JURA EM PROSA E VERSO

HISTÓRIA DAS CIDADES BRASILEIRAS

São Francisco do Conde-Bahia, História, Contos e Fatos

Sítio, vila, freguesia e cidade, assim tudo começou.....

Nossa História

     

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da Independência ao fundo Prédio da Prefeitura Municipal de São Francisco do Conde - Site Oficial



        

     

Em 1618, por ordem do Conde de Linhares, foi construído no alto de um monte, no Recôncavo Baiano, um convento e uma igreja, onde, mais tarde, surgiria a cidade de São Francisco do Conde, em 1698.

O nome homenageia o padroeiro da cidade e o conde Fernão Rodrigues, que herdou o terreno do 3° governador-geral do Brasil, Mem de Sá. A região onde fica a cidade foi conquistada pelo império português através de guerras travadas contra os índios que viviam nas margens dos rios Paraguaçu e Jaguaribe.

No passado, a riqueza da cidade se baseava nas plantações de cana de açúcar que deram início ao desenvolvimento econômico da área.

A diversidade de etnias que ajudou a construir São Francisco do Conde culturalmente está presente no cotidiano da cidade. As palmeiras imperiais, símbolo da administração portuguesa, estão por toda parte, as construções coloniais são majestosas e conservam a memória da região. Os Tupinambás e os Caetés Negros deixaram de legado, entre outras coisas, uma rica gastronomia. O mingau de farinha de milho, a tapioca e o preparo do peixe assado na folha de bananeira são exemplos dessa herança.

No Município nasceu também Mário Augusto Teixeira de Freitas, idealizador e fundador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.(IBGE, 2012)



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Prefeitura Municipal de São Francisco do Conde, Fonte: Silva, 2012


Formação Administrativa:             

 

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Francisco da Barra de Sergipe do Conde, em 27-11-1697. Instalada em 16-02-1698.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila aparece constituída de 5 distritos: São Francisco da Barra do Sergipe do Conde, Boqueirão, Cabeceiras do Passe, Monte do Recôncavo, Socorro do Recôncavo.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, a vila aparece constituída de 6 distritos: São Francisco da Barra do Sergipe do Conde, São Gonçalo, Madre de Deus do Boqueirão (ex-Boqueirão), Nossa Senhora do Monte (ex-Monte do Recôncavo), Nossa Senhora do Socorro (ex- Socorro do Recôncavo), São Sebastião das Cabeceiras do Passe (ex-Cabeceiras do Passe).

Pelos decretos estaduais nºs 7455, de 23-06-1931 e 7479, de 08-07-1931, o município tomou a denominação de São Francisco. Por este ultimo decreto São Francisco (ex-São Francisco da Barra de Sergipe do Conde), adquiriu o extinto território do extinto município de São Sebastião. como simples distrito.

Pelo decreto estadual nº 7600, de 11-09-1931, desmembra do município de São Francisco o distrito de São Sebastião. Elevado à categoria de município.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 4 distritos: São Francisco, Bom Jesus, Madre de Deus do Boqueirão e Socorro do Recôncavo (ex-Nossa Senhora do Socorro).

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 5 distritos: São Francisco, São Gonçalo (ex-São Francisco), Bom Jesus, Madre de Deus do Boqueirão, Monte Recôncavo e Santo Estevão.

Pelo decreto-lei estadual nº 10724, de 30-03-1938, o distrito de São Gonçalo voltou a denominar-se São Francisco.

Pelo decreto estadual nº 11089, de 30-11-1938, São Francisco adquiriu do município São Sebastião o distrito de Colônia. Pelo mesmo decreto os distritos de Bom Jesus e Santo Estevão tomaram a denominação, respectivamente de Senhor dos Passo e Socorro.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: São Francisco, Colônia, Madre de Deus, Monte Recôncavo, Senhor dos Passos (ex-Bom Jesus) e Socorro (ex-Santo Estevão).

Pelo decreto estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944, o município de São Francisco passou a denominar-se São Francisco do Conde. Os distritos de Colônia, Madre de Deus e Socorro, passaram a chamar-se, respectivamente, Santa Eliza, Suape e Mataripe.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 6 distritos: São Francisco do Conde (ex-São Francisco), Mataripe (ex-Socorro) Monte Recôncavo, Santa Eliza ex-(Colônia), Senhor dos Passos e Suape (ex-Madre de Deus).

Pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 02-08-1947, os distritos de Senhor dos Passos e Suape foram transferidos para o município de Salvador como subdistritos, com os nomes, respectivamente de Bom Jesus e Madre de Deus.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: São Francisco do Conde, Mataripe, Monte Recôncavo e Santa Eliza.

Pela lei estadual nº 628, de 30-12-1953, o distrito de Santa Eliza foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de São Francisco do Conde.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: São Francisco do Conde, Mataripe e Monte Recôncavo.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

 

Alterações toponímicas municipais

 

São Francisco da Barra de Sergipe do Conde para São Francisco, alterado pelos decretos estaduais nºs 7455, de 23-06-1931 e 7479, de 08-07-1931.

São Francisco para São Francisco do Conde, alterado pelo decreto estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944.(IBGE, 2012)

 

 

História Viva

 

 

Fotos das Ruinas da Primeira Escola Agricola da America Latina em São Bento das Lages, São Francisco do Conde - Ba

 

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Ruinas do Imperial Escola Agricola da Bahia - 1859 - São Bento das Lages (DA SILVA, 2012)


HISTÓRICO DA CRIAÇÃO DO IMPERIAL ESCOLA AGRICOLA DA BAHIA
  

Imperial Escola Agrícola da Bahia, criada por meio do decreto nº 5.957, de 23/06/1875, foi conseqüência de uma política iniciada em 1859 pelo Imperador D. Pedro II que, em viagem ao nordeste do país, decidiu criar alguns Imperiais Institutos de Agricultura. D. Pedro II tinha o intuito de solucionar problemas de mão-de-obra, capital e atraso tecnológico no que se referia à produção agrícola brasileira, que se via em crise em virtude da retração do mercado internacional e da conseqüente diminuição do preço pago pelo açúcar nacional

O Imperial Instituto Bahiano de Agricultura, instituição que precedeu e possibilitou o surgimento da Imperial Escola Agrícola da Bahia em 1875foi criado em 1859 junto a outros Imperiais Institutos de Agricultura como o Instituto de Agricultura Sergipano (decreto nº 2.521 de 20/01/1860), o Instituto Pernambucano de Agricultura (decreto nº 2.516 de 22/12/1859), o Instituto Fluminense de Agricultura (decreto nº 2607 de 30/06/1860) e o Instituto Rio-Grandense de Agricultura (decreto nº 2816 de 14/08/1861), somando-se às diversas experiências modernizadoras realizadas no país.


O decreto 2.500-A, de 01/11/1859, criava o Imperial Instituto Bahiano de Agricultura com as seguintes palavras de D. Pedro II:


"Desejando assinalar a época de Minha Visita a esta Província com uma nova demonstração de constante atenção, que presto à Agricultura, como a principal fonte de riqueza do Estado; Hei por bem criar uma Associação com o título de Imperial Instituto Bahiano de Agricultura, a qual se regulará por Estatutos organizados segundo as bases, que com este baixam, assinadas por João de Almeida Pereira Filho, do Meu Conselho, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Império, que assim o tenha entendido e faça executar. Palácio na cidade de S. Salvador da Bahia de Todos os Santos, em o primeiro de novembro de mil oitocentos e cinqüenta e nove, trigésimo oitavo da Independência e do Império." (BRASIL,1859)


NOSSA PARTICIPAÇÃO NA INDEPENDENCIA DA BAHIA E DO BRASIL

Marco histórico de nossa participação na independência do Brasil

 

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Placa cunhada na pedra em 1922, exposta na praça da independencia juntamente com o busto do Barão de Cajaíba, 1º Visconde de Itaparica. 

 

"Alexandre Gomes de Argollo Ferrão" Barão de Cajaíba, faleceu na Província da Bahia em 10 de Maio de 1870 com 70 anos de idade. Era marechal de Campo e uma das glorias da Independência. Foi Vice-Presidente da Província da Baia durante 20 anos. Era Vereador de S. Magestade a Imperatriz, Comendador da Imperial Ordem de S.Bento de Avis (parente do galo), da Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo e Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Tinha a medalha da Guerra da Independência da Baia. Proprietário de muitos escravos tinha fama de cruel.

 

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Medalhas das Ordens Imperiais

Imperial Ordem de São Bento de Avis é uma antiga ordem militar brasileira, originada a partir da portuguesa Ordem Militar de Avis, a qual por sua vez remonta à medieval Ordem de São Bento de Avis. Essa ordem medieval foi aparentemente originada na Espanha, a partir da Ordem de Calatrava; outra teoria informa ter-se originado em Portugal no século XII, sob D. Afonso Henriques. (Wikipedia)

Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma antiga ordem honorífica brasileira, originada a partir da portuguesa Ordem Militar de Cristo, a qual por sua vez remonta à medieval Ordem de Cristo. Foi a segunda ordem imperial brasileira com mais titulares, logo atrás daImperial Ordem da Rosa

, e premiava tanto militares quanto civis. (Wikipédia)

Imperial Ordem da Rosa é uma ordem honorífica brasileira. Foi criada em 27 de fevereiro de 1829 pelo imperador D. Pedro I (1822 — 1831) para perpetuar a memória de seu matrimônio, em segundas núpcias, com Dona Amélia de Leuchtenberg e Eischstädt. (Wikipédia)



Alexandre Gomes de Argolo Ferrão - agraciado com os títulos de (Barão de Cajaíba ( Dec 18.07.1841 ) e Barão com honras de grandeza de Cajaíba ( Dec 25.03.1849 ). Membro de importante e ilustre família de abastados senhores de engenhos, da Bahia, que teve origem no sargento-Mor José Joaquim de Argolo e Queirós [ nasc. 1757], Alferes da Guarnição da Bahia [1779], sargento-mor do Reg. de Milícias da Vila de S. Francisco da Barra de Sergipe do Conde, Tenente-Coronel [1818]. Vereador ao Senado da Câmara da Bahia [1803], e construtor do sobrado e do Engenho da Ilha de Cajaíba e senhor do Engenho Itatingui (Antenor Nascentes, 140, p.5). Deixou numerosa descendência de seu casamento. com Maria Joaquina Gomes Ferrão Castelo Branco, descendente de Antônio Gomes, patriarca desta família Gomes Ferrão Castelo-Branco , da Bahia. Entre outros, foram pais de Alexandre Gomes de Argolo Ferrão, nascido em 1802, freguesia da vila de São Francisco de Sergipe do Conde, BA. Militar: praça de 1.º cadete [21.10.1807], na 8.ª Companhia do 2.º Regimento de 1.ª Linha [com seis anos de idade]. Passou para a 2.ª Companhia do 1.º Batalhão de Caçadores, na mesma praça de cadete [01.04.1810]. Alferes do 2.º Batalhão de Caçadores [21.07.1818]. Tenente [13.05.1820]. Capitão [10.09.1824]. Sargento-Mor [Major] do 14.º Batalhão de Caçadores. Tenente-Coronel graduado [30.01.1826], Tenente-Coronel efetivo [20.08.1838]. Coronel [29.11.1838], em remuneração dos serviços que prestou ao governo legal, por ocasião da revolta da «Sabinada». Brigadeiro graduado [02.11.1842]. Reformado no posto de Marechal de Campo [25.09.1852]. Deputado pela Bahia às cortes portuguesas [1821]. Em 20.02.1822, emigrou para o Recôncavo, onde fez a campanha da Independência. Encarregado da polícia das Vilas de Santo Amaro e São Francisco [19.04.1831]. Comandante das Armas da Bahia [13.09.1831 - exonerado, a pedido, a 23.07.1835]. Comandante da brigada formada para combater os revoltosos, da denominada «Sabinada» [27.11.1837]. Vice-Presidente da província da Bahia, durante 20 anos [10.04.1838]. Presidente da Prov. da Bahia [1865]. MFCI [11.04.1826], Veador de S.M. a Imperatriz [14.03.1860], Comendador da Ordem de São Bento de Aviz, Comendador da Ordem de Cristo, Oficial da Ordem de Cristo. Condecorado com a medalha criada por Dec. de 02.07.1825 e destinada ao exército que expeliu da província da Bahia as tropas lusitanas. Foi elevado ao título de barão com honras de grandeza em consideração aos seus serviços e merecimentos (Revista Genealógica Brasileira, VII, 441). Deixou geração do seu cas. com Eudóxia Cândida de Pina e Melo, falecida a  24.12.1858, BA, baronesa de Cajaíba, sepultada na capela do engenho São José da Vila de São Francisco.

O barão de Cajaíba, quando foi mandado estudar na Cidade de Salvador, ali, quando solteiro, teve um filho natural, havido com Felicidade Perpétua, falecida em 27.03.1866 na Bahia, que reconheceu e legitimou, que foi o marechal Alexandre Gomes de Argolo Ferrão Filho, nascido em 08.08.1821 e falecido em 28.06.1870, agraciado, por serviços na guerra do Paraguai, com o título [ Dec 26.12. 1868] de visconde com honras de grandeza de Itaparica. Não existiu a viscondessa de Itaparica. Faleceu solteiro sem deixar descendentes, que se saiba. 

 

Acesso: http://www.sfreinobreza.com/NobC1.htm 

Regina Cascão -  Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno

 

 

 

INFLUÊNCIA DE NOSSA TERRITÓRIO NA FORMAÇÃO DE OUTROS CENTRO MUNICIPAIS

 


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Convento de Santo Antônio, ao fundo a Baia de Todos os Santos



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Matriz de São Gonçalo

 

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Vista Lateral da Matriz de São Gonçalo











  

Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente àparóquia civil de outros países(Wikipédia, 2012).

 

Matriz de São Gonçalo, sede da freguesia de São Gonçalo do Amarante, marco histórico que juntamente com a freguesia de Nossa Senhora do Monte Reconcavo e da freguesia de Nossa Senhora do Socorro do Reconcavo, formaram o núcleo do futuro municipio de São Fransciso do Conde. 

 

Das divisões territoriais da Vila de São Francisco da Barra do Sergipe do Conde originou cidades importantes do Estado da Bahia como Santo Amaro, que depois anexou o termo "da Purificação" pela lei 1.058 de 26 de junho de 1868 (antiga freguesia da Nossa Senhora da Purificação do Sergipe do Conde, por surgir do desmembramento da Vila pelo alvará de 05 de janeiro de 1727), Catu pela lei 1870 de 19 de junho de 1926 (antiga Freguesia de Santana do Catu), São Sebastião do Passé em 2 de agosto de 1947 pelo art. 23º do Dispositivo Transitório da Constituição do Estado da Bahia (antiga freguesia de São Sebastião das Cabeceiras do Passé), ilha de Madre de Deus, ilha de Itaparica, Ilha de Bom Jesus dos Passos, ilha Santo Antonio, ilha Maria Guarda, Ilhote, Ilha dos Frades, Ilha das Fontes, Bimbarra, ilha das Vacas e ilha do Pati (antiga freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus do Boqueirão).