História da cidade de Rio de Janeiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Período Colonial

A baía ao redor de onde a cidade organizou-se, Baía da Guanabara, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1° de janeiro de 1502. Erroneamente crê-se que o nome da cidade,Rio de Janeiro foi escolhido porque os portugueses acreditavam que a Baía de Guanabara era um rio. Na verdade, na época não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías, motivo pelo qual foi o corpo d'água corretamente designado como rio. Os franceses estabeleceram-se na zona em 1555, sendo expulsos pelos portugueses.

A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá, que desembarcou num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, subjugando franceses calvinistas da Bretanha e da Normandia, os quais, aliados a grupos indígenas hostis, alimentavam o projeto de Nicolas Durand de Villegagnon de estabelecer no Brasil uma colônia francesa chamada França Antártica. A idéia aprovada pelo almirante Gaspar de Coligny e apoiada pelo rei de França, Henrique II, ameaçava, 63 anos depois, a grande conquista portuguesa.

A vitória de Estácio de Sá foi o ato histórico criador da Cidade, quando os portugueses garantiram, em 1° de março de 1565, a posse do Rio de Janeiro, rechaçando a partir daí novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, o seu domínio sobre as ilhas e o continente. Construiu na entrada da baía, em uma praia protegida pelo morro do Pão de Açúcar, uma fortificação composta por simples casinhas feitas de troncos de madeira e barro, que foi mais tarde destruída para um novo povoamento no entorno do morro do Castelo(completamente arrasado em 1922), região onde atualmente ocupa a região central da cidade. O novo povoado marca de fato, o começo da expansão urbana.

Durante quase todo o século XVII a Cidade teve um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais, nascendo a partir delas as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30 mil habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, pois sua proximidade levou a consolidação da cidade como um importante centro portuário e econômico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia para o Rio de Janeiro, onde Salvador até esta data ocupava esta condição.

Rio de Janeiro foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo foi transferido para Brasília, mas se mantém a segunda maior cidade do país, depois de São Paulo. Entre 1808 e 1815 foi a capital do Reino de Portugal e dos Algarves, como era oficialmente designado Portugal na época. Entre 1815 e abril de 1821, foi a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves após a elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido.

[editar] Período Imperial e Republicano

Planta da cidade do Rio de Janeiro em 1867.

Planta da cidade do Rio de Janeiro em 1867.

Após a independência, a cidade continua como capital, enquanto a província enriquece com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital do Império, a cidade converte-se, em 1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro passa a ter como capital Niterói.

Como centro político do país, o Rio concentra a vida político-partidária do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde a força política para São Paulo e Minas Gerais.

Com a proclamação da República, nas últimas décadas do século XIX e início do XX,o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais de seu crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.


O aumento da pobreza agravaram a crise habitacional, traço constante da vida urbana no Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo do Rio – a Cidade Velha e suas adjacências – , onde se multiplicavam as habitações coletivas e onde eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera-morbo que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.

Avenida central no início do século XX.

Avenida central no início do século XX.

Muitas campanhas de erradicação dessas doenças, feitas pelos governos na época, não foram bem recebidas pela população carioca. Houveram várias revoltas populares, entre elas a Revolta da Vacina em 1907, além das reformas urbanas do Centro, executadas pelo engenheiro Pereira Passos, no qual demoliu cortiços e deslocou sua população pobre que habitavam a região central para as encostas de morros, na Zona portuária e Caju, como os morros da Saúde e Providência, que cresceram de maneira muito desordenada iniciou o processo de favelização, ainda não muito preocupante na época, o que não impediu a execução de várias outras reformas urbanas e sanitárias que estavam por vir, que mudaram a imagem da então capital da República.

Após a mudança da Capital Federal para Brasília em 1960, esta cidade até 1975 foi transformada numa cidade-estado com o nome de Estado da Guanabara. Ocorreu então sua fusão com o antigo Estado do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975 e em 23 de julho foi a promulgação da constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1992, a cidade foi sede da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92, ou ECO-92. Foi a primeira reunião internacional de peso a se realizar depois do fim da Guerra Fria e contou com a presença de delegações de 175 países.

Atualmente a cidade vem se preparando para sediar os Jogos Pan-americanos de 2007 investindo em estruturas esportivas.

História da cidade do Rio de Janeiro

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[editar] Período Colonial

A baía ao redor de onde a cidade organizou-se, Baía da Guanabara, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1° de janeiro de 1502. Erroneamente crê-se que o nome da cidade,Rio de Janeiro foi escolhido porque os portugueses acreditavam que a Baía de Guanabara era um rio. Na verdade, na época não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías, motivo pelo qual foi o corpo d'água corretamente designado como rio. Os franceses estabeleceram-se na zona em 1555, sendo expulsos pelos portugueses.

A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá, que desembarcou num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, subjugando franceses calvinistas da Bretanha e da Normandia, os quais, aliados a grupos indígenas hostis, alimentavam o projeto de Nicolas Durand de Villegagnon de estabelecer no Brasil uma colônia francesa chamada França Antártica. A idéia aprovada pelo almirante Gaspar de Coligny e apoiada pelo rei de França, Henrique II, ameaçava, 63 anos depois, a grande conquista portuguesa.

A vitória de Estácio de Sá foi o ato histórico criador da Cidade, quando os portugueses garantiram, em 1° de março de 1565, a posse do Rio de Janeiro, rechaçando a partir daí novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, o seu domínio sobre as ilhas e o continente. Construiu na entrada da baía, em uma praia protegida pelo morro do Pão de Açúcar, uma fortificação composta por simples casinhas feitas de troncos de madeira e barro, que foi mais tarde destruída para um novo povoamento no entorno do morro do Castelo(completamente arrasado em 1922), região onde atualmente ocupa a região central da cidade. O novo povoado marca de fato, o começo da expansão urbana.

Durante quase todo o século XVII a Cidade teve um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais, nascendo a partir delas as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30 mil habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, pois sua proximidade levou a consolidação da cidade como um importante centro portuário e econômico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia para o Rio de Janeiro, onde Salvador até esta data ocupava esta condição.

Rio de Janeiro foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo foi transferido para Brasília, mas se mantém a segunda maior cidade do país, depois de São Paulo. Entre 1808 e 1815 foi a capital do Reino de Portugal e dos Algarves, como era oficialmente designado Portugal na época. Entre 1815 e abril de 1821, foi a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves após a elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido.

[editar] Período Imperial e Republicano

Planta da cidade do Rio de Janeiro em 1867.

Planta da cidade do Rio de Janeiro em 1867.

Após a independência, a cidade continua como capital, enquanto a província enriquece com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital do Império, a cidade converte-se, em 1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro passa a ter como capital Niterói.

Como centro político do país, o Rio concentra a vida político-partidária do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde a força política para São Paulo e Minas Gerais.

Com a proclamação da República, nas últimas décadas do século XIX e início do XX,o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais de seu crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.


O aumento da pobreza agravaram a crise habitacional, traço constante da vida urbana no Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo do Rio – a Cidade Velha e suas adjacências – , onde se multiplicavam as habitações coletivas e onde eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera-morbo que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.

Avenida central no início do século XX.

Avenida central no início do século XX.

Muitas campanhas de erradicação dessas doenças, feitas pelos governos na época, não foram bem recebidas pela população carioca. Houveram várias revoltas populares, entre elas a Revolta da Vacina em 1907, além das reformas urbanas do Centro, executadas pelo engenheiro Pereira Passos, no qual demoliu cortiços e deslocou sua população pobre que habitavam a região central para as encostas de morros, na Zona portuária e Caju, como os morros da Saúde e Providência, que cresceram de maneira muito desordenada iniciou o processo de favelização, ainda não muito preocupante na época, o que não impediu a execução de várias outras reformas urbanas e sanitárias que estavam por vir, que mudaram a imagem da então capital da República.

Após a mudança da Capital Federal para Brasília em 1960, esta cidade até 1975 foi transformada numa cidade-estado com o nome de Estado da Guanabara. Ocorreu então sua fusão com o antigo Estado do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975 e em 23 de julho foi a promulgação da constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1992, a cidade foi sede da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92, ou ECO-92. Foi a primeira reunião internacional de peso a se realizar depois do fim da Guerra Fria e contou com a presença de delegações de 175 países.

Atualmente a cidade vem se preparando para sediar os Jogos Pan-americanos de 2007 investindo em estruturas esportivas.