Ártemis em Perge, na Panfília, enquanto que uma rocha meteórica era adorada como Cibele em Pessino, na Galácia. Cones de arenito aparecem no santuário da Soberana-da-turqueza entre os precipícios do monte Sinai, sugerindo que a Grande Deusa Lua era adorada nessa Montanha-da-lua, na forma de um cone, antes que Moisés ali recebesse as tábuas da Lei.

Na Caldéia, a Grande Deusa, Magna Dea, ou a Deusa da Lua, era adorada na forma de uma pedra negra sagrada, e se acredita ser a mesma pedra ainda venerada em Meca. Al-Uzza, a Deusa objeto de nosso estudo, foi colocada na Caaba, em Meca, e servida pelas antigas sacerdotisas.

Nessa pedra negra há uma marca chamada de "impressão de Afrodite". A forma grega do nome veio a ser associada por alguma razão com essa marca, que é uma depressão oval, significando o "yoni" ou órgãos genitais femininos. É o sinal de Ártemis, a Deusa do Amor Sexual livre, e indica claramente que a pedra negra de Meca pertenceu originalmente à Grande Mãe.

A pedra foi coberta por uma mortalha de material preto chamada "a camisa de Caaba" e atualmente homens substituem as "sacerdotisas antigas". Esses homens, "Filhos da Velha Mulher", já citados anteriormente, são descendentes lineares das velhas mulheres que cumpriam os mesmos deveres em tempos antigos.

A pedra que representa não aparece sempre exatamente da mesma forma. Algumas vezes é um mero montículo redondo lembrando o "omfalos", que é provavelmente a mais primitiva representação da Mãe Terra. Outras vezes é alongada, formando um cone ou pilar, e em muitos casos é trabalhada, esculpida.

Goblet d'Alviella em seu "Migration of Symbols", configurou essas pedras em uma série, culminando com a estátua de Ártemis, que em sua característica atitude hierática completa a série sem afastar-se da forma geral. Ela sugere que a forma da estátua brotou da pedra. A pedra era a representação original da Deusa Lua que gradualmente tomou características humanas.

O símbolo feminino freqüentemente encontrado nas pedras sagradas da Mãe Lua é um símbolo de poder generativo da mulher sagrada, e da sua atração sexual por homens, tendo uma conotação ligeiramente diferente da taça e do cálice, que são símbolos do útero e representam as qualidades maternas da mulher. Entretanto, as duas idéias não estão muito distantes e podem fundirem-se uma na outra.



A MULHER ÁRABE PAGÃ E A ATUAL

Antes do advento do Islamismo, as mulheres árabes pagãs gozavam de um "status" respeitável dentro da sociedade. Elas possuíam o direito de empreender negócios, escolher seus maridos e tomavam parte na maioria das atividades de guerra e paz, incluindo ainda, a adoração pública.

No paganismos árabe, ocupavam um lugar de destaque as Deusas: Al-Uzza, Al-Lat e Manat. Suas estátuas eram muito reverenciadas. Dessa maneira, Allah

A poesia pagã árabe estava dedicada principalmente a graça e a beleza da mulheres, assim como à glória de seus valores tribais na paz e na guerra. Nessa sociedade, o homem ainda não praticava a poligamia, que só foi introduzida e fomentada pelo profeta, depois da revelação do islamismo. Foi a partir daí, que as mulheres passaram a constituir-se objetos de consumo e produção do maior número possível de muçulmanos.

O período que se seguiu ao paganismo, ou seja, o islamismo primitivo, continuou com as tradições pré-islâmicas, ou seja, ainda não havia a obrigatoriedade do uso de "hijabs" ou "véus" para as mulheres.

O véu semi-transparente que cobre metade do rosto e tão conhecido por todos nós, era um costume muito antigo que se originou nos tempos assírios, sendo considerado, a princípio, um símbolo de "status" ou uma marca de distinção social usado pela mulher livre. A mulher árabe pagã das cidades, estava acostumada a usar esse véu semi-transparente, porém as mulheres tribais nunca o usavam.

Mais tarde, o Islã agregou medidas que se dizia serem "a preservação da modéstia de mulher" como: baixar os olhos em público, ocultar seus seios e jóias e coisas similares. No entanto, essas restrições foram muito além de suas intenções originais.



Essa situação de insegurança e exclusão da mulher se perpetuou por pelo menos 100 anos até que durante o reinado de Abbasid Calif Harun ur Rashid, tudo ficou bem pior, pois a mulheres passaram a ser joguetes sexuais e máquinas de reprodução. As mulheres casadas passaram a ser servas, simplesmente apêndices sociais dos homens. E mais ainda, escravas sexuais passaram a ser vendidas livremente em mercados abertos de todos os países islâmicos e se podia hipotecar, rendar ou emprestá-las como presentes aos amigos. Não havia limite ao número de escravas sexuais que um homem pudesse possuir.

Hoje a mulher muçulmana se diz mais valorizada. O Corão, livro sagrado dos muçulmanos, contém versículos afirmando que, "aos olhos de Alá", homens e mulheres são iguais.

O problema da opressão à mulher muçulmana não é causado, portanto, pela crença islâmica em si, ela surgiu em culturas que incorporaram tradições prejudiciais às mulheres, ou seja em sociedades machistas.

O véu, mundialmente criticado, é um ato que está integrado à cultura e não a religião, e é por isso que as mulheres o usam mesmo quando não há nenhuma obrigação de fazê-lo, como é o caso das que imigram para outros países, mas não abandonam seus véus. Acredito inclusive, que o véu dá personalidade, guia e dá um toque todo especial a essas mulheres e não será um véu que irá calar suas vozes e alma feminina. O que as silencia é a idéia da superioridade dos homens sobre elas. Tal estrutura mental é tão poderosa, que toda a educação dos filhos descansa sobre essa desigualdade. E, são as próprias mães muçulmanas que transmitem essa estrutura mental para as crianças, da mesma maneira que suas próprias mães fizeram com elas.

Para se quebrar esse círculo vicioso, a mulher muçulmana teria que ter condições de entender que tal estrutura mental não corresponde as necessidades de sua espécie. A resignação e a perpetuação desta dita estrutura mental, as tornaram indiscutivelmente cúmplices inconscientes desta estafa que recai atualmente sobre a sociedade incapaz de encontrar o seu equilíbrio.

O islamismo, ao renegar as Deusas, mencionadas no Corão como filhas de Allah, castrou-se de humanidade e sentimentos.